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R       normativos, utilitários ou coercivos, permitindo neste sen-  tes, é pouco provável que sejam capazes de terem pla-
       E       tido impor a sua preponderância na relação; a legitimi-  nos de prevenção e preparação de crises, ou inclusive,
       V       dade, quando a percepção de uma determinada acção,  serem capazes de reagir a um fenómeno de crise. Para
        I      se enquadra num sistema social de normas, valores e  estes autores, a cultura organizacional é um meio deter-
        S
       T       crenças; a urgência, quando percepcionada no sentido  minante que uma organização possui para responder
       A       imediato e de carácter imperativo.                 com eficácia a uma crise.
       D       Com base na co-ocorrência destes três atributos, os au-  Alguma da literatura recente sobre a eficácia do líder de
       E       tores definem ainda a classificação e hierarquização dos  crises, define alguma das competências necessárias que
               stakeholders, em três grandes grupos, determinantes na  este deve possuir. Neste sentido, Wooten e James (2008)
       C       definição de poder que eles apresentam para a organi-  avançam que não basta gerir uma crise, sem que a ges-
       O
       N       zação: os latentes, expectantes e actuantes, respectiva-  tão da mesma não seja afecta a uma série de compe-
       T       mente os detentores de um, de dois e de três atributos.   tências,  durante  as  várias  fases  da  crise. Para  estes
       A                                                          investigadores, a efectiva gestão duma crise, e portanto
       B       Estes três grupos de stakeholders, são ainda subdividi-  o seu sucesso, é dependente dos comportamentos de li-
        I      dos em classes de importância, sendo que para o grupo  derança, no sentido em que são determinantes na ca-
       L       dos latentes, temos os adormecidos, os que têm so-  pacidade  de  motivar  os  restantes  membros  a
        I      mente poder, os discricionários que só têm legitimidade  empenharem-se na aquisição de conhecimentos, e na
       D
       A       e os exigentes que só têm urgência.                formulação de estratégias para resolver a crise.
       D
       E       A classe dos expectantes está subdividida nos domi-  Assim, para os autores, a importância deste facto, é tal,
               nantes, os que têm poder e legitimidade, os dependen-  que para a liderança de uma crise é exigível ao gestor,
       E       tes os que têm urgência e legitimidade, e os perigosos,  uma série de competências integradas, proficiência, pe-
               aqueles que têm poder e urgência mas são desprovidos  culiaridade e engenho, que lhe permitem planear, res-
        F      de legitimidade.                                   ponder e aprender, durante uma situação de crise.
        I
       N
       A       Por fim, a classe dos actuantes, os que detêm os três  Na sua forma, mais ambiciosa, o gestor de crise, deve
       N       atributos.                                         conduzir o processo, de tal modo, que a empresa se en-
       Ç                                                          contre em melhores condições depois da crise, do que
       A       Na Tabela 1, mostra-se uma síntese da classificação, hie-  quando ela começou. Neste contexto, os autores apre-
        S      rarquia, atributos e respectiva importância dos diferen-  sentam um modelo de competências, representado na
               tes stakeholders.                                  Figura 5, constituído por cinco fases: (a) detecção da
       N.º
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                                                                  danos, (d) recuperação, e (e) aprendizagem e reflexão.









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               Resta no entanto referir, que os autores salientam, que
               a relevância, e por conseguinte a importância, aumenta
               à medida que estão presentes mais atributos nos stake-  Na primeira fase, a detecção, requer que o gestor esteja
               holders, com maior predomínio nos actuantes e menor  sensibilizado  para  os  primeiros  sinais  de  aviso,  que
               nos latentes. Porém, é certo, que mesmo que a relevân-  anunciam a possibilidade de existência duma crise. Na
               cia seja grande, nem todos os stakeholders actuarão em  segunda fase, prevenção e preparação, é esperado que
       A
        b      conformidade com o estatuto que detêm, e que face à  o gestor se tenha prevenido e preparado para a ocor-
        r      crise e aos interesses envolvidos, poderão assumir de-  rência. Na terceira, está implícito a contenção de danos,
        i      terminados papéis dinâmicos e autónomos.           mantendo que a crise não alastre a outras partes da or-
        l                                                         ganização e à sua envolvente. Durante a fase de recu-
                                                                  peração, o gestor, é responsável pela implementação de
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               6.  GESTÃO E LIDERANÇA DE CRISE NAS EMPRESAS       planos de curto e longo prazo que ajudem à retoma das
        J                                                         operações da empresa. Finalmente, na quinta fase, o
        u      Para Pearson e Clair (1998), a gestão de crise é uma ten-  gestor deve implementar acções de formação e reflexão,
        n
        h      tativa sistemática que os líderes organizacionais têm  retiradas das lições que aprendeu durante o processo de
        o      com os seus stakeholders, para evitar a ocorrência duma  crise.
               crise, ou para efectivamente gerirem aquelas que ocor-
        2      rem. Neste sentido, avançam que as organizações cujos  Ainda, segundo estes autores, deve ter-se sempre em
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        1      líderes não percepcionam as vulnerabilidades existen-  consideração que na liderança e gestão de uma crise, o
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