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RECORTES DE IMPRENSA                                                                R
                                                                                                    E
                                                                                                                V
                                                                                                                 I
                                                                                                                S
                                                                                                                T
                                                           das e tomam-nas com pouca transparência’, explicou Clinton.  A
         4 Empresas vão poder fazer aumentos de capital abaixo
           do par                                                                                               D
         “O Conselho de Ministros aprovou ontem um novo Decreto-  O antigo presidente não se iliba do resultado da falta de regu-
                                                           lação sobre os produtos derivados, mas para Clinton, o seu  E
         -Lei que facilita o reforço dos capitais próprios das empresas,  sucessor na liderança da maior economia do mundo teve tam-
         ao eliminar a obrigatoriedade de as acções terem um valor  bém ‘culpa no cartório’. George W. Bush contribuiu para a crise  C
         nominal. Na prática, esta medida permite efectuar aumentos  financeira devido a uma regulação desleixada, acusou Clinton.”  O
         de capital, mesmo que os títulos valham menos que o seu                                                N
         par. O BCP é disso um exemplo. O valor nominal das acções                (Diário Económico, 20 de Abril de 2010)
                                                                                                                T
         é de um euro, mas a cotação é de 0,81 euros. Nestas situa-                                             A
         ções, a empresa é obrigada a fazer uma redução do capital,  4 ‘Boas contas fazem os bons amigos’
         antes de o aumentar. É aquilo a que se chama uma opera-  “A insuficiência do POC, face às actuais exigências de relato, a ne-  B
         ção harmónio. Segundo o comunicado do Governo, esta me-  cessidade de revisão conceptual, a necessidade de revisão téc-  I
         dida, já adoptada noutros países, ‘alarga as hipóteses de                                              L
                                                           nica quanto aos requisitos de reconhecimento, mensuração,  I
         financiamento das empresas’. O diploma aprovado ontem  apresentação e divulgação, a par do envelhecimento, foram as ra-
         transpõe também uma directiva comunitária que reforça os  zões que determinaram a mudança do POC para o SNC.  D
         direitos dos accionistas, alargando as possibilidades de par-                                          A
         ticipação nas assembleias-gerais, ao definir os regimes de  Segundo Leopoldo Alves, ROC e membro da CNC, a aproxima-  D
         voto por procuração e por meios electrónicos.”                                                         E
                                                           ção ao modelo IASB adoptado na UE, o alinhamento com os re-
                                                           gulamentos e directivas comunitárias, o atendimento a diferentes
                               (Jornal de Negócios, 9 de Abril de 2010)                                         E
                                                           níveis de relato financeiro, a conexão forte entre os normativos con-
                                                           tabilísticos, a flexibilização das actualizações, a eliminação da dupla  F
                                                           contabilidade, o relato financeiro moderno e transnacional e a me-
         4 Auditoras sob investigação                                                                            I
                                                           lhoria de movimentação das entidades nos normativos são os prin-
         “As suspeitas não recaem apenas sobre os banqueiros. As au-  cipais objectivos do SNC. (...)”          N
         ditoras também estão debaixo do olho das autoridades. O Con-                                           A
         selho Nacional de Supervisão de Auditoria, constituído pela                                            N
                                                                        (Virgílio Ferreira, Vida Económica, 23 de Abril de 2010)
         CMVM, BdP, Instituto de Seguros de Portugal, Ordem dos Revi-                                           Ç
         sores Oficiais de Contas e Inspecção-Geral de Finanças está a                                          A
         investigar a actuação destas entidades no BCP, BPN e BPP, res-  4 Tribunal Constitucional avisa que partidos têm que se ha-  S
         pectivamente a KPMG, BDO e Deloitte. O Conselho tenta apu-  bituar ao controlo das contas
         rar se as auditoras se podiam ter apercebido de que os bancos  “O presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ramos, avisou  N.º
         estariam a incumprir, a actuar à margem da legalidade ou a fugir  ontem os partidos que têm que se habituar aos controlos das  101
         a responsabilidades. Um dos processos está em fase final.”  suas contas partidárias, afirmando que as dificuldades sentidas
                                                           não podem traduzir-se num ‘juízo negativo’ em relação ao tra-
                                    (Expresso, 17 de Abril de 2010)  balho da Entidade fiscalizadora.
                                                           A lei de 2005 implica um controlo das contas que são fiscaliza-
         4 SEC acusa Goldman Sachs de fraude               das pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos atra-
         “Nos últimos meses o Goldman Sachs tem feito manchete em  vés da realização das auditorias, solicitando documentos e
         todos os jornais, mas pelos piores motivos. Depois de ter sido  recolhendo dados no terreno.”
         acusado como uma das entidades bancárias que esteve por                                              25
         detrás da ocultação da dívida pública da Grécia, agora, o re-           (Diário Económico, 18 de Maio de 2010)
         gulador do mercado norte-americano (SEC) processou o
         banco por ocultação de factos sobre a venda de produtos re-
         lacionados com crise do ‘subprime’ e terá defraudado investi-  4 Ser pobre é perigoso
         dores ao adulterar e omitir informações importantes sobre os  “Há uma pergunta básica para a qual os europeus têm de en-
         produtos associados a crédito imobiliário de alto risco.”  contrar resposta.
                                                           Na opinião do patrono vitalício da Fundação Ortega y Gasset trata-
                               (Diário Económico, 19 de Abril de 2010)
                                                           -se de saber quem manda. Não podemos esquecer-nos, explica,  A
                                                           que ‘aqui mandam os anglo-saxónicos. Os dois grandes mercados
         4 Bill Clinton limpa a água do capote             de capitais são a City e Wall Street. As bolsas europeias, ao lado  b
         “Bill Clinton, o antigo presidente dos Estados Unidos, voltou à  destas duas, são amendoins’. Acresce que ‘as agências de nota-  r
         ribalta para recordar decisões do passado. E não foi nada  ção também são todas norte-americanas e andaram a enganar o  i
         comedido na hora de apontar o ‘dedo’ aos responsáveis pela  povo’. Incrédulo quanto à viabilidade de uma agência de notação  l
         má regulação sobre os produtos derivados. ‘Disparou’ em todas  europeia, Garrigues explica que, para os norte-americanos e os
         as direcções.                                     ingleses, o dólar e a libra são valores sagrados.    /

         Em entrevista à ABC, Clinton disse que enquanto esteve na  ‘Nunca aceitarão nada contra os seus interesses’. O dólar, pros-  J
         Casa Branca foi mal aconselhado pelos seus secretários do  segue, ‘quando quer que o euro seja forte, deixa-o ser forte, tal  u
         Tesouro Robert Rubin e Lawrence Summers. ‘Acho que errei  como aconteceu durante algum tempo’. Este fundador em Es-  n
         em seguir’ os seus conselhos, que levaram à não regulamen-  panha de uma instituição chamada Transparência Internacio-  h
         tação destes produtos.                            nal tem sempre presente o facto de que a protecção do dólar  o
                                                           fazer parte da ‘estratégia de segurança nacional americana’. O
         Rubin e Summers acreditavam que os derivados não pre-  problema da Europa, conclui, ‘é que quem manda são eles’.
         cisavam de ser transparentes porque eram ‘dispendiosos e  Esta constatação leva-o a recordar que já Charles Chaplin ‘dizia  2
         sofisticados e só um restrito conjunto de investidores os iriam  que ser pobre nestes tempos é muito perigoso’.”  0
         comprar’. ‘A falha nesse argumento foi que, primeiro que tudo,                                         1
         por vezes pessoas com muito dinheiro tomam decisões estúpi-                  (Expresso, 29 de Maio de 2010)  0
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