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CREDIT SUISSE PERDE
QUASE MIL MILHÕES DE
EUROS NUM SÓ DIA
O Credit Suisse perdeu quase
mil milhões de francos suíços
em apenas uma sessão. O
gigante de Zurique viu a capi-
JAPÃO BATE NOVO RECORDE AO GASTAR 43,2 MIL MILHÕES talização bolsista cair de
DE EUROS PARA SEGURAR IENE 10.328,24 milhões de francos
suíços (10.497,2 milhões de
O Governo japonês já tinha gastado 2,8 biliões de ienes (19 mil euros ao câmbio atual) para
milhões de euros) em setembro, na primeira intervenção monetária 9.369,5 milhões de francos,
a envolver a compra de ienes desde 1998. O Japão gastou 6,3 bili- uma queda de 957,85 milhões
ões de ienes (cerca de 43,2 mil milhões de euros) um novo recorde, de francos suíços (974,42
em várias intervenções, em outubro, para manter o valor da moeda milhões de euros). O banco -
japonesa, o iene, anunciaram as autoridades esta terça-feira. O que se encontra a meio de um
ministro das Finanças japonês, Shunichi Suzuki, em conferência de plano de reestruturação -
imprensa afirmou que "as intervenções às vezes não são anuncia- voltou a renovar mínimos
das imediatamente a seguir, para maximizar o efeito de suavizar históricos pela segunda ses-
flutuações repentinas". são consecutiva, ao tocar os
2,97 francos suíços, tendo,
Lusa, 1 de novembro de 2022 entretanto, terminado o dia a
aliviar, mas, ainda assim, com
uma queda de 4,16% para
3,01 francos suíços. As ações
ELON MUSK, DONO DO TWITTER E DA TESLA, PERDEU MAIS já tombam há dez dias conse-
DE 100 MIL MILHÕES DE DÓLARES (€97 MIL MILHÕES) NUM cutivos, a pior sequência de
ANO perdas desde 2011, tendo só
neste período desvalorizado
Mas, apesar deste "desaire", continua a ser a pessoa mais rica do 27%. Desde o início do ano, o
mundo com um património avaliado em 170 MIL milhões de dólares. banco liderado por Ulrich Koener já perdeu quase dois terços do
Segundo o bloomberg billionaires index, a quebra deve-se à desci- seu valor em bolsa (-65,82%).
da das ações da tesla para mínimos de dois anos e ultrapassa as
perdas sofridas em bolsa por mark zuckerberg, dono da meta. Jornal de Negócios, 28 de novembro de 2022
Expresso, 25 de novembro de 2022
DÍVIDA MUNDIAL CAIU PARA 247% DO PIB EM 2021. É O MAIOR
RECUO ANUAL DOS ÚLTIMOS 70 ANOS
CREDIT SUISSE PREVÊ PERDAS DE €1,5 MIL MILHÕES NO
ÚLTIMO TRIMESTRE O Fundo Monetário Internacional estima que a dívida mundial tenha
encolhido 10 pontos percentuais para 247% do PIB no ano passa-
O Credit Suisse prevê uma perda antes de impostos de até 1,5 mil do. A maior queda deu-se entre as economias avançadas, enquanto
milhões de francos suíços (o equivalente em euros) no quarto tri- os países de baixos rendimentos viram a sua dívida aumentar. Fa-
mestre do ano, devido a um abrandamento no setor, mas particular- mílias e empresas deram maior contributo. A dívida mundial caiu
mente na divisão de gestão de património. Segundo o "Financial para 47% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Em comparação
Times", o banco suíço - que tem passado por uma série de escân- com o ano anterior, o rácio da dívida mundial encolheu 10 pontos
dalos nos últimos anos e se encontra em reestruturação - disse que percentuais em relação ao PIB, o que faz deste o maior recuo anual
a sua unidade de gestão patrimonial vai ter prejuízos, uma vez que dos últimos 70 anos, segundo os dados divulgados esta segunda-
a receita proveniente dos juros foi afetada por depósitos e taxas feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A maior queda anual
mais baixos. "O Credit Suisse começou a registar saídas de depósi- no rácio da dívida mundial, considerando os stocks de dívida públi-
tos e ativos líquidos nas duas primeiras semanas de outubro de ca e dívida privada não-financeira (das famílias e empresas), deu-se
2022 em níveis que excederam substancialmente as taxas no ter- nas economias avançadas. Nessas, a dívida pública e privada caiu
ceiro trimestre de 2022", disse o banco em comunicado. em média 10 pontos percentuais no ano passado, para 292% do
PIB. No caso da dívida das famílias, houve um recuo de 2 pontos
Expresso, 25 de novembro de 2022 percentuais do PIB face ao ano anterior.
Jornal de Negócios, 12 de dezembro de 2022
José Rita Braz Machado autografando um dos seus livros.

