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R       Onde chega essa guerra de preços? A mesma advogada responde que  China há 10 anos na organização ‘foi um marco no processo de reforma e
       E       actualmente ‘são feitas propostas de trabalho por um valor que, por vezes,  abertura’do regime comunista, começando ‘uma nova etapa histórica’para
       V       é menos de metade daquilo que há dois anos se cobraria para o mesmo  a potência asiática, divulgou a agência EFE.”
        I      serviço’. Os clientes sabem que as sociedades de advogados estão em
        S      concorrência. E os escritórios aceitam as regras. ‘Às vezes é uma opção  Diário Económico, 13 de Dezembro de 2011
       T       entre ter as pessoas ocupadas, a trabalhar e a ganhar notoriedade, em
               detrimento da imediata rentabilidade de um determinado projecto’, sublinha
       A       ainda a sócia da CS Associados.                     O império contra-ataca
       D       Em todo o caso, tal como evidencia Duarte Brito de Goes, embora esta si-  “Os números mostram um impressionante aumento de aquisições de em-
       E       tuação tenha vindo a ganhar peso, a redução dos honorários em situação  presas europeias por capitais chineses. Segundo dados da consultora
               de concorrência não é propriamente uma novidade. ‘Essas disparidades de  Dealogic citados pelo Wall Street Journal, as companhias chinesas inves-
       C       preços sempre existiram, mas há hoje muitos mais escritórios a irem atrás  tiram 44 mil milhões de dólares em negócios europeus entre 2008 e 2010,
       O       dessa política do que havia.É uma nova forma de estar’, frisa o mesmo ju-  o que lhes permitiu controlar 118 empresas. Entre 2003 e 2005, o investi-
       N       rista.”                                            mento não chegava a mil milhões de dólares.
       T                            Jornal de Negócios, 16 de Novembro de 2011
       A                                                          Para já, Portugal não conta para estas estatísticas. Apesar de ter informa-
       B        Espiral                                          ção em mandarim para potenciais investidores, os dados da AICEP mos-
        I                                                         tram que o investimento directo chinês na economia nacional é residual.
       L       “O sistema financeiro tem evidentes culpas no cartório, os reguladores dos  Não entra sequer na lista dos 20 maiores investidores estrangeiros. A força
        I      mercados têm evidentes culpas no cartório, mas é justo reconhecer que os  dos empreendedores made in China é, no entanto, muito visível a nível
       D       Estados têm também uma boa parte dessas culpas. Para satisfazerem os  micro nas centenas de lojas de chineses que abriram em poucos anos e
       A       compromissos crescentemente deficitários com as políticas sociais - de-  que já chegaram às zonas mais nobres das cidades.”
       D       semprego, saúde, educação, subsídios diversos - e também para paga-
       E                                                                                  Dinheiro Vivo, 17 de Dezembro de 2011
               rem obras muitas vezes desnecessárias e políticas incompreensíveis, os
               Estados foram pedindo mais e mais dinheiro aos bancos, já que as recei-
       E       tas não chegavam para a despesa; os bancos acharam que emprestar aos   Empresários devem 52 milhões em honorários a técnicos de contas
               diversos Estados era um negócio seguro, que rendia bons juros e, de certa
        F      forma infindável - os deficits aumentavam, o serviço da dívida aumentava,
        I      cada vez era preciso maior financiamento. Desta forma, os bancos ale-  “As dívidas de empresas e empresários em nome individual aos técnicos
       N       gremente compraram dívida pública de vários países. Pior, toda a socie-  oficiais de contas (TOC) ascendem a 52 milhões de euros, numa altura
                                                                  em que o Provedor de Justiça enviou uma recomendação ao ministro das
       A       dade se habituou a viver de dinheiro que não existia - os particulares com
       N       créditos de consumo, as empresas com créditos para toda a espécie de  Finanças para alterar o estatuto dos TOC e o código da Ordem no sentido
       Ç       projectos - muitas vezes baseados em planos de negócio utópicos. Criou-  de não impedir um profissional de aceitar prestar serviços a quem seja de-
                                                                  vedor.
       A       -se a prosperidade aparente baseada num sistema de dívida crescente.
