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         Os danos causados podem ser assinaláveis, no médio prazo.    PIB DA ZONA EURO E DA UE MANTÊM RITMO

         Vida Económica, 24 de maio de 2019                   A economia da Zona Euro cresceu, no primeiro trimestre do ano, ao mesmo
                                                              ritmo do período homólogo (1,2%), bem como o PIB da União Europeia (UE
                                                              1,5%), segundo os dados divulgados ontem pelo Eurostat. Já face ao tri-
         FORD ANUNCIA DESPEDIMENTOS                           mestre anterior, o crescimento PIB da Zona Euro acelerou para os 0,4%
                                                              (0,2% entre outubro e dezembro de 2018) e o da UE para os 0,5% (0,3%
         A Ford vai cortar, até ao final de agosto, 7000 empregos a nível mundial, o   no quatro trimestre de 2018). Entre os Estados-membros para os quais há
         que corresponde a 10% do total de trabalhadores. Com este corte, o grupo   dados disponíveis, a Hungria (5,2%) foi o país cujo PIB mais subiu face aos
         automóvel "pretende alcançar poupanças anuais de cerca de 600 milhões   primeiros três meses de 2018; seguindo-se a Roménia (5,1%), a Polónia
         de dólares (€537 milhões)", segundo uma porta-voz do grupo. Os postos de   (4,7%) e a Estónia (4,6%). A Itália foi a única economia que viu o seu PIB
         trabalho a eliminar envolvem saídas voluntárias e despedimentos, adiantou.   recuar, em termos homólogos (-0,1 %).
         Cerca  de  800  empregos  serão  cortados  nos  Estados  Unidos,  Canadá  e
         México, 500 dos quais já esta semana. Este número acresce ao de 1500   Jornal de Negócios, 7 de junho de 2019
         empregados que deixaram o grupo nos últimos meses na região, mas atra-
         vés de saídas voluntárias. As medidas também vão afetar a China, a Euro-
         pa e a América do Sul. "Ainda não temos pormenores precisos para cada   EUA. NOVAS SANÇÕES À CHINA NO FINAL DO MÊS
         uma destas regiões porque a reestruturação está a ser feita, mas só termi-
         na no fim de agosto", acrescentou a mesma fonte. "Compreendemos que   O Presidente do EUA, Donald Trump, disse ontem que só decidirá sobre
         este é um momento difícil para as nossas equipas, mas as medidas são   novas sanções tarifárias à China no final de junho, depois da cimeira do
         necessárias para pôr a Ford no caminho do sucesso e preparar a empresa   G20, no Japão, onde reunirá com o Homólogo chinês, Xi Jinping. O encon-
         para o futuro", acrescentou.                         tro entre Trump e XI já tinha sido anunciado no início de maio, numa altura
                                                              em que a guerra comercial entre os EUA e a China subia de tom, após o
         Expresso, 24 de maio de 2019                         Presidente norte-americano  ter anunciado o aumento de taxas alfandegá-
                                                              rias entre 10% e 25% sobre cerca de 300 milhões de euros de produtos
                                                              importados da China e de o Presidente chinês ter anunciado que responde-
         OCDE REVÊ METAS DE CRESCIMENTO                       ria com idênticas sanções. "Vou encontrar-me com o Presidente Xi e vamos
                                                              ver o que acontece", disse ontem Donald Trump, em Caen.
         Organismo está menos otimista do que o Governo e reviu em baixa a esti-
         mativa do PIB para 1,8%, agravando a previsão do défice para 0,5%.    Jornal de Negócios, 7 de junho de 2019
         A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)
         está menos otimista do que o Governo português quanto ao crescimento
         económico e ao défice deste ano, tendo revisto em baixa as metas de Má-
         rio Centeno. De acordo com as previsões divulgadas no Economic Outlook,
         a economia portuguesa deverá crescer menos este ano, abaixo dos 2,1 %
         que antevia em novembro e uma décima abaixo da estimativa do Governo
         de 1,9%. Em relação ao défice, a OCDE antevê que se fixe nos 0,5% do
         PIE este ano, o mesmo valor registado em 2018 e uma previsão que com-
         para como défice de 0,2 % que a organização previa em novembro, a mes-
         ma  que  o  Governo  prevê  para  2019.  Para  o  próximo  ano,  o  organismo
         prevê um défice de 0,2% do PIB quando, em novembro, calculava um exce-
         dente orçamental de 0,1 %. Já o Executivo espera um excedente de 0,3%
         em 2020.
         A organização indica que os riscos para Portugal incluem um aperto nas
         condições financeiras e diz que um aumento nas taxas de juro nos merca-
         dos pode afetar os gastos das empresas e famílias e conduzir a um aumen-
         to do stock de crédito malparado nos balanços dos bancos.

         Sol, 25 de maio de 2019


         SALDO DA SEGURANÇA SOCIAL ATINGE 98% DO PREVISTO PARA O ANO

         O  saldo  da  Segurança  Social  aumentou  28%,  em  abril,  face  ao  período
         homólogo do ano passado, para 1,6 mil milhões de euros, valor que corres-
         ponde a 98% do saldo global previsto para o conjunto do ano. O Governo
         destaca o bom desempenho das contribuições e quotizações, alicerçado no   Fotografia de Thomas Charters em Unsplash
         dinamismo do emprego e dos salários para justificar o aumento da receita
         e,  consequentemente,  o  saldo  positivo  registado.  Até  abril,  a  receita  da
         Segurança Social aumentou em 8,5% face ao mesmo período do ano pas-
         sado, para 9552,5 milhões de euros.

         Vida Económica, 31 de maio de 2019
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