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       E              O EVA COMO MÉTRICA DE VALOR
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       A                                                                                        Manuel da Silva Ribeiro
                                                                                                Contabilista. Economista
                                                                                                    Professor do ISCAL
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       O       1. Introdução                                      sitivos – as empresas podem estar, inadvertida-
       N                                                          mente, a “destruir” valor, caminhando, inexorável
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       A                                                          e alheadamente, para irreversíveis situações de
       B       Envolto numa globalização sem precedentes, o       insucesso/falência, visto que os seus responsá-
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       L       Mundo tem assistido, nos últimos tempos, por       veis/gestores não tiveram à sua disposição indi-
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       D       um lado, a inusitados, rápidos e inelutáveis pro-  cadores adequados que proporcionassem a
       A       cessos de desregulamentação, bem como a me-        mensuração/avaliação, com clareza, do impacto
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       E       gaprivatizações, fusões e absorções e, por outro,  económico-financeiro das suas decisões estra-
               a uma progressiva e cada vez mais determinante     tégicas em termos de valor, diluindo-se, assim,
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               inovação tecnológica, factos que, com bastante     também a sua responsabilização.
        F      relevância, têm gerado, no domínio das empre-
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       N       sas, sérios fenómenos concorrenciais com refle-    Nos tempos actuais coloca-se, pois – e cada vez
       A       xos numa grande disputa de clientes e de activos   com maior premência –, a questão de saber se
       N
       Ç       (materiais, humanos e financeiros), tendo em       determinada unidade económica está, ou não, a
       A       vista uma adaptação permanente – e desejavel-      criar valor, independentemente de dispor de “in-
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               mente com êxito – às bruscas e recorrentes al-     formação contabilística” cuja natureza de resul-
       N.º     terações do meio envolvente.                       tados até pode ser substancialmente favorável.
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                                                                                             2
               A situação anterior e sinteticamente descrita –    Está, portanto, “renascida” a importância da
               que remete, essencialmente, para a necessidade     gestão do valor e pacificamente reconhecido
               de dotar as empresas de mecanismos que me-         que, sem ela ser prosseguida, não é possível sa-
               lhor e mais apropriadamente avaliem, histórica e   tisfazer, pelo menos de modo sustentado, os in-
     20        proactivamente, o seu desempenho económico-        teresses dos stakeholders (principalmente

               -financeiro, designadamente numa perspectiva       accionistas, clientes e colaboradores), o que, a
                                                                                     3
               de real quantificação do custo de todos os seus    acontecer, arrastará desmotivação e perdas de
               recursos – relega, de algum modo, para segundo     produtividade que, entre outras consequências,
               plano a utilização de técnicas tradicionais de     não deixará de beneficiar os competidores au-
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               medição daquele desempenho, uma vez que,           mentando a sua capacidade concorrencial.
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        b      para além de as mesmas quase exclusivamente
        r      assentarem em elementos contabilísticos históri-
        i      cos, não consideram a remuneração exigida
        l
               pelos detentores do capital (determinação do       2. Economic Value Added (EVA)
        /
               custo do capital próprio, aquando do apuramento
        J      do resultado líquido do período), nem contem-
        u      plam/tratam o risco e a incerteza implícitos nos   2.1. Caracterização
        n
        h      resultados previsionais eventualmente tidos em
        o      consideração.
                                                                                           4
        2                                                         Desde há bastante tempo que os economistas
        0      Nestas condições – e não obstante haver até re-    consideram que qualquer investimento, para
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        0      gisto de avultados resultados contabilísticos po-  criar valor, tem de obter uma rendibilidade supe-
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