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decisões eficazes exigem a identificação correcta do pro- É a partir dos objectivos traçados e da definição da meta R
blema base e a anulação das eventuais más decisões, que se pode conceber o planeamento, de acordo com o E
através da concepção de um sistema de informação ri- estabelecimento de um processo decisório. V
goroso, implicando um planeamento minucioso da deci- I
são. S
T
A
É importante estabelecer prioridades quanto à informa-
ção que se pretende utilizar, para formar opinião com
D
vista à resolução de um problema. Da separação entre o E
que é preciso conhecer, o que é bom conhecer (infor-
mação útil) e o que é supérfluo, surge aquela que é re- C
levante. O
N
É evidente que a utilização da informação depende das T
características dos seus utilizadores, dos conhecimen- A
tos que possuem e da experiência que detêm, relacio- B
nada com os problemas ou dificuldades sobre os quais I
L
têm de decidir. Nem toda a informação tem relevância, I
por isso é fundamental interpretá-la, compreendê-la e D
analisá-la.
A
D
A relevância é, portanto, uma das características quali- E
tativas da informação. Ao aparecer associada à materia-
lidade, porque ambas são definidas em função dos E
utilizadores ao tomarem decisões, deve ter-se em conta
que a materialidade está relacionada com a dimensão F
da informação, enquanto a relevância diz respeito à qua- I
lidade da informação que se perde se houver demora no N
A
seu relato. Pelo que o factor tempo se torna de uma im- Fluxo do processo decisório
portância fundamental. N
Ç
A tomada de decisões constitui um processo contínuo A
É por demais evidente que à informação não lhe basta que une o presente ao futuro desejado. Há decisões de
S
ser relevante. Se não for fiável, se não estiver liberta de curto prazo que não afectam a orientação geral da em-
erros materiais e de juízos prévios, conduz à adopção presa, mas são as decisões de médio e longo prazos, N.º
de estratégias e respostas erradas. aquelas que, quase sempre, afectam o sentido que está 106
a ser seguido.
A escolha da informação deixa de ser uma tentativa de
assimilar toda a informação, para passar a ser um pro- Para Mallo (1989), as decisões da empresa devem ser-
cesso dirigido e dependente da fiabilidade da sua fonte. vir para a situar, em cada momento, na dimensão e lugar
adequados onde deve estar, tendo em conta a restrição
Uma questão de interesse para qualquer instituição é da escassez de recursos. É necessário estabelecer cri-
saber o resultado da sua comparação com outras, por- térios de selecção das decisões racionais, as quais não
que as decisões sobre a melhoria do desempenho exi- se despojam dos graus de subjectividade e arbitrarie-
gem o conhecimento de dados e rácios que permitam o dade que elas têm noutras situações. 19
estabelecimento de comparações. Um grande problema
que surge é o excesso de dados traduzidos em excesso O mesmo autor identifica como critérios mais utilizados
de informação, podendo levar à paralisação da análise na tomada de decisões, o da segurança e o da rentabi-
que se pretende efectuar e tornando mais difícil tomar a lidade, embora reconheça existirem outros, mas certa-
melhor decisão. mente conduziriam às mesmas conclusões.
Goldratt (1992) coloca a questão em saber que tipo de Racionalmente, o primeiro passo para montar uma es- J
informação se está a procurar, uma vez que “(…) esta- tratégia é estudar a organização, o processo de tomada u
mos afogados num oceano de dados, todavia falta-nos de decisões e a identidade da organização, para identi- l
informação“. Torna-se difícil escapar ao facto de a maior ficar os seus pontos fracos e fortes (identificação das res- h
o
parte da informação necessária se relacionar com ques- trições). Seguindo uma linha de raciocínio lógico, com
tões a que o sistema contabilístico supostamente res- vista à melhoria contínua, podemos estabelecer as se- /
ponde. Sendo verdade que a natureza dos sistemas de guintes prioridades ordenadas por ordem racional:
informação desejados é completamente diferente dos S
sistemas de informação de dados disponíveis, pode con- - OBSERVAR e t
cluir-se que uma mudança no processo de decisão im-
e
plica, não apenas uma alteração do resultado final, mas - CRITICAR OS MÉTODOS ACTUAIS m
também uma mudança na natureza do dado exigido e no b
seu nível de precisão. - PROPOR ALTERAÇÕES r
o
Para Dearlove (2000), a melhor solução para a sobre- - CRIAR E MOTIVAR UMA EQUIPA
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carga de informação é descobrir maneiras eficazes de 0
gerir. - INTERESSAR A EQUIPA NOS SUCESSOS 1
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