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ministração fiscal, etc.) como também, e sobretudo, pelas as-  Relativamente à primeira, que conheço melhor, a ideia da sua  R
        serções que estão subjacentes a tais documentos.   criação remonta aos anos 40 do século passado e ganhou  E
                                                           um novo fôlego nos finais dos anos 60 quando se tentou criar  V
        Isto não significa, obviamente, que as empresas não tenham
                                                           um Sindicato que defendesse os interesses dos Contabilistas  I
        de ter nos seus próprios quadros (ou socorrendo-se de pro-  diplomados pelos Institutos Comerciais, e que julgo não se ter  S
        fissionais liberais ou de empresas de prestação de serviços)                                            T
                                                           concretizado por entretanto ter ocorrido o 25 de Abril. Foi tal
        um ou mais profissionais que assegurem quer a preparação                                                A
                                                           grupo de pessoas que ajudou a constituir, em 1975, a APC
        e a tempestiva divulgação da informação contabilística, fi-  (hoje APPC) a qual participou activamente em diversas ac-
        nanceira, fiscal, laboral, etc., quer o cumprimento das ineren-                                         D
                                                           ções, das quais saliento: a reforma do ensino da Contabili-
        tes obrigações legais.                                                                                  E
                                                           dade,  quer  a  nível  secundário  quer  a  nível  superior;  a
        Face ao referido, a questão que tenho colocado a mim próprio  regulamentação da actividade de ROC; a normalização con-  C
        é a de saber se a profissão de Contabilista deve ser regulada  tabilística e a regulamentação da actividade de TOC.  O
        tal como é a de Auditor. Em Portugal, o legislador entendeu re-  Face ao seu historial, e sendo um organismo independente  N
        gulamentar a actividade de TOC o que, conforme já referi, é  em relação aos poderes políticos e económicos, a APPC tem  T
        uma originalidade a nível da União Europeia. Entendo pois  pois todas as condições e massa crítica para ajudar ao de-  A
        que, tal como existe noutros países, os Contabilistas deviam  senvolvimento harmonioso da Contabilidade no nosso país.  B
                                                                                                                 I
        exercer a sua profissão depois de serem admitidos em asso-                                              L
        ciações de sua livre escolha, mas obviamente sujeitas a rigo-                                            I
        rosos critérios de constituição, admissão e auto regulação.  O Professor e a APPC têm sido críticos relativamente à  D
                                                           actual estrutura da Comissão Executiva e do Conselho  A
                                                           Geral da Comissão de Normalização Contabilística (CNC).  D
                                                           Porquê?                                              E
        Ainda sobre a designação da profissão de contabilista em
        Portugal,  a  APPC  alterou  a  sua  denominação  substi-  Penso que não são só a APPC e eu que temos sido críticos  E
        tuindo a palavra “Contabilistas” por “Peritos Contabilis-  relativamente à actual estrutura da CNC. Muitas outras enti-
        tas”. Quais as razões dessa mutação?               dades o têm feito. Por exemplo, o antigo Secretário de Estado  F
                                                           dos Assuntos Fiscais, Dr. Rogério Manuel Fernandes Ferreira,  I
        Efectivamente a APC alterou, em Dezembro de 1997, a sua
                                                           afirmou há tempos existir “falta de democraticidade na (ac-  N
        designação para APPC. Devo dizer que na altura expressei                                                A
        algumas dúvidas quanto às vantagens de se adoptar uma  tual) composição da CNC”. De entre as críticas que aponto,  N
                                                           ressalto as seguintes: reforço da ingerência do Estado na
        nova denominação embora reconheça que em vários países                                                  Ç
        europeus se utiliza expressões equivalentes (que se podem  CNC; exclusão de associações de profissionais da Contabili-  A
                                                           dade; muito insuficiente representação das escolas superio-
        traduzir por “perito contabilista”) para designar o profissional                                        S
                                                           res de Contabilidade e inclusão de membros que nada têm a
        equiparável ao que em Portugal é responsável pela informa-
        ção contabilística e que possui formação académica de nível  ver com a normalização contabilística.     N.º
        superior. Contudo, por outro lado, o significado da palavra “pe-                                       105
        rito” aproxima mais aquela designação da de auditor, ou seja
                                                           Como membro da Associação de Docentes de Contabili-
        aquele que examina as demonstrações financeiras e a infor-
                                                           dade do Ensino Superior (ADCES), como analisa a sua
        mação contabilística em geral.
                                                           actual situação de impasse?
        Penso que nada impede que este seja um assunto a ser cui-  É simplesmente lamentável o que se passa com a ADCES,
        dadosamente revisto no futuro.
                                                           que é uma associação constituída em 1994 e que tem como
                                                           objectivo contribuir para o desenvolvimento da Contabilidade,
                                                           através não só da difusão e intercâmbio de conhecimentos e  13
                                                           experiências mas também a nível da investigação.
        A profissão de “Perito Contabilista” em Portugal não tem
        um estatuto profissional próprio, como, por exemplo, os  A actual Direcção, que foi eleita há dois anos, não realizou
        TOC e os ROC, sendo que estes poderão desempenhar  qualquer actividade nem prestou contas aos seus associa-
        essas funções no âmbito dos respectivos estatutos. Qual  dos, o que é muito grave. Custa-me a entender como é que
        a sua visão sobre esta problemática?               professores de Contabilidade que se apresentam disponíveis
                                                           para integrar uma lista para dirigir os destinos da sua Asso-
        Como já referi, e exceptuando o caso concreto dos ROC (Au-
                                                           ciação a abandonam logo de seguida. Faz-me lembrar o que
        ditores) pelas razões aduzidas e também pelo facto de os
        seus relatórios serem dotados de fé pública, não defendo a re-  se passou há alguns anos com a vetusta Sociedade Portu-
                                                           guesa de Contabilidade. Infelizmente estes são exemplos
        gulação da profissão de Contabilista, ou de Perito Contabi-                                             A
        lista como está na pergunta. Daí o considerar que tal profissão  (não tão poucos como se possa pensar) de cidadãos que só  b
                                                           estão disponíveis para trabalhar em prol da comunidade em  r
        não tenha um estatuto profissional próprio se este for enten-
                                                           que se inserem quando vêem nisso vantagens imediatas e  i
        dido como sinónimo de um estatuto aprovado pelo Governo                                                  l
        através de legislação específica.                  pessoais.
                                                                                                                /
        Em Portugal existem, pelo menos, duas associações que,
                                                                                                                 J
        através de inscrição livre, integram no seu seio profissionais                                          u
        que se dedicam à preparação de informação contabilística.  _______________________________              n
        São elas a APPC (criada em 1975) e a APOTEC – Associa-  Nota do Conselho Consultivo-Redactorial da RCF: O entrevistado  h
        ção Portuguesa de Técnicos de Contabilidade (criada em                                                  o
                                                           informou-nos que a segunda frase da resposta à 10ª pergunta deve
        1977). Quer uma, quer outra, têm prestado relevantes servi-  ter a seguinte redacção: “E note-se que, por via dos actuais limites  2
        ços à Contabilidade e, no caso da segunda, também à Fis-  legais de micro e de pequenas entidades, o SNC ‘integral’ vai aplicar-  0
        calidade.                                          se, presumo, a menos de 5% das empresas portuguesas.”  1
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