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rior ao custo do respectivo capital, ou seja, de- de oportunidade do investimento , evidenciando, R
E
verá conduzir a um “valor residual positivo”. deste modo, o valor acrescentado subsequente à
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remuneração de capitais. I
S
Porém, só nos anos oitenta do século XX – T
altura em que já havia um ambiente bastante fa- A
vorável à “problemática do valor”, nomeada- 2.2. Formulação D
mente por parte dos accionistas – surgiu um E
movimento, assinalavelmente representativo, no C
sentido de a governance se preocupar com A determinação do EVA pressupõe que ao Re- O
N
temas ligados à gestão do valor, o qual teve sultado Operacional Líquido de Impostos (ROLI) T
como primeira referência Fruhan (1979). sejam retirados os custos do capital alheio e do A
B
Mas foi Rappaport quem se tornou um dos líde- capital próprio, utilizando o Custo Médio Ponde- I
res de tal corrente, sobretudo através da publi- rado do Capital (WACC), ou seja: L
I
cação, em 1981, de um artigo na Harvard D
Business Review e do seu livro, de 1986, intitu- A
D
lado “Creating Shareholder Value: A New Stan- EVA = EBIT(1-t) – WACC x CI [1] E
dard for Business Performance”.
E
F
Na verdade, as críticas que Rappaport teceu aos em que:
I
critérios convencionais de análise de desempe- N
A
nho mediante utilização de “rácios financeiros”
N
levaram a que gestores e analistas de mercado EBIT(1-t) = ROLI = RO(1-t) Ç
A
de capitais aderissem a métricas que visassem
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captar mais rigorosamente a noção de valor eco- CI = Valor do capital investido (capital próprio e
N.º
nómico criado. capital alheio) e correspondente aos in- 101
vestimentos e outras aplicações de médio
Foi neste contexto que o Resultado Residual foi prazo (IOAMP), líquidos, acrescidos das
“redescoberto” e, entretanto, redenominado necessidades de fundo de maneio. Tam-
como Economic Value Added (EVA), pela con- bém é conhecido por Activo Económico
sultora Stern Stewart & Co., tendo este termo (AE)
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deixado finalmente os “meios académicos” e
passado para o quotidiano empresarial como WACC = Weighted Average Cost of Capital 6
uma das ferramentas que mais apropriadamente
permite aferir o valor criado (ou “destruído”) pelas
empresas. Partindo da anterior igualdade [1] poderíamos
obter a seguinte equação:
A
O EVA mede, pois, a diferença entre a rendibili-
b
dade do capital investido num determinado pro- r
jecto e o custo total desse mesmo capital, EVA = EBIT(1-t) x CI - WACC x CI i
CI l
apontando para criação de valor se essa dife-
/
rença for positiva e para destruição de valor no
caso contrário. J
Assim, e não ignorando que u
n
É calculado a partir das demonstrações financei- h
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ras – na sequência de alguns ajustamentos que o
mais aproximem os seus valores da realidade EBIT(1-t) 2
económica – e difere de outros indicadores de CI 0
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desempenho porque deduz ao resultado o custo
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