Page 26 - rcf1106_Neat
P. 26
R tizações de capital nas datas contratadas. • um sistema que autorize auditorias internas perió-
E dicas e regulares;
V Trata-se do resultado de um processo que, sendo, em-
I bora, moroso – dado que implica uma rigorosa e • formação comum e regular dos diversos utilizado-
S exaustiva apreciação de dados quantitativos e qualita-
T tivos, inerentes à empresa, ao mercado e ao respec- res do sistema;
A tivo sector de actividade – é plenamente justificável na
medida em que permite percepcionar melhor a proba- • gestão que suporte e reforce a disciplina na im-
D bilidade de incumprimento imputável a determinado plementação do sistema;
E mutuário/emitente.
• diferenciação adequada do risco;
C Com a finalidade de apreciar a viabilidade de conces-
O
N são de crédito às potenciais mutuárias, também as ins- • gestão centralizada do risco da carteira;
T tituições bancárias possuem sistemas de rating cujo
A desenvolvimento necessita de know-how para imple- • possibilidade de uma revisão contínua do sistema
B mentar processos estatísticos, bem como de outras e integração dos ratings;
I fontes de informação externa que possam comple-
L mentar a informação disponibilizada pelos candidatos • notações que reflictam o risco inerente a cada cré-
I à obtenção de crédito, elementos que, sucessivamente
D actualizados, vão permitir a criação/manutenção de dito.
A modelos de rating mais céleres, eficientes e eficazes.
D
E Por intermédio de tais sistemas, é atribuído a cada As classificações ou ratings podem ser utilizados
cliente um determinado grau de risco (A, B, C1,...), pelas entidades bancárias com vista a:
E cuja caracterização pode ser exemplificada através do
seguinte quadro:
F
I Grau de Significado Destinatário • alimentar a sua base de dados quanto a indica-
N risco dores de risco;
A Clientes com excelente
N A Risco de Crédito solidez financeira, que dificil- • estabelecer limites ou plafonds de crédito;
Ç Desprezível mente entrarão em incumpri-
A mento.
S Clientes com solidez finan- • decidir a que país deve ser dado prioridade quanto
Risco de Crédito ceira muito acima da média e a financiamentos ou abertura de negócios;
B
N.º Baixo com muito boa capacidade de
106 cumprimento. • determinar o envolvimento de mais ou menos es-
Clientes com solidez finan-
Risco de Crédito ceira acima da média e com pecialistas na aprovação das operações;
C1
Médio/Baixo boa capacidade de cumpri-
mento. • avaliar a natureza e montante das garantias a exigir.
A solidez financeira situa-se
Risco de Crédito
C2 na média e a capacidade de
Médio
cumprimento é satisfatória.
No processo de análise, avaliação e acompanhamento
Capacidade de cumprimento dos diversos créditos e níveis de risco da carteira, os
Risco de Crédito
ainda aceitável. Alguma vul-
26 C3 Aceitável, ainda que nerabilidade a situações de sistemas de notação do risco de crédito (podendo in-
superior ao risco
mercado adversas ou a uma
médio conjuntura económica menos cluir notações numéricas, alfabéticas ou descritivas),
para serem eficazes, além de assentarem em pressu-
favorável.
postos pré-discutidos e posteriormente aceites, devem
Clientes com considerável
Risco de Crédito
D probabilidade de incumpri- receber, em cada fase, contributos de todos os cola-
Elevado
mento. boradores do banco, o que permitirá que tenham, por
Clientes com uma situação um lado, competências suficientes para aplicar tais sis-
Risco de Crédito económico-financeira frágil e
J E temas de modo consciente e imparcial e, por outro,
Excessivo que apresentam alta probabi-
u lidade de incumprimento. possam sugerir modificações decorrentes do reco-
l
h nhecimento da sua ineficácia face a mutações ocorri-
o das.
Existindo diversos sistemas de notação de risco de
/
crédito, uns mais completos e detalhados do que ou- Note-se, todavia, que não existem sistemas estan-
S tros, sempre é possível destacar algumas característi- dardizados de notação dos riscos de crédito no
e cas indispensáveis para que eles possam ser sector bancário, atendendo fundamentalmente a
t que, de banco para banco:
e considerados ferramentas úteis, em prol de uma ade-
m quada gestão da carteira de crédito:
b
r • existem diferentes entendimentos quanto ao grau de
o
• um único sistema que seja comum a toda a orga- confiança/peso dos factores de risco quantitativos
2 nização; em contraponto com os de índole qualitativa;
0
1
1

