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R       4 CEO têm mandatos cada vez mais curtos            dos]?’ Quem fez esta afirmação? Nem mais nem menos que o
       E       “Os mandatos dos CEO são cada vez mais curtos e intensos.  presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso,
       V       Esta é uma das conclusões da revista ‘Strategy+Business’, que  quando, na quarta-feira, foi apresentada a proposta para me-
        I      desde 2000 acompanha a vida de 2.500 grandes empresas e  lhorar a supervisão das agências de rating no espaço europeu.
        S      as mudanças que se vão verificando na gestão. A taxa de rota-  No quadro da iniciativa da Comissão, as agências de rating
       T       tividade dos CEO tem vindo a aumentar e, segundo a publica-  serão supervisionadas pela Autoridade Europeia para os Mer-
       A                                                          cados e Títulos (ESMA, na sigla inglesa), um dos três pilares do
               ção, começam a verificar-se tendências que podem ser
               classificadas como novas normas globais. A divisão entre o  Sistema Europeu de Supervisores Financeiros (os outros dois
       D       papel do CEO e do ‘chairman’ e o crescimento do modelo de  são para a banca e para os seguros). Essa autoridade terá po-
       E                                                          deres para supervisionar todas as agências de rating registadas
               aprendiz, em que o antecessor do novo presidente passa a ocu-
               par o lugar de ‘chairman’, são duas tendências dominantes. A  na UE – o que inclui as três grandes Fitch, S&P e Moody’s –, o
       C                                                          que engloba pedidos de informação, processos de investiga-
       O       esta, a ‘Strategy+Business’ chama convergência. A outra é a  ção e inspecções no local. Depois de passar pelo Conselho e
               compreensão. E é por causa disso que os mandatos dos CEO
       N                                                          pelo Parlamento, a legislação, sob a forma de regulamento, de-
       T       são cada vez mais pequenos e intensos, ao mesmo tempo em  verá estar em vigor no próximo ano. As agências de rating vão
       A       que a margem de erro se torna mais estreita. As duas combi-  viver tempos mais exigentes.”
       B       nadas fazem com que exista uma alta taxa de rotatividade entre
        I      CEO. E a pressão também os obriga a lidar de forma mais fre-            (Diário Económico, 4 de Junho de 2010)
       L       quente com o resto da administração e a manter um contacto
        I      estreito com o ‘chairman’ para continuarem no rumo certo. ‘Não  4 “Capitalismo à portuguesa”
       D       é a quantidade do trabalho mas a pura intensidade dele’, sin-  “Há 15 dias, Ricardo Salgado defendia que o Governo devia
       A       tetiza Ian Livingston, CEO da empresa de telecomunicações  utilizar a golden share para travar a compra da Vivo pela Tele-
       D       BT Group.”                                         fónica, presume-se que para defender o interesse nacional. A
       E                                                          única coisa que preocupa o grupo Espírito Santo, como é evi-
                                    (Jornal de Negócios, 31 de Maio de 2010)
                                                                  dente. Esta semana, o presidente do BES informa-nos de que
       E                                                          tudo tem um preço, excepto a honra. É assim provável que o in-
               4 Número de bancos falidos nos EUA aumenta para 78  teresse nacional esteja ali por volta dos 6,5 mil milhões de
        F         desde o arranque do ano                         euros, mais coisa menos coisa. Ficamos esclarecidos. O mer-
        I      “O número de instituições financeiras norte-americanas a de-  cado é óptimo quando nos ajuda, quando não o Estado tem de
       N       clarar falência não pára de aumentar. Na passada sexta-feira,  nos salvar. Eis o capitalismo à portuguesa em todo o seu es-
       A       as autoridades encerraram mais cinco instituições, elevando  plendor.”
       N       para 78 o número de bancos que já declararam falência desde
       Ç       o início do ano. O custo com o encerramento destes cinco ban-  (Pedro Marques Lopes, Diário de Notícias, 6 de Junho de 2010)
       A       cos ascende a cerca de 317 milhões de dólares. Apesar de já
        S      ser superior às 25 falências registadas em 2008, o número  4 Madoff diz que vítimas mereceram o que lhes aconte-
               deste ano está ainda assim longe dos 140 colapsos de 2009.”
