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R       Para medir o impacto das decisões, Goldratt (1997) esta-  em erro, apresentando credenciais que estavam distor-
       E       beleceu três medidas: Ganho, Investimento e Despesa  cidas. Do pequeno súbdito que viu a realidade, a histó-
       V       Operacional.                                      ria  não  fala.  Poderá  ter  sido  nomeado  ministro  de
        I                                                        qualquer pasta, conselheiro do rei ou, simplesmente,
        S      Spencer e Siegelman (cit. in Horngren 1967), afirmam que  executado para não contar a história: é que o rei ia
       T       o risco, em oposição à incerteza, é objectivo e definem-  mesmo nu! Sabe-se, apenas, que se seguiu um mo-
       A       -no como a medida quantitativa da probabilidade de um re-  mento de espanto e um silêncio profundo. Depois, todos
               sultado.                                          viram o logro em que tinham caído e seguiu-se uma
       D
       E                                                         gargalhada mais ruidosa que uma trovoada. Todos gri-
               Drucker (1992), por outro lado, entende ser importante me-  tavam enquanto riam: “ O rei está nu, o rei está nu...”
               didas tais como: a determinação do posicionamento no
       C
       O       mercado, a aferição da performance inovadora e a deter-
       N       minação da produtividade, da liquidez e da rentabilidade,
       T       que constituem medidas indicadoras do sucesso.    Conclusão
       A
       B       As anteriores posições são idênticas, embora Eliyahu Gol-  Uma verdadeira estratégia só existe se assentar num sis-
        I      dratt seja mais objectivo e menos complexo, na medida em  tema de informação credível,  como suporte à decisão. É
       L       que o Retorno do Investimento é aferido na sequência do  necessário saber criar uma equipa de gestão estratégica
        I      cálculo das três medidas que privilegia.          (saber gerir pessoas) em que o decisor (nível máximo
       D                                                         dentro da organização) tem nela assento. Este deve estar
       A       Se, com sentido crítico, forem comparadas as posições de
       D       Goldratt ou de Drucker com a de Horngren, verifica-se que  atento aos “servilistas” e àqueles que são capazes de
       E       a metodologia que este propõe, para uma abordagem ra-  dizer que “o rei vai nu”, evitando ser permeável a elogios
               cional conducente à tomada de decisão (com os seus sete  fáceis que, normalmente, causam entropia e formam um
       E                                                         abismo ao acto de decidir. Há normas e princípios. Acei-
               passos), em nada difere das outras posições.
                                                                 tar a sedução do canto das sereias é inviabilizar a orga-
               Estes passos explicam-se e sistematizam-se da seguinte
        F                                                        nização a curto prazo.
        I      forma:
       N                                                         O conto encerra uma lição muito importante, uma vez que
       A         1. Determinar o problema e os objectivos específicos que  “os pensamentos maiores e dominantes,  geralmente,
       N           são desejados.                                não encobrem embustes”.
       Ç
       A         2. Identificar caminhos alternativos da acção. A resolu-
        S          ção de um problema exige a identificação de todas as  Bibliografia
                   possíveis soluções.
       N.º                                                       Dearlove, Des (2000) Decisões-Chave de Gestão. Biblio-
       106       3. Avaliar as consequências de cada alternativa e pon-  teca de Economia & Empresa.  Lisboa, Publicações D.
                   derar quem implementa cada uma. Qualquer um dos  Quixote.
                   caminhos  alternativos  conduz  a  uma  solução,  que
                   pode não ter as consequências esperadas, depen-  Drucker, Peter F. (1981).  L´Entreprise face à la crise mon-
                   dendo o sucesso de quem a implementar.        diale. Paris, Inter Éditions.

                 4. Calcular os custos e os retornos de cada alternativa  Drucker, Peter F. (1992). Management the Non-Profit Or-
                   (avaliação da incerteza). A incerteza é um fenómeno  ganization: Principles and Practices. New York, Harper
      22           subjectivo que dificulta a predição de custos futuros. A  Business.
                   fiabilidade de estimativas únicas está marcada por vá-
                   rios graus de incerteza.                      Furlan, Santino (1971). A moderna contabilidade indus-
                                                                 trial. Col. Direcção de Empresas. Lisboa,  Ed.Pórtico.
                 5. Seleccionar a alternativa, de forma a poder ser obtida
                   a melhor solução ou aquela que corresponde às nos-  Goldratt, Eliyahu M. (1992). A Síndrome do Palheiro. São
                   sas expectativas.                             Paulo, Ed. Educator.

        J        6. Transformar a decisão em acção, tendo em conta que  Goldratt, Eliyahu M. (1994). El Sindrome del Pajar - un
        u          uma decisão bem pensada não é suficiente para atin-  proceso de mejoria contínua. Madrid, Ed. Díaz Santos.
        l          gir os objectivos.
        h                                                        Goldratt,  Eliyahu  M.  e  Cox,  Jeff  (1997).  A  Meta.  São
        o
                 7. Avaliar os resultados, sem esquecer que, em situação  Paulo, Editora Educator.
        /          de incerteza, a coincidência do resultado real com
                   aquele que foi previsto atingir é puramente aleatória.  Horngren, Charles T.(1967). Cost Accounting - A mana-
        S                                                        gerial Emphasis. NJ,  Prentice-Hall, Inc. Englewood Cliffs.
        e      As decisões, para Horngren (1967), consistem numa es-
        t
        e      colha entre cursos alternativos de acção que têm conse-  Mallo, Carlos (1989). Contabilidad de Costes y de Ges-
       m       quências futuras, as quais geralmente são incertas, pelo  tión. (2ªEd.). Madrid, Ediciones Pirámide, S.A.
        b      que se torna importante identificar o problema, embora
        r      este não se apresente como um problema real, mas como  Martinet, Alain Ch. (1992). Estratégia. (2ªEd.). Lisboa, Ed.
        o      um indício.                                       Sílabo.
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        0      Ora foi isto mesmo que o “nosso” rei não ponderou, tor-  Zorrinho, Carlos (1991). Gestão da informação. Lisboa,
        1      nando-se presa fácil dos tais “alfaiates” que o induziram  Ed. Presença.
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