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nadamente o Professor Sidney Davidson num Doctoral Consortium of the Ainda de acordo com Dull and Tegarden (2005), situando a questão
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American Accounting Association (AAA) ocorrido no ano anterior (1980). O no tempo histórico, pode estabelecer-se as seguintes relações entre as
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livro encontra-se escrito em forma de diálogo entre dois indivíduos, nome- ‘dimensões’ na Contabilidade algumas ‘características’ específicas:
adamente “Alpha” e “Beta”, que discutem entre si, argumentam e contra
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argumentam, com grande profundidade conceptual e filosófica, acerca de Dimensões na Contabilidade Caracterização
inúmeros e importantes temas da “Historical Cost Accounting”, explicitando - “Agriculture Era”
a Racionalidade, a Lógica e os seus Fundamentos que lhe estão subjacen- “Single-Entry” - “Labor Principle Techonology”
tes. Na “Introduction” discute os conceitos de “Cost”, “Causality”, “Entity”, - “Industrial Era”
“Ressources” e “Control”; o que se deve entender por “Control Criteria” e “Double-Entry” - “Professional Management”
por “Recognition Criteria”; e, ainda, os conceitos importantes de - “Income Information Needed for Owners and Creditors”
- “Information Era”
“Quantities”, “Exchanges” e realça os “Three Axioms” básicos da Contabili- - “Computer Dominant Tool”
dade ao Custo Histórico. Nos capítulos seguintes “Alpha” e “Beta” discu- “Triple-Entry” - “Product Life-Cycles Reduced”
tem com profundidade conceptual (e filosófica) os seguintes temas: i) “The - “Rate of Change Is Relevant”
Historical Cost Accounting Model”; ii) “The Historical Cost and Double-Entry - “Organizations Are Not Static”.
Bookkeeping”; iii) “The Historical Cost and Decision Making”; iv) De uma forma resumida, pode dizer que as variáveis do Balanço são
“Aggregation and Allocation”; v) “Historical Cost Income”; vi) “Inflation and variáveis de ‘stock’ (“stock-variables”) e que as variáveis da Demonstração
Price Change”; vii) “Historical Cost and Cash Flow Accounting”; viii) de Resultados são variáveis de ‘fluxo’ (“flow-variables”). Derivando mate-
“Summary and Conclusions”. maticamente as primeiras obtém-se as segundas. Integrando matematica-
Não é possível aqui, por falta de espaço e de propósito, entrar nos mente as segundas obtém-se as primeiras (ver Anexo 2 sobre uma das
detalhes da argumentação que “Alpha” e “Beta” levam a cabo na sua dis- formas possíveis de o fazer). Derivando as variáveis de fluxo (Rendimentos
cussão sobre a Racionalidade (ou Lógica) que se encontra por detrás do e Gastos) corresponde a estabelecer uma segunda derivada em relação às
Modelo do Custo Histórico (em Moeda Nominal). O que se pode dizer ape- “stock-variables” do Balanço. E todas estas derivadas ou integrais têm o
nas e adicionalmente é que é um livro fantástico de ler – quer por estudan- seu significado na Contabilidade e na Gestão e Controlo da Entidade, em
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tes, investigadores ou professores - pelo que se aprende com ele. É um perfeito paralelismo como o que se passa na Matemática , na Física e na
texto fundamental para um defensor do Modelo do Custo Histórico em Economia .
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Moeda Nominal. Proporciona os fundamentos da defesa deste último mo- Ijiri (1988) , escreveu:
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delo face a modelos alternativos de mensuração . O “Summary and Con-
clusions” do livro é digno de especial realce. “Conventional accounting measures wealth W (assets and liabilities) and accounts for its net
change, W(t + 1) − W(t), by means of income ΔW(t), classified into various revenue and expense
III - A“Triple-Entry Accounting” e a “Momentum Accounting”. items. Proposed “momentum accounting” measures income momentum ẃ=dW/dt (time rate at
which income is being earned at a given point in time) and accounts for its net change, ẃ(t + 1)
− ẃ(t), by means of impulses Δẃ(t). Here the impulses, a term borrowed from the momentum-
Parafraseando Mattessich, a “TEMA” constitui porventura a grande impulse principle in mechanics, are classified into various factors, internal or external to the
contribuição de Ijiri para a “Accounting Theory”. enterprise that contributed to the momentum change. If conventional accounting is viewed as
Richard B. Dull e David P. Tegarden , em 2005, em relação à focusing on an odometer of a car, momentum accounting is analogous to focusing on its speedo-
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“Triple Entry/Momentum Accounting” (“TEMA”), escreveram que: meter and attributing the change in its reading to impulses that are judged to be responsible for
the change”.
