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            IN MEMORIAM                                       que publicou as referidas normas.

                      JOSÉ RITA BRAZ MACHADO                      Como autor, Braz Machado deixou obra assinalável.
                                                              O seu primeiro trabalho consistiu numa Nota Introdutória
            Faleceu no passado dia 10 de Outubro, em Lisboa e   ao livro Plano Oficial de Contabilidade editado em 1977
         quase  a  atingir  os  94  anos  de  idade,  o  nosso  Colega   pela Atlântida Editora.
         José Rita Braz Machado, membro da Associação Portu-
         guesa de Contabilistas (APC) desde a sua fundação em     Posteriormente publicou os seguintes livros:
         1975.
                                                                 -  A Contabilidade e o Plano Oficial: Aspectos Bási-
            Aquele ilustre Contabilista nasceu em Silves a 22 de    cos da Teoria e das Técnicas, APC, 1979
         Dezembro de 1926. Iniciou os seus estudos secundários   -  Contabilidade Financeira, APC, 1983
         na Escola Comercial João de Deus (Silves), continuou-   -  Contabilização  dos  Efeitos  da  Inflação,  Rei  dos
         os na Escola Comercial Veiga Beirão (Lisboa) e concluiu    Livros, 1987
         -os na Escola Comercial Tomaz Cabrera (Faro).           -  Consolidação de Contas, Editorial Notícias, 1993
                                                                 -  Contabilidade Financeira: Da Perspectiva da De-
            Em 1947, com 20 anos, ingressou no Instituto Co-        terminação  dos  Resultados,  Protocontas,  1ª  edi-
         mercial de Lisboa (ICL) tendo concluído o Curso de Con-    ção: 1998; 2ª edição: 2000
         tabilista, que na época tinha a duração de quatro anos,
         em 1953, com a idade de idade 26 anos.                   Deixou também diversos artigos publicados na Re-
                                                              vista de Contabilidade e Comércio, no Jornal do Técnico
            Enquanto estudante do ICL trabalhou durante quatro   de Contas e da Empresa e na Revista de Contabilidade
         anos no Departamento de Contabilidade da subsidiária   e Finanças (RCF), órgão da APC, da qual fez parte do
         portuguesa da multinacional americana Armstrong Cork   seu Conselho Consultivo-Redactorial.
         Company, que marcou decisivamente a sua cultura con-
         tabilística. Após ter concluído o Curso de Contabilista do   Infelizmente, não teve oportunidade de publicar, co-
         ICL teve uma breve passagem pelo Banco Português do   mo era seu desejo, um livro sobre o seu tema preferido:
         Atlântico tendo depois ido trabalhar para a Shell Portu-  Contabilidade de Custos (cálculo, orçamentos flexíveis e
         guesa onde se manteve sete anos no Departamento de   análise).
         Contabilidade. Daqui foi para a Siderurgia Nacional onde
         após  quatro  anos  passou  a  dirigir  o  Departamento  de   A  nível  do  ensino  não  pode  ser  esquecida  a  sua
         Contabilidade de Custos.                             prestimosa  ajuda  na  elaboração  do  trabalho  intitulado
                                                              Subsídio  para  a  Reforma  do  Ensino  da  Contabilidade:
            Em Junho de 1973 obteve a qualificação de revisor   Bacharelato e Licenciatura, publicado em 1971 pela Co-
         oficial de contas (ROC).                             missão Organizadora do Sindicato Nacional dos Conta-
                                                              bilistas que em 1975 deu origem à APC. De notar que
            Braz Machado fez parte, em representação da APC,   este trabalho, para o qual foram tidos em consideração
         da  primeira  Comissão  de  Normalização  Contabilística   estudos da American Accounting Association, serviu de
         (CNC)  criada  em  Novembro  de  1974  pelo  2º  Governo   base à estrutura do plano do curso de bacharelato em
         Provisório. Nela se manteve até 2009 ano em que o 17º   Contabilidade e Administração aquando da sua criação,
         Governo Constitucional decidiu, lamentavelmente, afas-  em 1976, no Instituto Superior de Contabilidade e Admi-
         tar a APC da CNC.                                    nistração de Lisboa.

            De referir também a participação que Braz Machado     Como divulgador e monitor de matérias contabilísticas
         teve no início da década de 80 do século passado na   deve também referir-se as dezenas de acções de formação
         tradução para português do prefácio e das primeiras oito   que ministrou em todo o país, sobretudo após as aprova-
         normas internacionais de contabilidade do  International   ções dos dois Planos Oficiais de Contabilidade em 1977 e
         Accounting Standards Committee (IASC) organismo de   em 1989.
         que então a APC era o único membro do nosso país e
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