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R        Falta coragem política para juntar a Universidade Técnica  da nossa recomendação na última revisão do código; a ro-
       E         com a de Lisboa                                      tação dos auditores ao fim de dois ou três mandatos con-
       V                                                              forme  sejam  de  quatro  ou  três  anos,  para  que  não  se
        I      “João Duque defende a fusão da Universidade Técnica – que in-  estabeleçam laços de familiaridade excessivos entre aque-
        S      tegra a escola que dirige, o ISEG – com a Universidade de Lisboa  les que auditam e os que são auditados. A lei hoje impõe
       T       e diz que essa integração ainda não foi feita por ‘falta de vontade  uma rotação do ‘partner’ mas não da empresa, entendemos
       A       política’.                                             que isso não é suficiente para cortar essas relações.”
       D       Em entrevista ao Diário Económico, o economista diz que, neste  DE: “E há a questão da consultoria...”
       E       momento, a integração de instituições de ensino superior é mesmo
               ‘inevitável’ em Portugal.                         CT: “Sim, a não prestação, sobre a mesma empresa, de serviços
                                                                      de auditoria e de consultoria, excepto em questões muitos
       C                                                              limitadas. Não queremos impedir que os auditores sejam au-
       O       ‘Temos instituições de ensino superior a mais. Pode haver várias
       N       fusões e escolhia já essa [da Técnica com a de Lisboa] porque é  ditores e consultores simultaneamente, mas não nas mes-
               óbvia. Olha-se para o papel e vê-se que não há sobreposição ne-
                                                                      mas empresas. Porque senão acontece que muitas vezes
       T       nhuma’, defende João Duque. Até porque, ‘temos a Universidade  os honorários, que são pagos aos auditores por trabalhos
       A       Técnica, a de Lisboa, a Nova, o ISCTE, a Aberta e ainda o  de consultoria, excedem em alguns casos até com algum
       B       Politécnico. Que sentido é que faz haver tantas instituições de en-  significado, aquilo que é a remuneração pelos trabalhos de
        I      sino superior em Lisboa?”, pergunta o presidente do ISEG. Esta  auditoria.”
       L       fusão da Universidade Técnica com a de Lisboa foi já defendida
        I      publicamente pelo próprio reitor da Universidade de Lisboa, An-  (Carlos Tavares, Presidente do Conselho Directivo da CMVM em entrevista ao
       D       tónio Sampaio da Nóvoa.”                                                  Diário Económico, 24 de Maio de 2011)
       A
       D                      (Carla Castro, Diário Económico, 23 de Maio de 2011)
       E
                                                                  Universidades oferecem cursos sem investigação
       E
                No próximo ano vão encerrar 1.221 cursos        “Para além do incumprimento em relação aos docentes doutora-
                                                                 dos na área que leccionam, o presidente da A3ES salienta ainda
        F                                                        um outro problema das universidades. Segundo Alberto Amaral, a
        I      “Feitas as contas, há dois anos existiam 5.261 cursos com o grau  componente de investigação dos cursos ‘não é cumprida em bas-
       N       de licenciatura, mestrado e doutoramento, no sistema de ensino  tantes casos’. Segundo a lei, todos os cursos universitários devem
               superior português. No entanto, à A3ES apenas chegaram 4.376
       A       para serem submetidos à avaliação. Os restantes 885, que não  estar ligados a uma ciência de investigação, com o desenvolvi-
       N       foram inscritos pelas instituições de ensino superior, vão encerrar.  mento de investigação e publicações científicas. No caso das
       Ç       A estes somam-se os 335 que resultam de uma análise ao total  áreas de consultoria, contabilidade ou secretariado, entre outros,
       A       dos cursos submetidos para acreditação 4.376. Assim, até ao mo-  são cursos que Alberto Amaral considera como sendo ‘claramente
        S      mento vão encerrar no total 1.221 cursos, no próximo ano lectivo.  de  natureza  vocacional,  adequados  aos  politécnicos  e  que
                                                                 começam a ser oferecidos pelas universidades’, explica (...).”
       N.º     Entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos há cerca de 3.580
       105     cursos com acreditação preliminar a funcionar nas universidades           (Diário Económico, 6 de Junho de 2011)
               e nos politécnicos, públicos e privados, em Portugal. Alberto Ama-
               ral sublinha que estes cursos vão ‘agora ser avaliados no ciclo re-
               gular de cinco anos, a iniciar em 2012’. Contactados pelo Diário   Galp muda revisor oficial de contas
               Económico, nem o ministério da Ciência e do Ensino Superior nem
               o Conselho de Reitores prestaram declarações ate ao fecho desta  “A Galp comunicou à CMVM que, tendo em ‘vista assegurar a
               edição.                                           manutenção do elevado grau de independência do auditor externo,
                                                                 (...) considerou conveniente proceder à rotação do auditor externo,
               (...)                                             tendo para o efeito decidido seleccionar a PricewaterhouseCoop-
      34       Do total dos 1.221 cursos de licenciatura, mestrado e doutora-  ers & Associados – SROC, Lda.’.”

               mento que vão encerrar, quase metade (562) estavam a funcionar           (Diário de Notícias, 11 de Junho de 2011)
               em universidades públicas. Apenas 389 dos cursos que vão ser
               descontinuados funcionavam em universidades privadas. Uma  _______________________________
               tendência que também se verifica no sistema dos institutos politécni-  Nota do Conselho Consultivo-Redactorial da RCF: Desde 2002 que o audi-
               cos, sendo os públicos os que mais vão encerrar cursos, com 192.  tor externo da Galp era a Deloitte & Associados, SROC, S.A.
               Nos politécnicos privados encerram apenas 78 cursos.

               O relatório da A3ES revela ainda que a maioria, cerca de 574, dos
               cursos  que  as  universidades  vão  encerrar  são  de  grau  de   Economia paralela vale 30 mil milhões
       A       mestrado, seguido pelas 220 licenciaturas.”
        b
        r                             (Diário Económico, 23 de Maio de 2011)  “A dimensão da economia paralela em Portugal está avaliada em
        i                                                        mais de 30 mil milhões de euros, cerca de 20% do PIB. O peso da
        l                                                        riqueza que não é contabilizada e tributada em Portugal situa-se
                                                                 mais ou menos a meio da tabela dos países do Sul da Europa,
        /       Empresas públicas devem ter as mesmas regras do que  com a Itália e a Espanha a apresentarem valores superiores. Se-
                 as cotadas                                      gundo um estudo da AT Kearney para a Visa Europe, que será apre-
        J                                                        sentado em Lisboa esta quinta-feira, os sectores automóvel, da
        u      DE:  “No caso dos auditores defende que algumas recomen-  restauração, transportes, hotelaria, cantinas e catering são aque-
        n          dações possam evoluir para leis...”           les que mais contribuem para a economia paralela em Portugal. E
        h                                                        segundo o mesmo estudo poderiam ser recuperados cerca de 2,5
        o      CT:  “Penso que, mais cedo ou mais tarde, é desejável que as  mil milhões deste montante em fuga com medidas que agravem as
                   medidas dirigidas à prevenção dos conflitos de interesses  coimas relacionadas com a evasão fiscal e melhorias no sistema
        2          entre auditores e auditados, sejam vinculativas. E que isso  judicial
        0          deveria ser feito a nível europeu, não estamos sozinhos na
        1                                                                               (Diário de Notícias, 26 de Junho de 2011)
        1          Europa. Estou a falar dos dois aspectos que foram objecto
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