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R RECORTES DE IMPRENSA
E
V
I
S Ex-presidente da Vivendi condenado ceiros, segundo o Barómetro Empresarial de 2010 divul-
T gado pela Informa D&B.
A “A justiça francesa condenou a três anos de prisão – que
podem ser cumpridos em liberdade condicional – e a uma Segundo o estudo, ‘Janeiro e Julho foram os meses com
multa de 150 mil euros o ex-presidente do grupo de comu- maior número de sentenças, com 370 e 368 processos, res-
D
E nicação Vivendi Universal, Jean-Marie Messier, acusado de pectivamente, e os distritos com maior incidência foram o
apropriação de recursos e divulgar informações enganosas Porto (24,8%), Lisboa (19,3%) e Braga (15%), à seme-
C a investidores. Messier esteve à frente da empresa entre lhança de 2009.’
O 1996 e 2002, período em que as acções perderam 80% do
N valor.” Os sectores mais afectados foram as indústrias transforma-
T doras, com 1.047 empresas com processo de insolvência
A (Diário de Notícias, 23 de Janeiro de 2011) iniciados em 2010, e a construção, com um total de 830 pro-
B cessos. O barómetro refere ainda que, em 2010, foram
I constituídas 31.181 empresas, um valor ligeiramente supe-
L ‘Temos Universidades e Politécnicos a mais’ rior às 31.015 constituídas em 2009. ‘Em 2010 foram cons-
I tituídas, em média, 2.598 empresas por mês, praticamente
D “Existem, claramente, em Portugal demasiados cursos e de- o mesmo valor que a média de 2009 (2.584 constituições
A masiadas universidades e nós já acabámos com alguns cur- por mês)’, refere o relatório.
D sos. Nos EUA, por exemplo, só se abre uma universidade se
E houver à sua volta dois milhões de habitantes. Portanto, em Por regiões, o Norte continua a liderar as constituições
Portugal temos dez milhões de habitantes o que corres- (34,9%), registando um crescimento de 4,2% face a 2009,
E ponderia a cinco universidades. Temos muito mais do que seguida por Lisboa e Vale do Tejo (32%) e Centro (18,5%).”
isso e há universidades e institutos politécnicos a mais.”
F (Diário Económico, 3 de Fevereiro de 2011)
I (Ramôa Ribeiro, Diário Económico, 25 de Janeiro de 2011)
N
A Olha se a moda pega...
N Relatórios, leva-os o vento
Ç “Em Navarra, um tribunal decidiu ser suficiente que um ci-
A “Alan Greenspan é um dos responsáveis mais vezes criti- dadão entregue ao banco o imóvel que não consegue pagar
S cados no relatório da Comissão de Inquérito à Crise Finan- para saldar a dívida que tem com a instituição financeira. Na
ceira nos EUA, o primeiro documento oficial do governo sequência deste caso, a agência de notação Fitch comuni-
norte-americano sobre as causas da Grande Recessão. O cou que terá de rever a notação dos bancos espanhóis caso
N.º
104 trabalho de mais de 500 páginas conclui que a turbulência o recurso do BBVA para anular a sentença seja recusado. A
de 2008 poderia ter sido ‘evitada’. lei espanhola, à semelhança da portuguesa, prevê que sem-
pre que a execução da hipoteca não garanta o valor em dí-
Phil Angelides, o responsável pelo inquérito que contou com vida, o banco exija o diferencial, penhorando outros bens ou
mais de 700 entrevistas, escreve que ‘houve um falhanço parte do salário. O imóvel tinha sido inicialmente avaliado
generalizado da regulação financeira’, ‘uma falha dramática em €78 mil, mas foi arrematado em leilão por €48 mil. O
de governance e gestão de risco’, uma crença injustificada BBVA queria que José Antonio Gil, 47 anos, empregado de
na desregulação, uma ‘resposta inconsistente’ da Reserva limpeza, desse outros bens para pagar o diferencial. O juiz
de primeira instância considerou que, uma vez que foi o
Federal ao decidir não salvar a Lehman. Nada de novo, mas
32 sempre é o primeiro documento oficial governamental sobre banco a avaliar inicialmente o imóvel em €78 mil, é dele a
responsabilidade sobre a perda de valor. Ou seja, conside-
a crise. Pois é. Só que todos os republicanos que perten-
ciam à comissão recusaram assiná-lo por ser ‘excessiva- rou-se que é suficiente a devolução da propriedade para
mente de esquerda’. ‘Ignora em grande medida’ a natureza cancelar a dívida contraída com o banco, como acontece
global da crise, lê-se num documento publicado ontem pelos nos Estados Unidos mas não na generalidade dos países
republicanos. E esquece-se do papel das empresas públi- europeus, No Velho Continente, a relação entre clientes e
cas de hipotecas (Fannie Mae e Freddie Mac), acrescenta bancos está claramente desequilibrada a favor dos segun-
um terceiro papel do liberal ‘American Enterprise Institute’. dos. Está na hora de quebrar esse pacto leonino. Por uma
Tudo no mesmo dia em que JP Morgan e Goldman Sachs vez, vêm bons ventos de Espanha.”
J foram a Davos queixar-se da forma como os bancos estão
a a ser tratados. É caso para dizer: relatórios, leva-os o vento. (Nicolau Santos, Expresso, 5 de Fevereiro de 2011)
n Os lucros, esses, estão de volta. E acompanhados do direito
e à indignação.”
i Tribunal de Contas admite sancionar serviços que não
r (Jornal de Negócios, 28 de Janeiro de 2011) apliquem POCP
o
“Oliveira Martins reforçou ontem que sancionará os orga-
/
Falências em Portugal aumentaram 7,8% em 2010 nismos que não adoptem o plano oficial de contabilidade
M pública. ‘Usaremos os nossos poderes sancionatórios se for
a “Os sectores das indústrias transformadoras e da constru- preciso para garantir a implementação do plano oficial de
r ção foram os mais afectados em termos de número de em- contabilidade pública’, disse o presidente do Tribunal de
ç presas que encerraram, segundo um Barómetro Contas. Oliveira Martins disse ver ‘com bons olhos as alte-
o Empresarial ontem divulgado. rações na lei de enquadramento orçamental que prevêem
o adiantamento da entrega da Conta Geral do Estado no
2 Em 2010, foram entregues 3.898 declarações de insolvên- Parlamento.”
0
1 cias, das quais 43% dos pedidos foram apresentados pelas
1 próprias empresas, enquanto 57% foram requeridos por ter- (Diário Económico, 17 de Fevereiro de 2011)

