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efeitos de um eventual despacho favorável exarado no  financeiras) determinou que aqueles – na pers-    R
        parecer (técnico).                                    pectiva de melhor conhecerem o risco de crédito   E
                                                              implícito nas operações – desenvolvessem, com     V
        Embora os processos de decisão variem consoante os    permanente actualização, adequados sistemas de     I
                                                                                                                S
        bancos, existem, no entanto, elementos que podem      rating que, entre outras, fornecessem indicações  T
        conferir uma dimensão mais genérica à decisão, como   sobre o grau de risco, seu significado e classe de  A
        sejam:                                                cumprimento/incumprimento do cliente.
                                                                                                                D
                                                                                                                E

           • uma última revisão do dossier de crédito, anali-  - As decisões sobre pedidos de crédito – significati-
                                                                                                                C
            sando principalmente a qualidade da informação    vamente determinadas pelos pareceres (técnicos)   O
            que contém;                                       emitidos e cujo conteúdo não é naturalmente es-   N
                                                              tranho à qualidade daqueles sistemas – se bem     T
           • certificação da classificação do empréstimo em   que que continuem, obviamente, a ser influencia-  A
                                                                                                                B
            termos de risco de crédito.                       das por informações de tipo comercial e quantita-  I
                                                              tivo, tenderão, sucessivamente, a sê-lo também, e  L
                                                              cada vez mais, por indicações/dados de carácter    I
        As aplicações informáticas de revisão e aprovação dos  qualitativo/intangível (de avaliação bem mais difícil)  D
        créditos são inúmeras e de fácil compreensão; geral-  e por um reforço da relevância dos mitigantes do  A
                                                                                                                D
        mente são centralizadas, o que facilita a gestão global  risco de crédito (sobretudo colaterais ou cauções e
                                                                                                                E
        e o controlo. É imprescindível que a instituição invista  garantias recebidas de terceiros).
        em sistemas informáticos que permitam não só o con-                                                     E
        trolo operativo como a preparação de estatísticas do
        crédito concedido e a difusão rápida e eficiente, por  - Embora as variáveis cujo comportamento, imediata  F
                                                                                                                 I
        toda  a  organização,  de  novas  decisões,  como,  por  ou mediatamente, esteja subjacente ao apareci-  N
        exemplo, ajustes dos critérios de aceitação de crédi-  mento de maiores ou menores probabilidades de
                                                                                                                A
        tos. O ideal é que cada banco desenvolva um sistema   incumprimento, não sejam, como no passado, so-    N
        compatível com a sua política de gestão do risco de   bretudo as de índole quantitativa e histórica – as-  Ç
        crédito, garantindo devidamente os limites e critérios  sumindo-se, cada vez com maior repercussão, as  A
                                                                                                                S
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        dos diversos níveis de decisão .                      de índole qualitativa, sobremaneira as respeitan-
                                                              tes à permanente adequação de tecnologias e à
                                                                                                                N.º
        Tais aplicações não fornecem uma decisão, mas ape-    experiência/competências/empenhamento    das     106
        nas  uma  apreciação  dos  elementos  que  permitem   equipas de gestão –, a análise económico-finan-
        atrair a atenção do agente decisor sobre uma ou outra  ceira continua a ser suporte prestimoso e indis-
        especificidade do dossier. Mais do que um instrumento  pensável   na   avaliação   do   desempenho
        de apoio à decisão, elas são um instrumento pedagó-   empresarial (e naturalmente na apreciação das
        gico, dado que o papel da direcção de crédito não é   operações  activas),  sobretudo  se progressiva-
        apenas definir procedimentos, mas também e sobre-     mente enriquecida com novos modelos e apoiada
        tudo difundir uma subcultura de crédito.              por aplicações informáticas específicas e ajusta-
                                                              das.                                            29
        A tomada de decisão, só por si, continua a comportar
        um certo grau de contingência, sendo, por isso, im-
        prescindível que o agente decisor tenha considerável
        polivalência, boa capacidade de decisão e, sobretudo,  Bibliografia:
        muito bom senso. No entanto, os sistemas de notação
        de risco de crédito estabelecidos pelo banco, sobre-
        maneira devido ao sucessivo refinamento dos parâ-  • Banco Portugal (2011, Julho), “Inquérito aos Bancos  J
        metros  quantitativos,  têm  contribuído  para  que  o  sobre o Mercado de Crédito”.                    u
                                                                                                                 l
        processo tenha conduzido a decisões menos subjecti-                                                     h
        vas.                                               • Cross, Rob e Strischek, Dev, (1996), “Reengineering  o
                                                            the credit approval process”, The Journal of Lending
                                                                                                                /
                                                            and Credit Risk Management.
                                                                                                                S
        Conclusões                                         • Mota, António Gomes, Nunes, João Pedro, Ferreira,   e
                                                            Miguel Almeida, (2004), “Finanças Empresariais –     t
                                                                                                                 e
                                                            Teoria e Prática”, Publisher Team.
                                                                                                                m
        Sumariando o exposto, podemos pois referir que:                                                         b
                                                           • Porter, Michael (1985), “Competitive Advantage”.    r
                                                                                                                o
          - O elevado grau de importância atribuído pelos ban-  • Ribeiro, Manuel da Silva (2006), “A Gestão do Risco  2
            cos ao financiamento empresarial (sociedades não  de Crédito na Banca Portuguesa”.                   0
                                                                                                                 1
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