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que levaram à necessidade de implementar medidas REFERÊNCIAS
para a evolução da contabilidade e da mentalidade da
população portuguesa. Carqueja, H. O. (2011), ““Mercador Exacto” – primeiro livro,
Algumas das mais relevantes iniciativas tomadas em impresso, em português sobre partidas dobradas”. Revista Portu-
guesa de Contabilidade 4, pp. 609-644.
ordem ao desenvolvimento da contabilidade foram lista-
das no texto. Foi destacado o início do reinado de D. Carvalho, J. M., Rodrigues, L. L. e Craig, R. (2007), “Early cost
José I (1750), a nomeação de Sebastião José de Carva- accounting practices and private ownership: the Silk Factory Com-
lho e Melo (Pombal) como secretário de Estado (1750), pany of Portugal, 1745-1747”. The Accounting Historians Journal
a fundação da Companhia Geral do Grão-Pará e Mara- 34(1), pp. 57-90.
nhão (1755), a criação da Junta do Comércio (1755), a Gomes, D. (2007), Accounting Change in Central Government
fundação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas – the institutionalization of double entry bookkeeping at the Portu-
do Alto Douro (1756), a publicação do primeiro livro por- guese Royal Treasury (1761-1777). Braga: Universidade do Minho;
tuguês de contabilidade, o Mercador Exacto (1758), o Escola de Economia e Gestão. Tese de Doutoramento em Ciências
surgimento da primeira escola pública de contabilidade, Empresariais, especialização em Contabilidade.
a Aula do Comércio (1759), e a fundação da Companhia Gomes, D., Carnegie, G. D. e Rodrigues, L. L. (2008),
Geral de Pernambuco e Paraíba (1759). Também foram “Accounting change in central government: the adoption of double
assinalados os momentos de criação do Erário Régio entry bookkeeping at the Portuguese Royal Treasury (1761)”. Ac-
(1761) e de promulgação de uma importante peça legis- counting, Auditing and Accountability Journal 21(8), pp. 1144-1184.
lativa que veio reservar obrigatoriamente privilégios em Gonçalves, M. (2010a), “Escola de Comércio e memória histó-
termos de saídas profissionais certas para os diploma- rica dos primeiros professores e estudantes de Contabilidade (Parte
dos da Aula do Comércio, a Carta de Lei de 30 de Agos- I)”. Revista da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas 127, pp. 56-
to de 1770. 64.
Gonçalves, M. (2010b), “Escola de Comércio e memória histó-
Na secção relativa ao Marquês de Pombal foi feita rica dos primeiros professores e estudantes de Contabilidade (Parte
uma abordagem ao seu contributo para a contabilidade II)”. Revista da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas 128, pp. 47-
nacional, pretendendo-se realçar a sua importância para 54.
o desenvolvimento do grupo ocupacional dos guarda-
Gonçalves, M. (2013), “Emergência e desenvolvimento da
livros da época. contabilidade por partidas dobradas. Traços gerais de um homem
de negócios da praça de Lisboa: José Francisco da Cruz, tesourei-
Em suma, com este artigo pôde-se constatar que o ro-geral do Erário Régio português, 1761”. Revista Portuguesa de
século XVIII registou vários acontecimentos importantes Contabilidade 3(12), pp. 669-696.
no que diz respeito à profissão de contabilista. Foi notá-
vel o contributo do Marquês de Pombal na organização Gonçalves, M., Lira, M. e Marques, M. C. (2013), “Finanças
e evolução do país, assim como na regulamentação da públicas e contabilidade por partidas dobradas: uma visita guiada
pela literatura sobre as três figuras cimeiras do Erário Régio Portu-
profissão de guarda-livros: por um lado, a Aula do Co- guês, 1761”. Revista Universo Contábil 9(2), pp. 142-173.
mércio, criada por Pombal, foi bastante importante para
a Contabilidade, uma vez que pela primeira vez foi ensi-
nado em Portugal o método das partidas dobradas; por Gonçalves, M. e Marques, M. C. (2011), “A importância do
outro, com a Carta de Lei de 30 de Agosto de 1770, ain- Marquês de Pombal para a profissão de Técnico Oficial de Contas
em Portugal”. Jornal de Contabilidade 406, pp. 4-9.
da na vigência do governo de Pombal, a profissão de
guarda-livros foi regulamentada pela primeira vez e Gonçalves, M. e Ribeiro, S. M. (2015), “Portugal, 1759–1772: a
quem a quisesse exercer tinha de frequentar a referida mão visível? Instituição do sistema educativo estatal, com especial
escola. referência a Pombal e ao ensino da contabilidade”. Revista Universo
Contábil 11(3), pp. 169-189.
Portanto, o século XVIII pode ser considerado o pe- Guimarães, J. C. (2005) (org.), História da Contabilidade em
ríodo no qual radicam as raízes da contabilidade em Portugal – reflexões e homenagens. Lisboa: Áreas Editora.
Portugal, uma conclusão já enfatizada por outros estu-
dos em Portugal, e com a qual o presente contributo Guimarães, J. C. (2009), A Profissão, as Associações e as
também se identifica. Revistas de Contabilidade em Portugal. Porto: Vida Económica.

