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R meira vez que o diz, mas num momento em que o mundo Porém, quando questionado por um aluno sobre se o Go-
E ocidental vive a sua maior crise em décadas, a proposta verno estava a preparar alterações no Ensino Superior,
V - na verdade, um apelo pungente - não pode deixar de Passos Coelho disse que ‘para já não está previsto
I
S ser ouvida. Num texto no New York Times, Buffett explica nada’.”
T que no ano passado pagou 7 milhões em impostos fe-
A derais. ‘Pode parecer muito, mas eu paguei apenas Jornal de Negócios, 13 de Setembro de 2011
17,4% dos meus rendimentos’, escreveu, ‘e isso é uma
D percentagem menor do que qualquer das 20 pessoas
E
que trabalham no nosso escritório pagou’ (entre 33 e Big audit firms face Brussels onslaught
C 41%). Buffett diz que o Congresso dá aos ricos ‘benes-
O ses’, enquanto ‘a maioria dos americanos luta por fazer “The business model of the Big Four accounting firms is
N o dinheiro chegar ao fim do mês’. No actual quadro eu- under attack from the European Commission, which is
T ropeu, o valor justo dos impostos dos mais ricos deve ser pushing for tough rules to force the firms to abandon their
A debatido com novo fôlego. consultancy businesses and share audit work with
B
I smaller rivals.
L O primeiro-ministro italiano acaba de dar um passo em
I frente, embora insuficiente: aumentou os tectos do IRS A draft regulation, seen by the Financial Times, aims to
D em 5% e 10%. Tal como os alemães em 2007, chamou- restore ‘trust’ in financial reporting in the wake of the 2008
A -lhe ‘imposto de solidariedade’. Em Portugal, um assala- crisis. It is being backed by Michel Barnier, internal mar-
D
E riado que ganhe mais de 153 mil euros/ano paga de IRS ket commissioner, whose officials argue the audit pro-
o mesmo que um assalariado que ganhe um milhão - fession is in the grip of an oligopoly.
E 46,5% - e um investidor que ganhe esse mesmo milhão
paga apenas 21,5%. É preciso coragem para mudar, mas Under the plans, to be with unveiled in November, com-
F sem ela um Governo não faz história.” panies with balance sheets greater than € 1bn would be
I
N forced to hire two auditors to conduct ‘joint-audit’ of their
A Público, 17 de Agosto de 2011 books, including at least one firm other than the Big Four
N of Deloitte, PwC, Ernst & Young and KPMG.
Ç
A Justiça norte-americana investiga actuação da Auditors would also be outlawed from working for a big
S
Standard & Poor’s company for more than nine years – a policy of ‘manda-
N.º tory rotation’ that Mr. Barnier thinks would stimulate com-
106 “Duas semanas depois de a Standard & Poor’s ter cor- petition.
tado o ‘rating’ dos EUA, soube-se que a agência está a
ser investigada pela justiça norte-americana. Não pelo Some big multinationals have had the same auditor for
corte da notação, mas por factos anteriores. Segundo o more than a century.
New York Times, a investigação prende-se com a actua-
ção da S&P antes do rebentar da crise do ‘subprime’, Non-audit work is described by the Commission as ‘a
concretamente o ‘rating’ máximo dado a produtos finan- source of conflict of interest’. The draft says: ‘Audit firms
ceiros da fraca qualidade.” of significant dimension should... not be allowed to un-
34 Diário Económico, 19 de Agosto de 2011 dertake the other services unconnected to their statutory
audit function such as consultancy and advisory services.
...
Primeiro-ministro diz que há universidades “a
mais” Mr. Barnier’s team believes that the conflicting commer-
cial interests of the big firms have eroded trust, stifled
J “O primeiro-ministro referiu-se ontem ao número exces- competition and compromised the scepticism of the ac-
u
l sivo de instituições do Ensino Superior e à necessidade counting profession.
h de ‘diferenciação’ e ‘partilha de recursos’. Durante a inau-
o guração a três centros escolares, em Viseu, houve ainda ‘Auditors play an essential role in financial markets: fi-
tempo para Passos relembrar o esforço de redução de nancial actors need to be able to trust their statements’,
/
despesa a que o País está sujeito e elogiar o trabalho Mr. Barnier told the FT.
S das autarquias.
e
t He said his ‘ambitious’ proposals would have one main
e Passos Coelho acha que é preciso convencer as univer- objective, ‘ensuring robust and completely independent
m sidades e politécnicos de que há ‘instituições a mais’, de- audits in the wider context of a better functioning internal
b
r fendendo a ‘consolidação’ e a ‘diferenciação’ da oferta market for audit services’.”
o para obter ‘ganhos de escala’. É necessário, disse, ‘que
não sejam todas iguais ou ofereçam todas as mesmas Financial Times, September 27, 2011
2 coisas’ e deve haver ‘partilhar recursos’, uma ideia refor-
0
1 çada pelo ministro da Educação, Nuno Crato.
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