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CONTRIBUIÇÃO PARA UM MUSEU DA R
E
CONTABILIDADE V
I
S
T
Carlos Pires da Silva A
Contabilista
D
E
O Conselho Geral da APPC publicou na RCF nº 93, de - De um edifício novo, ou de um edifício a adaptar,
Abril/Junho de 2008, um artigo defendendo a criação, em de valor histórico ou não, com ou sem espaço en- C
Portugal, do Museu da Contabilidade. volvente que lhe seja próprio;
O
- De um museu sistemático ao ar livre completado N
A título pessoal atrevemo-nos a voltar ao tema mas não T
sem, previamente, fazer algumas considerações para que ou não com edifícios; A
não se pense que o autor é um extraterrestre ou que vive - De um parque natural:” B
num mundo virtual. I
Como um Museu da Contabilidade não será diferente de L
A criação de um Museu, qualquer que ele seja: qualquer outro Museu vamos utilizar a seguinte estrutura no I
presente artigo: D
- É um projecto a longo prazo;
- Objecto geral A
D
- Exige uma investigação orientada em função do seu
objecto; - Objectivos específicos E
- Não se compadece com uma ideia de concretização - Funções E
imediata;
- Conteúdos e colecções F
- Não pode servir para alimentar desejos de protago- I
nismo de pessoas ou de instituições; - Actividades N
- Tem que respeitar uma dinâmica que conjugue o de- - Instalações A
N
sejável com o possível, sem pôr em causa a quali-
dade. - Características e condicionantes dos espaços ne- Ç
cessários A
No caso de um Museu da Contabilidade, e em Portugal, - Necessidades de pessoal S
as dificuldades serão acrescidas pelos preconceitos em re-
lação à Contabilidade e aos Contabilistas. - Investimento inicial e de desenvolvimento posterior N.º
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Para desenvolver o projecto deste Museu, torna-se neces- - Origem dos fundos necessários ao funcionamento
sário, para além de acreditar, conseguir provar que é pos-
sível identificar as condições necessárias à concretização e, Vamos indicar o que deve ser entendido como conteúdo de
por último, reunir condições materiais e humanas para pas- cada um dos tópicos acima, procurando identificar opções,
sar da ideia à obra mobilizando pessoas e meios que per- alternativas e condicionantes. O desenvolvimento foi o que
mitam erguê-la. se considerou adequado, embora nuns casos se entre em
pormenores, talvez excessivos, enquanto noutros se é, pro-
Considerando o que dissemos atrás, vamos alinhar um con- vavelmente, sintético demais.
junto de ideias que, julgamos deverem estar presentes num 27
debate orientado para a realização efectiva do Museu. 1. Objecto geral
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Começamos por uma citação de George Henri Riviére , que “Um museu é uma instituição permanente, sem
nos parece útil para a compreensão do que poderá e de- fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu
verá ser o objectivo a atingir. desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire,
conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos
“Um museu não é uma organização que responde a um materiais do homem e do seu meio ambiente,
modelo definido, realizável num número indefinido de tendo em vista o estudo, a educação e a fruição”
exemplares. É uma instituição com formas variáveis, Definição de museu, artº 2º dos estatutos do J
em função: ICOM (na versão aprovada em 2001) a
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n
e
1. Da importância que revestem, respectivamente, as A definição concreta do objecto geral é determinante para a i
três grandes vocações do museu: criação do Museu, pois só a partir dela é possível avançar r
com um projecto racional. Por outro lado, só a definição do o
- Estudo e documentação,
objecto do Museu permitirá dar-lhe um nome, “baptizá-lo”.
/
- Conservação e exposição, e
O objecto geral deste Museu deverá ser a Contabilidade, ou
- Educação e cultura. Contabilidade na sua relação com o Comércio, ou com a M
a
actividade económica, ou outra, porém o objecto museo- r
2. Da natureza ou das disciplinas do museu (arte; ciên- lógico central só poderá ser a Contabilidade. ç
cias do homem, da terra e do universo; técnicas) o
avançadas sob formas uni disciplinares, pluridisci- 2. Objectivos específicos
plinares ou interdisciplinares. 2
Partindo da definição do objecto geral o museu deverá es- 0
- Das condições de arquitectura do museu, con- truturar-se em núcleos, em função do património expositivo 1
soante se trata: e conceptual que consiga reunir. Posteriormente, será na- 1

