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em cerca de 15 dias a publicação das conta auditadas. Já em re-  A nova entidade, que foi ontem criada, visa divulgar, no final  R
         lação às contas preliminares, ocupam o antepenúltimo lugar na  deste ano, uma proposta para os modelos de report internacio-  E
                                                                                                                V
         Europa. Apenas as empresas austríacas e alemãs demoram  nais, para que os vários relatórios e contas anuais sejam com-
                                                                                                                 I
         mais tempo a mostrar os números não auditados. Em média as  paráveis além-fronteiras. O documento será apresentado ao G20  S
         cotadas nacionais levam 56 dias na divulgação.    em 2011”.                                            T
                                                                                                                A
         E a cada vez maior exigência dos mercados obriga as empresas           (Diário Económico, 3 de Agosto de 2010)  D
         a acelerar ainda mais a publicação dos resultados. O ‘partner’                                         E
         da PwC, Luís Ferreira, entende que ‘é indispensável em termos   Partidos multados em 47 mil euros por irregularidades  C
         competitivos, e como resposta às exigências do ambiente de ne-  nas contas da campanha                 O
         gócios actual, que as empresas em Portugal continuem a apos-                                           N
                                                                                                                T
         tar  na  melhoria  dos  seus  processos  e  capacidade  de  “O Tribunal Constitucional decidiu aplicar coimas a todos os par-  A
         antecipação na preparação e divulgação dos resultados’.  tidos que concorreram às legislativas da Madeira de Maio de
                                                                                                                B
                                                           2007, avançou o Público. O PSD foi o partido com a mais ele-  I
         Apesar de ainda estar no fundo da tabela, Portugal é, a par da  vada multa aplicada por irregularidades, num total de dez mil  L
         Suíça, um dos países onde houve reduções nos prazos de maior  euros. O CDS e CDU vêm logo a seguir, com coimas no valor de  I
                                                                                                                D
         relevo nos últimos sete anos. ‘A tendência de redução de prazos  oito mil euros para cada. No conjunto as sanções pecuniárias  A
         resulta de uma maior sensibilização por parte das empresas por-  impostas aos partidos ascendem aos 47 mil euros. Os manda-  D
         tuguesas para prestar informação atempada ao mercado em  tários financeiros vão ter de desembolsar 7.800 euros.”  E
         geral’, considera o director-geral da ValorGest, Paulo Ferreira.”
                                                                                                                E
                                                                                (Diário Económico, 6 de Agosto de 2010)
                                                                                                                F
                      (Rui Barroso, Diário Económico, 2 de Agosto de 2010)
                                                            CEO viola regras da HP, demite-se e recebe pacote de  I
                                                                                                                N
          Novo grupo quer mais transparência nos relatórios  40 milhões                                        A
                                                                                                                N
         “Um grupo de empresários, reguladores, contabilistas, funcioná-  “A demissão de Mark Hurd, presidente-executivo (CEO) da Hew-  Ç
                                                                                                                A
         rios do mercado de capitais e ainda organizações não lucrativas  lett-Packard (HP), continua a levantar interrogações. É um dos
                                                                                                                S
         lançaram ontem, em Londres, uma iniciativa que visa uniformizar  gestores mais bem pagos do mundo e foi acusado de violar re-
         os relatórios das empresas cotadas. O objectivo será tornar os  gras de conduta da multinacional, ao incluir, nas contas da em-  N.º
         vários relatórios e contas comparáveis entre as empresas dos  presa, despesas pessoais. O CEO da HP demitiu-se sexta-feira  102
         vários países.                                    e prepara-se para receber um pacote total que, entre indemni-
                                                           zação, ‘stock options’ e outras garantias, ascenderá a 40 milhões
         Em causa estará o receio que a crise levantou sobre a impor-  de dólares (30 milhões de euros).
         tância dos relatórios das empresas, criticando especialmente os
         relatórios anuais e os comunicados financeiros dos bancos, por  Será que o Hurd deveria abdicar dos bónus? Parece ser verdade
         não terem alertado os investidores dos riscos que as empresas  que os ‘pequenos desvios’ não afectaram o desempenho finan-  25
         estavam a correr, avança o ‘Financial Times’.     ceiro da HP. Mas a violação ética tem um impacto directo na
                                                           marca e no ambiente de trabalho da empresa.
         O Comité Internacional de Relatórios Integrados procura, assim,
         aproveitar o descontentamento que se vive com as incertezas  A questão é levantada pela publicação norte-americana ‘Portfo-
         do mercado para levar a cabo uma mudança radical na forma  lio’ numa altura em que as multinacionais estão a rever as polí-
         como se comunicam os essenciais das empresas.     ticas de compensação de executivos. Em causa está a reforma
                                                           de regulação financeira ‘Dodd-Frank’, promulgada em Julho pelo
                                                                                                                 J
         Empresas como a Nestlé, EDF ou HSBC e ainda os principais  presidente dos EUA, Barack Obama. O documento endurece a  u
         consultores – PricewaterhouseCoopers (PwC), Deloitte, Ernst &  política de devolução de bónus nos casos em que a empresa é  l
                                                                                                                h
         Young e KPMG – fazem parte deste grupo. Aliás, Ian Powell,  forçada a rever em baixa as contas apresentadas no mercado.  o
         ‘chairman’ da PwC, fez saber que este era ‘um passo importante  Até agora, os efeitos desta política limitavam-se a um período
                                                                                                                /
         no caminho para criar um novo modelo de corporate reporting  de 12 meses antes da correcção das contas. Agora os efeitos
         que sirva ao século XXI’.                         estendem-se a um período retroactivo de três anos.   S
                                                                                                                 e
                                                                                                                 t
         A iniciativa conta ainda com o apoio das entidades norte-ameri-  Até que ponto é que a violação de regras de conduta de uma  e
                                                                                                                m
         canas que estabelecem as regras para os relatórios financeiros,  empresa por parte do seu CEO não deveria pesar, também, na  b
         além da International Organization of Securities Commissions,  devolução de bónus? Até porque, desde a demissão de Mark  r
                                                                                                                o
         que desenvolve e promove os padrões internacionais de regula-  Hurd, a HP desvalorizou 7,5% em bolsa.”
         ção nos mercados financeiros.                                                                           2
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                                                                     (Lúcia Crespo, Jornal de Negócios, 10 de Agosto de 2010)
                                                                                                                 1
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