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que está essencialmente em causa são as realidades  que  afectam  as  organizações  e  as  empresas,  assim  R
         objectivas orientadas pelas expectativas dos stakehol-  como actuar, proactivamente, sobre os riscos inerentes  E
         ders em relação ao que esperam das acções dos res-  às actividades organizacionais que se podem tornar cau-  V
         ponsáveis, para fazer face ao problema gerador da crise.  sas desses fenómenos.                         I
                                                                                                                S
                                                                                                                T
         Deste modo torna-se importante que uma empresa ava-  Neste contexto, o sistema de governação de uma em-  A
         lie o seu grau de eficácia no caminho da excelência de  presa,  assume  especial  importância,  para  que  esta
         uma oferta credível, pois, quem quiser sobreviver, deve  possa responder aos desafios e reptos que demandam  D
         fornecer  o  produto  ou  serviços  adequados,  ao  preço  dos seus stakeholders, pelo que, o grande objectivo da  E
         certo, utilizar de maneira correcta os recursos materiais
                                                           gestão de crise é verificar se o presente tem condições
         e humanos, proporcionar benefícios à sociedade, às em-                                                 C
                                                           para preparar o futuro.
         presas e, de uma forma geral, à comunidade.                                                            O
                                                                                                                N
         Se o produto ou serviço a prestar for rejeitado pelo am-                                               T
         biente onde se insere, de tal forma que os clientes ou uti-                                            A
                                                           8.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS                       B
         lizadores, actuais ou futuros, procurem outros meios de                                                 I
         satisfazer as suas necessidades, ou quando a empresa                                                   L
         começa a gastar mais do que as suas receitas o per-                                                     I
                                                           Caetano, J., Vasconcelos, M. & Vasconcelos, P. (2006).
         mitem, a crise provocada pode tornar-se insustentável e                                                D
         a empresa deixa de existir.                       Gestão de Crise. Lisboa: Editorial Presença.         A
                                                                                                                D
         Em todas as crises, identificadas como tal, a influência  Freixo, M. (2006). Teorias e modelos de comunicação.  E
         do ambiente externo e interno é determinante para o seu  Lisboa: Instituto Piaget.
         agravamento ou a sua resolução.                                                                        E
                                                           González-Herrero, A. & Pratt, C. (1996). An integrated
         O ambiente externo é constituído pelos participantes do                                                F
                                                           symmetrical model for crisis-communications manage-
         ambiente sociopolítico do conjunto das empresas, afec-  ment. Journal of Public Relations Research, 8(2), 79-  I
         tado pelo conjunto de normas de comportamento social                                                   N
                                                           105.                                                 A
         que lhes possibilita a prossecução da sua actividade com                                               N
         sucesso. O ambiente interno caracteriza-se por nele se                                                 Ç
         desenvolver uma série de actividades que consomem re-  Lerbinger, O. (1997). The crisis manager: facing risk and  A
         cursos e geram serviços. Uma acção correcta ou incor-  responsibility. Philadelphia, PA: Erlbaum.      S
         recta dos responsáveis pela gestão da organização tem,
         inevitavelmente, reflexos nas relações ambientais. Qual-  Mendes, A., Pereira, F., Cunha, Miguel., Soares, J., San-  N.º
         quer que seja a organização necessita de conseguir e  tos,  R.,  Pimentel,  I.  &  Melo,  H.   (2006).  Crises  de  105
         manter a aprovação dos participantes que influem no  ameaças a oportunidades: Gestão estratégica de co-
         ambiente sociopolítico, para o desenvolvimento das suas  municação de crises. Lisboa: Edições Sílabo.
         actividades e obtenção de bons resultados isto porque
         gerir é, sobretudo, decidir o que fazer da incerteza.
                                                           Norsa, L. (2003). Preparar-se para enfrentar o imprevisto.
                                                           Em J. Martins Lampreia, Gestão de crise: Uma perspec-
                                                           tiva europeia. Lisboa: Hugin Editores.
         7.  CONCLUSÃO
                                                           Pearson, C. & Clair, J. (1998). Reframing crisis manage-  9
         Da interacção entre as organizações e seus stakehol-
                                                           ment. Academy of Management Review, 23(1), 59-76.
         ders, durante uma crise poderão resultar danos opera-
         cionais, financeiros e reputacionais, em consequência
         das decisões tomadas. As preocupações sobre as con-  Pearson, C. & Mitroff, I. (1993). From crisis prone to cri-
         sequências tangíveis (materiais e financeiras) e intangí-  sis prepared: A framework for crisis management. Acad-
         veis (credibilidade e reputação), obrigam os gestores de  emy of Management Executive, 7, 48-59.
         crises a optar por estratégia e procedimentos de res-
         posta às crises mais adequadas a cada tipo de crise.  Stephens, K., Malone, P. & Bailey, C. (2005). Communi-
                                                           cating with stakeholders during a crisis: Evaluating mes-
                                                                                                                A
         Um dos objectivos específicos deste artigo, era eviden-  sage strategies. Journal of Business Communication, 42:  b
         ciar a gestão de crise, como um conjunto de processos  390-419.                                         r
         que visa o controlo dos fenómenos de crise. Para uma li-                                                i
                                                                                                                 l
         derança eficaz de uma crise, são exigíveis novas capa-  Ulmer, R. (2001). Effective crisis management through
         cidades dos líderes organizacionais, pelo que se deve  established stakeholder relationships: Malden Mills as a  /
         ter em consideração, que na sua gestão e liderança, o  case study. Management Communication Quarterly, 14,
                                                                                                                 J
         que está sempre em causa são as realidades objectivas,  590-615.                                       u
         marcadas pelas expectativas dos stakeholders em rela-                                                  n
         ção ao que esperam das acções dos líderes, para fazer                                                  h
                                                           Wooten, L. & James, E. (2008). Linking crisis manage-
         face aos problemas gerados pelas crises.                                                               o
                                                           ment and leadership competencies: The role of human
                                                           resource development. Advances in Developing Human    2
         Podemos concluir que a gestão de crise visa diminuir,                                                   0
                                                           Resources, 10, 352-379.
         controlar e eliminar os efeitos dos fenómenos de crises                                                 1
                                                                                                                 1
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