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• não são convergentes as respostas quanto à ava- Exige actuação no sentido de minimizar as perdas de- R
liação da maior ou menor opacidade dos riscos correntes de incumprimentos, quer através de siste- E
inerentes a cada operação, nem quanto à quantifi- mas de follow-up das operações, quer mediante V
cação de perdas potenciais; trabalhos específicos e bem direccionados numa fase I
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de contencioso.
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• a cultura empresarial e o grau de experiência dos A
seus profissionais influenciam, de um modo É neste âmbito que cabe situar, concretamente, o pe-
geral, os processos de gestão bem como os dido de crédito perante os riscos detectados e a capa- D
índices de valorização com relevância na constru- cidade expectável de reembolso de prestações E
ção de cada sistema de notação. inerentes ao financiamento solicitado. É uma fase de
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cariz essencialmente técnico na qual o analista eco-
O
nómico-financeiro procurará – designadamente na se- N
Do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, quência do recurso a multifacetadas fontes de T
de Julho de 2011, (edição trimestral iniciada em Abril informação e utilizando adequadas ferramentas – pers- A
de 2003 pelo Banco de Portugal) é possível evidenciar, pectivar a capacidade de libertação de cash-flows do B
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como mais recorrentes e responsáveis por maior res- proponente . I
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tritividade na aprovação de empréstimos a empresas, I
os seguintes factores: Nesta fase recorre-se, também, à técnica dos rácios,
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quer de rendibilidade (mais relacionados com a situa- A
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ção económica), quer de eficiência , mas também de D
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• deterioração nas condições de acesso a financia- estrutura financeira , de liquidez (mais relacionados E
mento de mercado por parte das instituições ban- com a situação financeira) ou outros , igualmente com
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cárias; o intuito de, fundamentalmente, recolher contributos E
que permitam conhecer a capacidade da empresa
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• aumento do custo de capital e restrições de- para fazer face ao serviço da dívida, bem como a re- I
correntes da posição de liquidez; partição das origens de fundos no financiamento dos N
seus activos totais. A
• deterioração das expectativas relacionadas com a N
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actividade económica em geral e das perspetivas Basicamente, tais fontes de informação – que se tor-
A
para sectores de atividade ou empresas espe- nam imprescindíveis para ajuizar acerca do grau de
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cíficas; credibilidade do cliente e da notação de risco a atri-
buir-lhe – comportam seis naturezas principais: N.º
• avaliação menos favorável dos riscos associa- 106
dos às garantias exigidas;
• informações de ordem geral sobre a empresa:
identificação, história, forma jurídica, localização,
Análise, parecer e decisão de financiamento accionistas/sócios, filiais, financiadores, clientes
(curva ABC), fornecedores, etc.
Análise • informações sobre a actividade: produtos, merca-
dos, concorrência, quotas de mercado, conjuntura 27
económica, sector, etc.
Está aqui em causa a apreciação da qualidade da
• informações sobre a situação económico-finan-
carteira de crédito e o objectivo de tornar os riscos
ceira: balanços, demonstrações dos resultados,
mais visíveis e mensuráveis, o que envolve:
Anexo, certificação legal das contas, relatório e pa-
recer do conselho fiscal, balancetes intercalares,
demonstrações de fluxos de caixa, contas previ- J
• a existência de uma notação de crédito (rating) sionais, etc. u
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para todos os produtos e segmentos;
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• informações comerciais e bancárias: da MOPE, da o
• a utilização de modelos de crédito scoring em cer- Dun & Bradstreet, da Central de Riscos do Banco
tos segmentos; de Portugal, etc. /
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• a criação de um sistema global que permita prever • informações sobre a estratégia competitiva: se- e
os incumprimentos; gundo Porter (1985), “...estabelecer uma posição t
e
lucrativa contra as forças que determinam a con- m
• a visão transparente do grau de concentração do corrência no sector” implica (i) análise da estrutura b
portfólio de crédito; do sector de actividade (modelo das 5 forças), (ii) r
o
escolha da estratégia competitiva (liderança atra-
• o regular e consequente funcionamento de servi- vés dos custos, diferenciação ou foco) e (iii) imple- 2
ços de auditoria interna. mentação da estratégia competitiva (cadeia de 0
valor) 1
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