        S      Quando alguém se lembrou de fazer contas e disse que os devedores não  Em causa está um dispositivo legal seguido desde 1999 que impede estes
               tinham dinheiro para pagar as dívidas, o mundo ficou em estado de cho-  técnicos de assumir a responsabilidade pela contabilidade de uma em-
       N.º     que. A espiral tinha tomado conta da situação. Essa é a situação em que  presa sempre que tenham conhecimento de dívidas ao técnico anterior
       107     nos encontramos e esse é o grande problema - que fez surgir o apetite  pela entidade que o contratou.
               cada vez maior pela especulação e que acelerou a crise na zona Euro -
               uma zona artificialmente criada e que, agora, para sobreviver, substitui go-  Este mecanismo, segundo o bastonário da Ordem dos Técnicos de Con-
               vernos eleitos por técnicos escolhidos. O aprofundamento da Democracia,  tas, tem travado o incumprimento perante um universo de mais de 32 mil
               que a Europa era suposta proporcionar, afinal está a cair por terra.”  profissionais, entre 16 mil técnicos que trabalham em sociedades e outros
                                                                  16 mil que trabalham em nome individual. Domingues de Azevedo estima
                           Manuel Falcão, Jornal de Negócios, 25 de Novembro de 2011  dívidas de empresas da ordem dos 35 milhões de euros, tendo em conta
    34          Consolidar para ganhar dimensão global           uma média de incobráveis de 200 mil euros no total de oito mil sociedades
                                                                  de TOC e ainda valores médios de dívidas de 100 mil euros no universo de

               “Para Nelson Brito (director geral do ISLA), não há margem para dúvidas:  16 mil TOC que trabalham em nome individual. A este montante, diz,
                                                                  somam-se mais cerca de 17 milhões, resultantes de dívidas de empresá-
               o ensino superior, em Portugal, terá que passar por um processo de con-  rios em nome individual e profissionais liberais. Contas feitas, as dívidas
               solidação caso pretenda ganhar dimensão global. Isto quer ao nível do nú-  aos TOC ascendem a 52 milhões, montante que para o bastonário justifica
               mero de instituições quer ao nível dos programas. ‘Existem 90 instituições  a existência de mecanismos que impeçam a prestação de serviços quando
               privadas e 40 públicas, em Portugal, para cerca de 40 mil estudantes’, lem-  o cliente é devedor.”
               bra o responsável.”
                                                                                       Diário Económico, 19 de Dezembro de 2011
                                      Vida Económica, 25 de Novembro de 2011
       O
        u       Governo estuda reorganização da rede de ensino superior   O que é que os chineses têm comprado na Europa?
        t
        u      “O Secretário de Estado do Ensino Superior disse ontem que o processo  “Com um investimento em dívida soberana europeia estimado em 800 mil
        b                                                         milhões de dólares, Pequim vira-se agora para as privatizações e lança
        r      de fusão entre as Universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa é ‘um es-
        o      forço interessante’ no contexto da reorganização da rede do ensino supe-  uma ofensiva sobre empresas europeias. Em Portugal, além da China
               rior. João Queiró, que falava numa conferência promovida pelo Conselho  Three Gorges, que foi a grande vencedora na alienação dos 21,35% da
        /      Nacional de Educação, disse que ‘a escassez de recursos torna este de-  EDP (2,7 mil milhões de euros) também a estatal chinesa State Grid con-
               bate [de reorganização da rede do ensino superior] mais urgente’ e ga-  corre à compra da REN, e a petrolífera do Estado Sinopec entrou no capi-
       D                                                          tal da empresa da Galp que explora petróleo no Brasil. As marcas de
        e      rantiu que a questão está a ser estudada pelo Governo.”
        z                                                         grande consumo são as preferidas. Em 2010, a Geely Holding comprou a
        e                            Diário Económico, 29 de Novembro de 2011  Volvo. A sueca Saab passou para as mãos de duas empresas chinesas por
       m                                                          apenas cem milhões de euros. O aumento de aquisições de empresas eu-
        b       China pede reconhecimento do país como economia de mercado   ropeias por capitais chineses é impressionante. As companhias chinesas
        r                                                         investiram 44 mil milhões de dólares em negócios europeus entre 2008 e
        o
               “O presidente chinês, Hu Jintao, pediu ao mundo que reconheça a China  2010, o que lhes permite controlar 118 empresas. Em 2005, o investimento
        2      como economia de mercado e relaxar as restrições à exportação de alta  era inferior a mil milhões de dólares.”
        0      tecnologia, durante o discurso de aniversário da adesão à Organização
        1      Mundial do Comércio (OMC). O presidente salientou que a entrada da      Diário de Notícias, 23 de Dezembro de 2011
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