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tégicos (FEIE), mais conhecido por Plano Juncker, disse ao são de facto comprados pelos pacientes.
Diário Económico o CEO da instituição, José Fernando de
Figueiredo. Expresso, dia 24 de Outubro de 2015
O acesso ao Plano estava vedado até que Bruxelas desse
luz verde ao alargamento das atividades do banco de fo- MICROSOFT ATINGE MÁXIMO DE 15 ANOS
mento, para além da gestão de fundos comunitários, e
afastasse as reservas que tinha face à própria IFD, já que As ações da Microsoft atingiram o valor máximo de 15
durante meses considerou que o IAPMEI, pelas suas fun- anos na passada quinta-feira, quando as intenções de
ções e experiência, seria a instituição natural para fazer a compra dos papéis da empresa liderada por Satya Na-
ponte entre o Plano Juncker e as PME portuguesas. Além della foram negociadas a 52 dólares, já depois da bolsa
disso, sendo a IFD um banco grossista, a interação com as ter fechado. Os investidores premiaram a recuperação
empresas terá sempre de ser feita através da banca co- das receitas geradas pelo sistema Windows 10 no último
mercial. trimestre e o facto do negócio do Bing, motor de busca
Bruxelas já assinou acordos com outros bancos de fomen- na Internet, ter conseguido pela primeira vez sair do
to, como o alemão KfW. E vários Estados-membro já anun- 'vermelho'. Outra notícia bem recebida foi o crescimento
ciaram a sua intenção de utilizar os 315 mil milhões de eu- vendas do Office (mais 4%), nomeadamente da versão
ros que o EFSI pretende mobilizar no período de 2015 a na nuvem (Office 365).
2017.
O Plano ainda não está operacional. A expectativa é que Expresso, dia 24 de Outubro de 2015
esteja até ao final do ano para reabilitar o investimento em
projetos estratégicos em toda a Europa. Para contornar os 2% DAS EMPRESAS EXPORTADORAS REPRESEN-
atrasos na implementação do EFSI, o Banco Europeu de TAM MAIS DE 40% DAS VENDAS
Investimento tem aprovado diversos empréstimos e financi-
amento à luz da filosofia do Plano Juncker. A concentração das exportações num pequeno nú-
Numa fase prévia já foi dada luz verde a 23 grandes proje- mero de empresas não é novidade, mas mantém-se
tos, a maioria na área da energia, que deverão alavancar como tendência em Portugal. As 10 maiores empre-
um investimento de 15 mil milhões de euros. Ao nível das sas representavam um quinto das vendas de bens
PME, também estão em marcha 46 iniciativas, apoiadas ao exterior em 2014.
por instrumentos de capital de risco e garantias. Portugal
está entre os beneficiários. Por exemplo, no que toca às As conclusões são apresentadas esta manhã, 27 de Ou-
linhas de crédito às PME, já foram acordadas quase 50 tubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segun-
operações, que somam mais de dois mil milhões. É nesse do esses dados, 1,9% das empresas que exportam têm
capítulo que entram os contratos que a Comissão assinou, negócios com 20 ou mais países. No entanto, essa mi-
em Setembro, com o Banif, BCP e Novo Banco, no valor noria de empresas representa 42,4% do valor total ex-
de 420 milhões de euros, para fomentar o crédíto às PME portado. Se juntarmos aqui as empresas que exportam
nacionais . para 15 a 19 países (0,9% do total) e 10 a 14 países
(1,7%), esses 4,5% das empresas vendem o equivalente
Diário Económico, dia 16 de Outubro de 2015 a dois terços do total das exportações portuguesas de
bens.
FARMACÊUTICA VALEANT AFUNDA 40% EM BOLSA "A maioria das empresas (69,3%) exportou bens para
apenas um mercado em 2014, apesar de terem sido res-
A farmacêutica canadiana Valeant viu as suas ações ponsáveis por somente 7,6% do valor transacionado. As
afundar em bolsa após um relatório da Citron Research empresas que apresentaram uma maior diversificação
acusar a empresa de controlar algumas farmácias para de mercados (20 ou mais países) concentraram o maior
gerar vendas fictícias dos seus medicamentos. As ações peso no valor exportado (42,4%) apesar de correspon-
chegaram a cair 40% na quarta-feira, com a empresa a derem a apenas 1,9% do total de empresas exportado-
perder 9,6 mil milhões de dólares de capitalização bol- ras de bens", pode ler-se no documento publicado pelo
sista. A empresa contestou as conclusões da Citron Re- INE.
search, notando que só fatura quando os medicamentos O Instituto olha para a concentração ainda de outro ân-