                                                                    ceu
       N.º                                                        “O autor do maior esquema Ponzi de sempre disse aos outros
       101                           (Diário Económico, 1 de Junho de 2010)
                                                                  reclusos na prisão de Butner, onde cumpre pena de 150 anos,
                                                                  que as suas vítimas mereciam o que lhes aconteceu porque
               4 Internet ajudou Kerviel a cometer a maior fraude do
                                                                  eram ricas e gananciosas. ‘Que se danem as vítimas. Aturei-
                  mundo financeiro
                                                                  -as durante 20 e agora estou a cumprir 150 anos’, afirmou Ma-
               “É já no próximo dia 8 de Junho que Jerôme Kerviel, o ‘trader’
               da Société Générale que em 2008 causou prejuízos no valor  doff, segundo um artigo publicado na New York Magazine. A
                                                                  mesma revista escreve que Madoff é admirado na prisão, tem
               de 4,9 mil milhões de euros por operações fraudulentas, vai en-
                                                                  fãs e é visto como uma pessoa bem sucedida.”
               frentar a justiça. O julgamento está previsto para a próxima se-
     26        mana e Kerviel enfrenta uma pena de prisão até cinco anos e             (Diário Económico, 8 de Junho de 2010)
               375.000 euros de multa. No entanto, numa entrevista recente à
               Bloomberg, o antigo ‘trader’ afirmou estar inocente e atirou as
               culpas para outros responsáveis: ‘Quero provar a todos que os  4 Um Conselho Fiscal?
                                                                  “No mundo cada vez mais sofisticado das empresas cotadas
               meus superiores sabiam o que eu estava a fazer e ajudaram-
               -me a fazê-lo e a ganhar mais dinheiro para o banco com isso’.  em bolsa, verifica-se uma exigência crescente sobre a activi-
               Graças à sofisticação dos meios informáticos, Kerviel, de 33  dade dos Conselhos Fiscais. Os accionistas são aos milhares,
                                                                  fragmentados, acompanhando de longe a administração das
               anos, chegou a transaccionar montantes astronómicos no valor
               de 50 mil milhões de euros, negócios que escaparam ao con-  sociedades. Sabem da vida destas, muitas vezes, o que lhes é
       A       trolo de segurança do banco francês.”              contado pelos Conselhos de Administração – corpos profissio-
        b                                                         nais coesos, com uma presença permanente, tendo por obri-
        r                            (Diário Económico, 1 de Junho de 2010)  gação cuidar da vida dos accionistas mas também com
        i                                                         interesses próprios: salários e prémios de gestão por vezes ele-
        l      4 Multa record ao JP Morgan                        vados, interesse em renovar o mandato, preocupação mais
               “O JP Morgan foi multado em 40 milhões de euros pela Finan-  com o curto do que com o longo prazo. Ficando bem à vista o
                                                                  possível conflito de interesses, pede-se ao Conselho Fiscal que
        /      cial Services Authority (FSA). É a maior coima alguma vez apli-  se responsabilize pela verdade material expressa nas contas e
               cada pelo regulador britânico. O banco norte-americano foi
        J      acusado de violar as regras da gestão de activos, ao tomar o di-  que se pronuncie sobre questões como sustentabilidade e gran-
                                                                  des riscos que afectam a vida da sociedade. Portugal pode
        u      nheiro dos clientes como fundos próprios.”         equiparar-se a uma S.A. Os accionistas somos nós, os dez mi-
        n                                                         lhões. O Governo está no lugar do Conselho de Administração
        h                             (Diário de Noticias, 4 de Junho de 2010  ou da sua Comissão Executiva. A maioria da Assembleia da
        o                                                         República não é suficientemente independente do Governo,
               4 Liberalismo q.b.                                 emanando da mesma fonte de poder. Se a CMVM tratasse do
        2      “ ‘É normal existirem apenas três factores [agências de rating]  assunto, diria que os accionistas não estão suficientemente pro-
        0      relevantes para questões tão sensíveis, e onde existem gran-  tegidos. Falta, manifestamente, o Conselho Fiscal.
        1      des possibilidades de conflito de interesses? É normal que
        0      todos eles sejam do mesmo país [ou seja, dos Estados Uni-           (Daniel Bessa, Expresso, 19 de Junho de 2010)
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