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Editorial R
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REGRESSO À ORIGEM A
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Carlos Baptista da Costa
Director da RCF
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Na sequência das duas assembleias gerais regionais (Norte e Sul) que ocorreram em Abril, reali- T
zou-se no Porto no passado dia 18 de Maio a assembleia geral extraordinária nacional da nossa Asso- A
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ciação na qual foram aprovados os seus novos estatutos cuja alteração mais significativa é a mudança I
da denominação de Associação Portuguesa de Peritos Contabilistas para Associação Portuguesa de L
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Contabilistas. Como consequência, a respectiva escritura foi celebrada cinco dias depois num cartório
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notarial daquela cidade. A
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Trata-se pois de um regresso à origem da denominação da nossa Associação que, como se sabe, foi
constituída em 3 de Março de 1975. E
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A decisão agora tomada prende-se com o facto de, quer a nível nacional quer a nível internacional, I
a palavra Contabilista continuar a ser a mais adoptada para referenciar a profissão em que nos inseri- N
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mos. É o caso, por exemplo, da Classificação Portuguesa das Profissões de 2010, recentemente divul- N
gada pelo Instituto Nacional de Estatística, a qual foi elaborada com base na Classificação Internacional Ç
Tipo de Profissões aprovada em 2008 pela Organização Internacional do Trabalho. A
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Relembramos que a Lei nº 2.025, de 19 de Junho de 1947, que promulgou a reforma do ensino téc- N.º
nico profissional, estabelecia na sua Base XV que “os diplomados (com o curso de Contabilista) pelos 105
institutos comerciais têm o direito de usar o título profissional de contabilista”.
Naquela época existiam apenas dois institutos comerciais (IC), um em Lisboa e outro no Porto (que
eram considerados estabelecimentos de ensino técnico médio comercial) e o Instituto dos Pupilos do
Exército, onde se ministrava o curso de Contabilista equiparado ao dos IC. Na sequência da Revolução
de 25 de Abril e da conversão, em 1976, dos IC em institutos superiores de contabilidade e adminis-
tração, foram criadas inúmeras escolas superiores onde se lecciona, como área fulcral, a Contabilidade 3
e matérias afins. Para que se tenha uma ideia desta realidade, no presente ano lectivo existem 27 cur-
sos em universidades e politécnicos, quer públicos quer privados, em que na respectiva denominação
surge a palavra Contabilidade: 12 no 1º ciclo (licenciatura); outros 12 no 2º ciclo (mestrado) e 3 no 3º
ciclo (doutoramento).
Sendo certo que, quando concluírem os seus estudos, todos os diplomados vão com certeza exercer
diferentes actividades profissionais, o certo é que o seu denominador comum é a Contabilidade. Como A
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muito bem refere o Conselho Geral da ex-APPC na circular que enviou aos membros em Abril último r
e que transcrevemos integralmente na página 29, “os contabilistas têm em comum uma formação i
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académica com conteúdos semelhantes e um conhecimento teórico e prático da Contabilidade domi-
nante para o desempenho profissional, qualquer que ele seja. O que distingue os contabilistas de quais- /
quer outros profissionais é a utilização da Contabilidade como elemento essencial, independentemente J
do tipo de tarefas que desempenham no exercício profissional, embora também utilizem conhecimen- u
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tos de outras áreas com carácter complementar. A Contabilidade é o campo central do conhecimento e h
será o elemento identificador dos membros da Associação Portuguesa de Contabilistas.” o
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Fazemos pois votos que a Associação Portuguesa de Contabilistas continue a desempenhar um 0
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papel idêntico, ou se possível ainda melhor, ao que foi desenvolvido ao longo dos últimos 36 anos. 1