1 - Quanto à “Triple-Entry Accounting” o progresso das dimensões na
Contabilidade pode ser visualizado do seguinte modo: Esta transcrição é feita a partir do artigo acima citado onde Ijiri pro-
põe “impulse-based managerial goals as a substitute for currently popular
One dimension Two dimensions Three Dimensions income-based managerial goals”, discutindo ainda problemas associados
Triple-Entry com esta última, porquanto ela enfatiza “short-term income achievements”
Accounting stock accounts (assets flow = change in stock change in flows e, em resultado disso, tende a remunerar a gestão da empresa pelo
and liabilities) accounts (revenues and (rate of flow changes) “momentum” criado pelos seus antecessores uma vez que ele
expenses)
(“momentum”) se realiza ou é transformado em rendimento (“income”) pela
2 - Quanto à “Momentum Accounting” importa distinguir entre os conceitos: mera (simples) passagem do tempo (ver no Anexo 4 um extracto do artigo
de Ijiri onde as suas ideias são explanadas com detalhe por ele próprio).
Muitos autores nos últimos quarenta anos desenvolveram doutrinas
Basic component Momentum = dW/dt Force = d 2 W/dt 2 ou teorias visando explorar o potencial estratégico da Contabilidade. Doutri-
Momentum
Accounting Wealth (net value Rate of momentum nas ou teorias que suportassem, portanto, o processo de decisão por parte
of stock accounts) Rate of wealth change change (impulse) dos utilizadores da informação contabilística. Foi nesta senda que Yuji Ijiri,
em 1989, propôs a expansão da contabilidade tradicional para uma estrutu-
_____________________________________ ra dinâmica, denominada “momentum accounting”, a qual se presta a auxili-
89 “Hall of Fame” em 1983, falecido em 2007. ar os gestores no seu processo de decisão.
90 Ijiri (“Alpha”) esclarece que a utilização do ‘formato de diálogo’ que decidiu utilizar para discutir 99
a Racionalidade por detrás da “Historical Cost Accounting” foi inspirada nos artigos publicados Eric Melse (2008) apresentou os dois diagramas/gráficos seguintes
entre 1963 e 1964 por Imre Lakatos, no British Journal of Philosophy of Science, acerca do que resumem o pensamento de Ijiri relativamente à “TEMA” (outra forma
“Euler’s Theorem of Polyhedra”. Recordar que Lakatos é um dos grandes pensadores da Filosofia de apresentar o que Ijiri, no respectivo livro e no artigo reproduzido no
e da Metodologia da Ciência (tal como T. Khun, K. Popper, entre outros nomes importantes). _____________________________________
Recordar ainda que aquele Teorema estabelece que “o número de vértices mais o número de 95 Primeira Derivada, Segunda Derivada, Integral Simples, Integral Duplo, Diferencial, etc.
faces iguala sempre o número de arestas mais 2, em qualquer poliedro”. Recordar, também, que 96 Massa, Velocidade, Aceleração, Momento, Impulso, etc.
muitos filósofos, na antiguidade antes de Cristo, e mesmo depois de Cristo, utilizaram o formato 97 Modelo Gravitacional, por exemplo, utilizado pela primeira por Jan Tinbergen (1969) na Econo-
de Diálogo para expor as suas ideias e doutrinas. Assinala-se apenas Platão (ver, por exemplo, mia. Tinbergen é Prémio Nobel da Economia (1969).
os seus 35 Diálogos) e Santo Agostinho (ver, por exemplo, as suas ‘Confissões’, entre outros). 98 Yuji Ijiri in “Momentum Accounting and Managerial Goals on Impulses”, Management
91 “Alpha”, embora não o esteja claramente expresso, representa o pensamento de Ijiri. “Beta” é Science, Feb 1988, Vol 34, Issue 2, pp 160-66.
uma espécie de “advogado do diabo” (ou, talvez, um “alter ego”), que interroga e contrapõe 99 Eric Melse, "Accounting for trends. Relevance, explanatory and predictive power of the
argumentos aos aduzidos por “Alpha”. framework of triple-entry bookkeeping and momentum accounting of Yuji Ijiri." PhD Disser-
92 Como, por exemplo, o que preconiza os iGAAP’s (IFRS), entre outros. tation, Maastricht University, 2008, ISBN 978-90-902210-5-2. Importa salientar que o professor
93 Professor na Clemson University e admirador da obra de Ijiri. Eric Melse é um dos grandes especialistas na obra de Yuji Ijiri (um dos grandes admiradores e
94 Professor na Virginia Technology University e admirador da obra de Ijiri. seguidores de Ijiri).

