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CONTRA A CORRENTE R
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“ACIM - A Change In Management” S I
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Alberto Silva A
Contabilista
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Antes de iniciar esta crónica faço uma declaração de in- transplantar o respeito e a importância que os conta- E
tenções para não ser mal interpretado. bilistas têm na maior parte das economias com algum
desenvolvimento, para essas invenções; C
Tirei o Curso de Contabilista, como então se chamava, O
num Instituto Comercial (IC) que me marcou como pes- - No País, por considerar que, apesar de não ser sufi- N
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soa e como profissional. Passei por outras Escolas mas ciente, é necessária uma informação contabilística e
nunca deixei de me considerar um “produto” daqueles Ins- de relato financeiro fiável que dê respostas, a nível A
titutos, pelo que tudo o que vou dizer só pode ser inter- micro e macroeconómico, ajustadas às necessidades B
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pretado como tendo uma única intenção: ser um modesto de cada fase, seja de combate à crise, seja de apoio L
contributo para melhorar futuros Congressos organizados ao crescimento económico e ao desenvolvimento so- I
pelos Institutos Superiores de Contabilidade e Adminis- cial; D
tração (ISCA). Por outro lado, apesar das críticas, reco- A
nheço o trabalho e o empenho da Comissão Organizadora - Mais algumas considerações que me foram ocorrendo D
do XIII Congresso para pôr de pé um conjunto complexo à medida que ia escrevendo. E
de sessões e actividades como aquele em que participei.
Mas passemos às “cogitações”. E
Passemos então à crónica.
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Quando se realiza um Congresso esperam-se comuni- 1. O tema do Congresso N
cações e intervenções, num dado campo do conheci-
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mento, teóricas ou práticas, mas com originalidade, com Mesmo não referindo ainda a utilização exclusiva do in- N
relevância e com consistência (para utilizar termos do vo- glês, que tratarei noutro ponto, era difícil ter escolhido Ç
cabulário dos contabilistas). Em quase todos, a maior uma expressão menos adequada para um Congresso de A
parte das comunicações destinam-se a marcar presença Contabilidade e Auditoria do que a adoptada: “ACIM - A S
para: obter “créditos” para progressão numa carreira, ou Change In Management”.
para satisfação pessoal, da “tribo”, da corporação, não N.º
tendo como preocupações as referidas. Quando a razão de ser do Congresso, destes Congres- 105
sos, é a Contabilidade, a expressão centra-se no “Mana-
Os Congressos de Contabilidade e Auditoria são uma ini- gement”. Ainda que, provavelmente, não tivesse sido,
ciativa conjunta dos quatro ISCA e têm-se realizado, ulti- parece que a Comissão Organizadora considerou não exis-
mamente, com uma frequência bianual, cabendo a tirem na Contabilidade, pelo menos actualmente,
responsabilidade da concretização alternadamente a matérias que sendo objecto de estudo fossem suficiente-
cada um daqueles Institutos. O XIII Congresso, que se rea- mente motivadoras para mobilizar a participação e o in-
lizou no Porto entre os dias 18 e 20 de Maio, foi organi- teresse no Congresso. Contudo, hoje, qualquer que seja
zado pelo ISCA daquela cidade, tendo como tema “ACIM a área de investigação teórica ou aplicada, as questões
- A Change In Management”. O XIV está previsto para que se põem à Contabilidade são extremamente perti- 31
2012, provavelmente no último trimestre, com organiza- nentes e ligadas às complexas realidades económicas e
ção do ISCA de Lisboa. financeiras que se estão a viver no País, na Europa e no
Mundo. Muitas das situações que permitiram evidenciar a
Como estive presente no Congresso, deu-me para “co- existência da crise financeira global, pelas boas e pelas
gitar” sobre os ISCA, a Contabilidade, os Contabilistas, o más razões, envolveram de alguma forma a Contabili-
País e o mais que me ocorreu: dade.
- Os ISCA, porque são os legítimos herdeiros dos IC, Contudo, para os participantes foi dominante a vertente
únicas Escolas que, quando era estudante, se afir- contabilística, pois predominaram, nas sessões plenárias A
mavam como Escolas de Contabilidade; e nas sessões paralelas, as matérias contabilísticas e b
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afins, sendo raras as que se identificavam com uma pers- i
- A Contabilidade, porque considero, contra ventos e pectiva de “management”, com ou sem mudança de para-
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marés, um campo do conhecimento essencial ao de- digma. Para confirmar esta afirmação basta consultar a
senvolvimento das entidades públicas e privadas, de listagem de todas as comunicações que estavam progra- /
qualquer natureza e dimensão, em qualquer país; madas para as sessões plenárias e paralelas.
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- Os Contabilistas, por terem uma profissão que em
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Portugal parece não se querer reconhecer na sua ple- 2. As datas escolhidas para a realização do Con- h
nitude e importância, inventando-se recentemente de- gresso o
signações profissionais, sem passado, com
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conteúdos limitados, discutíveis e distantes da profis- O XIII Congresso era aguardado nos finais de 2010; no 0
são, que não existem em mais nenhuma parte do entanto só se realizou na segunda quinzena de Maio de
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mundo, esquecendo primeiro e procurando depois 2011. 1

