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IVA AUTOMÁTICO IMPLEMENTADO NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ZONA EURO COM FRACA PRODUTIVIDADE
PRÓXIMO ANO
O crescimento da Zona Euro continua generalizada, mas uma fraca produti-
O IVA Automático vai ficar totalmente implementado no primeiro semestre vidade e um forte endividamento fazem com que o seu ritmo seja pouco
do próximo ano, garantiu o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, consistente face à maioria das economias avançadas. O Banco Central
António Mendonça. O processo de implementação será faseado, começan- Europeu considera que são necessários esforços suplementares para refor-
do por se focar nos contribuintes com situações mais simples. Numa se- çar o crescimento da produtividade e sustentar os investimentos produtivos,
gunda fase, será alargado o universo dos sujeitos passivos e, numa tercei- de modo a aumentar o crescimento potencial de longo prazo. É fraca a taxa
ra, será realizada uma automatização de procedimentos para facilitar ainda de crescimento tendencial.
mais a tarefa do sujeito passivo.
Vida Económica, 7 de dezembro de 2018
Vida Económica, 30 de novembro de 2018
COMÉRCIO DEIXA DE DAR FATURAS EM PAPEL
QUANTO VALEM UNS SAPATOS DE 20$?
Os comerciantes e os prestadores de serviços deixarão de emitir faturas
Payless é uma marca de pronto a vestir que trabalha o conceito affordable em papel, no âmbito do Sirnplex+2018, uma medida que será regulamenta-
fashion. A marca comprou recentemente um espaço que fora ocupado pela da pelo Ministério das Finanças. As empresas terão de contar com um
Armani e decidiu convidar um conjunto de influencers de moda para a inau- programa informático certificado e deverão transmitir as faturas em tempo
guração, dizendo que se tratava da apresentação da coleção de um novo real para a Autoridade Tributária. O cliente poderá receber a fatura em
estilista chamado Palessi. Os influencers elogiaram os sapatos pelo design papel ou por via eletrónica, caso o solicite.
e qualidade dos materiais, comprando alguns pares por valores que chega-
ram aos 600$. Esta ação serviu para posicionar a marca, que raramente é Vida Económica, 7 de dezembro de 2018
considerada pelos influencers como uma referência. E claro, no final ofere-
ceu os sapatos. TRIBUTAÇÃO AUMENTA NOS PAÍSES DA OCDE
Sol, 1 de dezembro de 2018 Os impostos sobre os rendimentos nas economias desenvolvidas continua-
ram a crescer, com as taxas sobre as empresas e o consumo privado a
ECONOMIA BRITÂNICA VAI ENCOLHER 3% representarem um agravamento na fatia total dessa tributação. No ano
passado, os países da OCDE registaram um crescimento do rácio relativa-
A economia britânica terá menos comércio, investimento estrangeiro, pro- mente ao PIB de 34% para 34,2%, sendo que é o valor mais alto de sem-
dutividade mais baixa e uma queda no número de imigrantes depois da pre. A tendência de crescimento fez-se notar em 19 dos 34 países da OC-
saída da União Europeia, refere um estudo do Instituto Nacional de Pesqui- DE. O IVA é o imposto que mais tem pesado nos bolsos dos contribuintes
sas Económicas e Sociais, encomendado pela People's Vote, associação dos países mais ricos, representando cerca de 6,8% do PIB.
que defende um segundo referendo. Com a penalização da economia britâ-
nica em 3 % do PIB ao ano, os seus cidadãos também ficarão com os Vida Económica, 14 de dezembro de 2018
bolsos mais leves em cerca de mil libras (1200 euros). O Banco de Inglater-
ra avisou esta semana que o Brexit representará um impacto pior para o
Reino Unido que a crise económico-financeira de 2007-8.
Sol, 1 de dezembro de 2018
MÁQUINAS CONTROLAM O "SELL-OFF" NAS BOLSAS?
Guerra comercial, taxas de juro, crise em Itália. Estas têm sido as justificações mais
recorrentes para o mau momento que os mercados financeiros atravessam.
Mas, apesar dos riscos crescentes nos mercados, os principais bancos de
investimento mantêm-se fieis ás suas previsões de resultados positivos nas
bolsas. E atribuem a responsabilidade da pressão vendedora nas ações às
máquinas, uma vez que os movimentos são determinados pela reação
rápida a notícias reportadas no curto prazo, em detrimento da análise de
fundamentais de longo prazo. Segundo uma notícia da CNBC, o grosso das
ordens já é dado por computadores. "80% do volume diário nos EUA é feito
por máquinas. Então o que se obtém é uma falta de foco nos resultados e
perspetivas, concretizando-se movimentos de curto prazo baseados em
dados específicos que são emitidos todos os dias e que criam ruído", expli-
ca Guy de Blonay, diretor do fundo de investimento Jupiter Asset Manage-
ment, em declarações à CNBC. Ao utilizarem modelos matemáticos avança-
dos para acelerar as decisões de negociação, estes modelos podem acabar
por criar um "sell-off' no mercado. Num mundo dominado por máquinas, este é
o novo normal. Fotografia de Thomas Charters em Unsplash
Jornal de Negócios, 5 de dezembro de 2018

