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FDIC refere que ainda há 884 bancos com ‘problemas’ Krugman ataca Greenspan e diz que este ‘não pode R
nos Estados Unidos continuar a dar lições’ E
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“Apesar do aumento dos resultados na indústria financeira, “Alan Greenspan, anterior presidente da Reserva Federal, I
no ano passado, a Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC) escreveu uma tese em que ataca o rumo da política econó- S
revela que, em Dezembro, constavam da sua lista confi- mica de Barack Obama. Em resposta, o prémio Nobel da T
dencial de bancos com ‘problemas’ 884 instituições. No úl- Economia, Paul Krugman, lançou um forte ataque ao que A
timo relatório trimestral sobre a indústria bancária, a foi, durante muitos anos, o homem mais poderoso da eco-
entidade responsável por garantir os depósitos refere ainda nomia norte-americana. Greenspan ‘não via o mal, não D
que os bancos nos EUA tiveram um lucro conjunto de 87,5 ouvia o mal’, referindo-se ao subprime e aos derivados. ‘Se E
mil milhões de dólares em 2010, o montante mais elevado pensa que pode continuar a dar-nos lições do seu pedestal
desde 2007.” de sabedoria está a perder o tempo’.” C
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(Diário Económico, 24 de Fevereiro de 2011) (Diário Económico, 24 de Março de 2011) N
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O Contabilista tem de ser um profissional polivalente Casas (afinal) não pagam dívidas B
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“Não faz sentido, para os futuros contabilistas, aprenderem “Há bem pouco tempo, um tribunal espanhol abriu um pre- L
nos bancos das Universidades matérias sobre fusões e ci- cedente ao dar razão a um cidadão que reivindicava que a I
sões quando isso acontece raramente na actividade econó- entrega do imóvel ao banco, que deixou de conseguir pagar, D
mica em Portugal.” era suficiente para saldar a dívida que tinha contraído junto A
da instituição financeira. Mas foi ‘sol de pouca dura’. O banco D
(António Domingues de Azevedo, Politecnia – Revista do Instituto Politéc- recorreu e um segundo tribunal anulou a primeira sentença. E
nico de Lisboa, Fevereiro de 2011) Ou seja, afinal quem tem razão é o banco, para indignação
de muitos outros cidadãos que se vêem a braços com o E
mesmo problema. Em Espanha são muitos os que, fruto do
Madoff sente remorsos e diz ser ‘boa pessoa’ desemprego, deixaram de conseguir cumprir com as suas F
responsabilidades. Perderam as casas, mas mantiveram a I
“Bernard Madoff, condenado a 150 anos de prisão devido a dívida. Uma decisão impopular que o Governo espanhol N
uma fraude piramidal que custou 65 mil milhões de dólares, aprova, a bem do sector financeiro. A
diz sentir remorsos pelo que fez. Em entrevista à ‘New York N
Magazine’, o ex-gestor interroga-se ‘Como é que eu pude O primeiro-ministro, José Luis Zapatero, diz que tem que Ç
fazer isto?’ e defende que é uma ‘boa pessoa’ que nunca ‘pensar mais nestes [nos clientes da banca]’, porém com A
quis lesar ninguém. Admitindo ter ganho muito dinheiro de ‘sensibilidade e prudência’ de modo a preservar a sustenta- S
que ‘não precisava’, Madoff não deixa de salientar que mui- bilidade do sistema financeiro. A justificação do líder do Go-
tos grandes investidores sabiam do esquema e confiavam verno é de que ‘é razoável tentar preservar a solvência’ das N.º
que este nunca falharia.” entidades porque ‘toda a boa gente tem o seu dinheiro nos 104
bancos’. Proteger o sector ‘é o mesmo que proteger as pou-
(Diário Económico, 1 de Março de 2011) panças dos cidadãos’.”
(Jornal de Negócios, 24 de Março de 2011)
Obrigadinho pela vergonha
“A todos os bancários com 58 anos que estão há dez anos Deutsche Bank condenado nos swap
na reforma. A todos os jornalistas com dentaduras como te-
clados de piano pagas quase de borla antes que lhes tiras- “O tribunal federal alemão deu razão à empresa Ille Papier 33
sem essa trafulhice. A todos os maus professores que num processo contra o Deutsche Bank, o maior banco ale-
subiram na carreira só porque passaram tantos anos no en- mão, por causa de um swap de taxas juro, um contrato de-
sino quanto os passados pelos bons professores. A todos rivado em que uma das partes paga uma taxa de juro fixa e
os mestrandos com idade para saber que nunca exercerão a outra uma taxa variável. Estes swap servem para cobrir
o que estudam, mas que vão aproveitando porque entre- risco de oscilações nos juros. Mas, a julgar pela decisão do
tanto sempre vai pingando a bolsa obtida graças à influên- juiz, nem todos compreendem exactamente como funcio-
cia de um familiar. A todos os condutores de Mercedes que nam. A história conta-se em poucas linhas. Em 2005, a em-
o têm porque o seu nível de patamar do emprego diz ‘direito presa, que produz produtos de higiene, fez um contrato de J
a carro de classe X’, quando a qualidade com que exercem swap com o Deutsche Bank. A Ille Papier pagava uma taxa a
o trabalho seria mais para andar de burro. A todos os autar- fixa e apenas ganharia se as taxas no mercado subissem. n
cas que fizeram obras em casa e não precisaram de pagar Não subiram e a empresa perdeu muitos milhares de euros. e
por elas. A todos, pobres e ricos, donos de jantes de liga Recorreu a tribunal e, depois de várias etapas, ganhou no i
leve e filhos com educação ainda mais leve. A todos os que mais alto tribunal civil do país: o Deutsche Bank tem que r
lá em casa bebem vinho vulgar mas durante a semana, com pagar €541 mil mais juros. O juiz considerou que o banco o
factura metida na tesouraria da empresa, hesitam entre o não alertou suficientemente a empresa sobre os riscos do
Pera Manca e um Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa. A contrato e tinha conflito de interesses, já que as perdas da /
todos os empresários que declaram às Finanças prejuízo e Ille Papier eram ganhos seus. Foi a primeira decisão con- M
aos amigos declaram que este ano vai ser Maldivas. A trária ao banco, que tem processos de vários clientes. Exis- a
todos: obrigado. Ontem, vendo os meus feitores, humildes e tem queixas semelhantes em outros países, entre os quais r
com a boina enrodilhada nas mãos, prestando contas à Portugal onde o Santander e vários outros bancos vende- ç
dona alemã da quinta, senti a minha parte da vergonha. Mas ram estes produtos. É caso para dizer: se o seu banco lhe o
a todos, obrigado: graças a vocês sei que há maiores cul- oferecer um produto fantástico, desconfie antes de decidir.”
pados.” 2
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(Expresso, 26 de Março de 2011)
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(Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 3 de Março de 2011)
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