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APPC - TRÊS COMEMORAÇÕES NO INÍCIO A
DA NOVA DÉCADA D
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Carlos Baptista da Costa A
Director da RCF
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Como é sabido, de um ponto de vista matemático, o início de cada década ocorre nos anos que ter- D
minam em um e não nos que terminam em zero, sendo, no entanto, comummente aceite que os anos “re- A
dondos” (2000; 2010; etc.) têm um significado especial associado ao início de cada novo ciclo da D
humanidade. E
Independentemente da maior ou menor relevância de tal peculiaridade, o certo é que no ano em curso
se comemoram três acontecimentos relacionados com a nossa Associação. E
De facto, no passado dia 3 de Março completaram-se 35 anos sobre a data em que foi constituída a As- F
sociação Portuguesa de Contabilistas (APC) actualmente denominada Associação Portuguesa de Peritos I
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Contabilistas (APPC). Sete meses mais tarde foi publicado o número zero da Revista da APC. Finalmente,
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mas não menos importante, os leitores têm nas suas mãos o número 100 da Revista de Contabilidade e Fi- N
nanças (RCF) sucessora da Revista anteriormente mencionada. Ç
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Embora a APPC tenha sido formalmente constituída em 1975, o certo é que, desde o início da década
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de quarenta do século passado, os contabilistas diplomados pelos Institutos Comerciais e pelo Instituto Téc-
nico-Militar dos Pupilos do Exército se batiam pela constituição de um organismo (sindicato ou associa- N.º
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ção) que os representasse, o que, porém, não foi possível de concretização devido ao regime político então
vigente no nosso país.
Para “contornar” a situação, foi criada, em 1945, a Sociedade Portuguesa de Contabilidade (não for-
malmente extinta mas inactiva há longos anos), considerada um organismo de tipo cultural, até que, com
a chegada da Revolução de Abril o projecto APPC conheceu finalmente a luz do dia.
Ao longo dos seus trinta e cinco anos de vida, a APPC sempre pugnou pelo desenvolvimento da Conta-
bilidade no nosso país sobretudo em dois campos fundamentais: o do seu ensino e o da sua normalização. 5
Relativamente ao primeiro, lembramos os importantes contributos que foram dados não só para a con-
versão dos Institutos Comerciais em Institutos Superiores de Contabilidade e Administração como, também
e sobretudo, para a implementação dos planos de curso de bacharelato, licenciatura e mestrado que foram
sendo criados desde 1976, contributos esses que foram dados directamente pela APPC ou, de forma indi-
recta, através de alguns dos seus membros.
No que se refere à normalização, não podemos deixar passar em claro o facto de a nossa Associação
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ter pertencido, ininterruptamente, à Comissão de Normalização Contabilística (CNC), desde o início do
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seu funcionamento (em 1975) e até meados do ano passado, tendo os seus representantes sempre dado o n
melhor do seu saber e dedicação em prol dos trabalhos por ela desenvolvidos. Entretanto, infelizmente, o e
legislador entendeu (certamente mal aconselhado) que a APPC, sendo uma associação de inscrição livre, i
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não deveria mais fazer parte da CNC.
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Estreitamente ligada à APPC encontra-se a RCF – divulga publicamente as principais tomadas de po- /
sição, publicando artigos de diversos autores nacionais e estrangeiros sobre temas de contabilidade e ma- M
térias afins – que agora deu à estampa o marcante número 100, numa edição comemorativa com 52 páginas. a
Se, como esperamos, a RCF continuar a publicar-se no final de cada trimestre, o número 200 será pu- r
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blicado em 2035. Certamente que a grande maioria dos membros do actual Conselho Consultivo-Redac-
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torial já não terá possibilidade de o apreciar, apesar de ser esse o seu desejo! Mas, decerto que novos e
jovens membros da APPC tomarão nas suas mãos a responsabilidade de garantir a continuidade deste 2
acervo técnico-científico que tão grandes e importantes contributos tem dado à Contabilidade no nosso país 0
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ao longo das últimas três décadas e meia.
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