Page 16 - rcf132_133_Neat
P. 16
16
onalização, organizando-as em cinco dimensões:
Conforme se constata na prática, uma das motiva-
ções que recolhe maior protagonismo é o acesso a um • Motivações endógenas que se relacionam com a
maior potencial de vendas. Neste caso, o tamanho limi- necessidade de crescimento da empresa, com o
tado do mercado doméstico pode surgir como catalisa- aproveitamento da capacidade produtiva disponí-
dor, sendo a expansão para mercados externos uma vel, com a obtenção de economias de escala,
forma de crescer e de tirar maior partido de vantagens com a exploração de competências, com a diver-
competitivas. sificação de riscos, etc..;
Igualmente a pressão da concorrência, nomeada- • Motivações inerentes às caraterísticas dos merca-
mente, da estrangeira, potenciado por uma diminuição dos, ou seja, motivações relacionadas com a ne-
das barreiras ao comércio internacional e pelo desenvol- cessidade de ultrapassar um mercado doméstico
vimento tenológico, pode conduzir a que as empresas se limitado ou motivações impulsionadas pela perce-
internacionalizem. ção de dinamismo dos mercados externos;
Conforme refere Costa e Carvalho (2016), existem • Motivações relacionais, referentes à necessidade
muitas motivações. Os autores referem como os mais de resposta a concorrentes ou de acompanha-
apontados “a procura de um mercado maior, a saturação mento de clientes ou a abordagens efetuadas por
do mercado doméstico e a fuga à pressão competitiva”. empresas estrangeiras;
Igualmente referem outras motivações que se passam a
citar: • Motivações relacionadas com incentivos governa-
mentais, tais como apoios governamentais do pa-
• A aprendizagem em mercados mais sofisticados. ís de origem ou acolhimento;
É o caso de algumas startups que participam em
programas de aceleração fora do mercado do- • Motivações relacionadas com o acesso a recursos
méstico; no exterior, nomeadamente a possível obtenção de
custos de produção mais baixos no exterior ou o
• Economias de escala proporcionadas por um mer- acesso a conhecimentos tenológicos, entre outros
cado mais vasto. Estas economias de escala vão
3
além do aspeto produtivo. Podem-se revelar igual-
mente nas políticas de aprovisionamento, na área Bibliografia
comercial e financeira, de um maior poder negoci-
al em relação a clientes e a fornecedores, e, até Aviso nº 06/SI/2015 Sistema de Incentivos
mesmo, junto das instituições financeiras, aquan- “INTERNACIONALIZAÇÃO DAS PME”
do da obtenção de empréstimos;
Almeida, A. (2015), Cidade com perfil- ECOLOGIA UR-
• Economias de localização que levam a que as BANA, LDA, relatório de estágio, APNOR – IPP
empresas localizem as suas operações nos locais Ansoff, I. (1965),Corporate Strategy: An Analysis Ap-
que são mais eficazes para adicionar valor; proach to Business for Growth and Expansion, New York:
McGraw-Hill
• Efeito de experiência conseguido através da rela-
ção da diminuição dos custos e do volume fatura- Banco Pinto & Sotto Mayor (1980), Guia do Exportador,
do. A coordenação de atividades e a cooperação Volumes I e II
entre empresas permite um conhecimento mais
aprofundado da cadeia de valor. Brito, C. & Lorga, S. (1999),Marketing Internacional, Por-
to: Sociedade Portuguesa de Inovação
4
Simões (1997) sintetiza as motivações da internaci-
Dunning, J. (1980),Toward na ecletic theory of interna-
——————————————————————
3 As economias de escala na área produtiva traduzem-se pela redução do custo médio à medida ——————————————————————
que aumenta o número de unidades produzidas 4 Citado por Costa e Carvalho (2016, p. 77)

