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Manuel da Silva Ribeiro
D Contabilista. Economista
E Professor do ISCAL
C Introdução que sejam os modelos e avançado o software aplicá-
O vel – é recorrente a sua maior ou menor intensidade de
N À análise económico-financeira cabe a apreciação de variação, a qual em boa medida depende:
T documentos contabilísticos e financeiros e outras in-
A
B formações disponíveis, através da utilização de um
I conjunto de técnicas destinadas a estudar as situa- – do grau de interdependência (sempre existente)
L ções, essencialmente históricas, de Tesouraria, de Es- em relação a outros riscos bancários;
I trutura financeira, de Risco e de Rendibilidade.
D – da conjuntura económica em presença;
A Para tanto, o analista segue geralmente um conjunto
D de procedimentos que poderemos assim sintetizar: – de uma certa “imprevisibilidade” inerente aos fac-
E tores psicológicos que determinam o comporta-
mento dos indivíduos/gestores nas tomadas de
E – recolha e preparação de dados contabilístico-fi- decisão.
nanceiros 1
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I Relativamente a cada pedido de financiamento cons-
N – compilação de elementos de natureza extra-con- tata-se invariavelmente que o respectivo risco de cré-
A tabilística/complementar 2 dito é essencialmente consequência do
N comportamento de variáveis subordinadas, em maior
Ç ou menor grau, a critérios económico-financeiros, de
A – aplicação de metodologias de análise 3 mercado e de gestão, cujas composição e pondera-
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ção diferem de banco para banco.
N.º – interpretação e crítica de resultados obtidos e de No entanto, é possível repartir, no âmbito de cada um
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indicadores apurados daqueles critérios, os principais itens atendendo às
suas naturezas quer quantitativa (económico-financei-
ros) quer qualitativa (de mercado e de gestão). Decor-
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– elaboração de relatórios contemplando diagnósti- rente de um estudo elaborado , identificámos como
cos e acções correctivas a encetar mais marcantes/influentes, por tipo de risco, as repar-
tições seguintes, cuja interpretação não dispensa,
entre outras competências permanentes e aprofunda-
Importa notar que adequados conhecimentos destas dos conhecimentos de análise económico-financeira e
24 matérias – podendo contribuir para a realização de de gestão empresarial:
uma operação activa interessante/vantajosa, nomea-
damente em termos de rendibilidade e risco de reem-
bolso – são igualmente importantes para o proponente Itens de risco económico-financeiro
de crédito, na medida em que lhe permite “interpretar”
melhor as exigências técnicas do potencial mutuante e
lograr a aprovação de financiamento nas melhores • Margem de tesouraria (Recebimentos de Explora-
condições de utilização de fundos, prazo, carência, pri- ção versus Pagamentos de Exploração)
J cing e capacidade de amortizações vincendas.
u • Cobertura do Imobilizado (Capitais Permanen-
l tes/Activos Fixos)
h Risco de crédito e critérios de apreciação
o
• Autonomia Financeira (Capitais Próprios /Activo
O risco de crédito relaciona-se com a possibilidade de Total)
/
que os devedores não venham a cumprir as suas obri-
S gações relativas ao serviço da dívida e/ou reembolso • Rendibilidade dos Capitais Próprios (Resultados
e dos financiamentos concedidos, sendo entendível, no Líquidos/Capitais Próprios)
t jargão bancário, como aquele em que uma instituição
e de crédito incorre devido à possibilidade de não satis- • Rendibilidade do Activo (Resultados Operacio-
m
b fação, ou satisfação com mora, do pagamento de de- nais/Activo Total)
r terminado montante em dívida (capital e juros), por
o parte de um devedor (a contraparte) a quem aquela • Cobertura dos Encargos Financeiros (Resultados
instituição terá concedido crédito. Operacionais + Proveitos Financeiros/Juros e Cus-
2 Ao longo dos tempos, persiste a dificuldade da sua tos Similares)
0 mensuração atendendo a que – por mais elaborados
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