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       D                                                                                        Contabilista. Economista
       E                                                                                            Professor do ISCAL

       C       Introdução                                        que sejam os modelos e avançado o software aplicá-
       O                                                         vel – é recorrente a sua maior ou menor intensidade de
       N       À análise económico-financeira cabe a apreciação de  variação, a qual em boa medida depende:
       T       documentos contabilísticos e financeiros e outras in-
       A
       B       formações disponíveis, através da utilização de um
        I      conjunto de técnicas destinadas a estudar as situa-  –  do grau de interdependência (sempre existente)
       L       ções, essencialmente históricas, de Tesouraria, de Es-  em relação a outros riscos bancários;
        I      trutura financeira, de Risco e de Rendibilidade.
       D                                                           –  da conjuntura económica em presença;
       A       Para tanto, o analista segue geralmente um conjunto
       D       de procedimentos que poderemos assim sintetizar:    –  de uma certa “imprevisibilidade” inerente aos fac-
       E                                                             tores psicológicos que determinam o comporta-
                                                                     mento dos indivíduos/gestores  nas tomadas de
       E         –  recolha e preparação de dados contabilístico-fi-  decisão.
                   nanceiros 1
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        I                                                        Relativamente a cada pedido de financiamento cons-
       N         –  compilação de elementos de natureza extra-con-  tata-se invariavelmente que o respectivo risco de cré-
       A           tabilística/complementar 2                    dito   é    essencialmente   consequência    do
       N                                                         comportamento de variáveis subordinadas, em maior
       Ç                                                         ou menor grau, a critérios económico-financeiros, de
       A         –  aplicação de metodologias de análise 3       mercado e de gestão, cujas composição e pondera-
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                                                                 ção diferem de banco para banco.
       N.º       –  interpretação e crítica de resultados obtidos e de  No entanto, é possível repartir, no âmbito de cada um
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                   indicadores apurados                          daqueles critérios, os principais itens atendendo às
                                                                 suas naturezas quer quantitativa (económico-financei-
                                                                 ros) quer qualitativa (de mercado e de gestão). Decor-
                                                                                             4
                 –  elaboração de relatórios contemplando diagnósti-  rente de um estudo elaborado , identificámos como
                   cos e acções correctivas a encetar            mais marcantes/influentes, por tipo de risco, as repar-
                                                                 tições  seguintes,  cuja  interpretação  não  dispensa,
                                                                 entre outras competências permanentes e aprofunda-
               Importa  notar  que adequados conhecimentos destas  dos conhecimentos de análise económico-financeira e
      24       matérias – podendo contribuir para a realização de  de gestão empresarial:
               uma operação activa interessante/vantajosa, nomea-
               damente em termos de rendibilidade e risco de reem-
               bolso – são igualmente importantes para o proponente  Itens de risco económico-financeiro
               de crédito, na medida em que lhe permite “interpretar”
               melhor as exigências técnicas do potencial mutuante e
               lograr  a  aprovação  de  financiamento  nas  melhores  •  Margem de tesouraria (Recebimentos de Explora-
               condições de utilização de fundos, prazo, carência, pri-  ção versus Pagamentos de Exploração)
        J      cing e capacidade de amortizações vincendas.
        u                                                          •    Cobertura  do  Imobilizado  (Capitais  Permanen-
        l                                                            tes/Activos Fixos)
        h      Risco de crédito e critérios de apreciação
        o
                                                                   •  Autonomia Financeira (Capitais Próprios /Activo
               O risco de crédito relaciona-se com a possibilidade de  Total)
        /
               que os devedores não venham a cumprir as suas obri-
        S      gações relativas ao serviço da dívida e/ou reembolso  •  Rendibilidade dos Capitais Próprios (Resultados
        e      dos financiamentos concedidos, sendo entendível, no   Líquidos/Capitais Próprios)
        t      jargão bancário, como aquele em que uma instituição
        e      de crédito incorre devido à possibilidade de não satis-  •    Rendibilidade  do  Activo  (Resultados  Operacio-
       m
        b      fação, ou satisfação com mora, do pagamento de de-    nais/Activo Total)
        r      terminado montante em dívida (capital e juros), por
        o      parte de um devedor (a contraparte) a quem aquela   •  Cobertura dos Encargos Financeiros (Resultados
               instituição terá concedido crédito.                   Operacionais + Proveitos Financeiros/Juros e Cus-
        2      Ao longo dos tempos, persiste a dificuldade da sua    tos Similares)
        0      mensuração atendendo a que – por mais elaborados
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