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organismo passa sequencialmente pelas fases de nas-  esses grupos e indivíduos. A sua teoria sugere que se  R
         cimento, crescimento, maturidade, e declínio ou morte,  uma organização quer ter sucesso, deve prestar toda a  E
         representadas na Figura 1. O ciclo de vida de crise, pode  atenção aos seus stakeholders e expandir a sua opinião  V
         ser usado para antecipar resultados esperados em cada  de relacionamentos críticos. Freeman, refere que se uma  I
                                                                                                                S
         fase do ciclo.                                    organização negligencia um grupo de stakeholders, este  T
                                                           grupo pode ter a capacidade para produzir um impacto  A
                                                           negativo sobre a organização.
                                                                                                                D
                                                           De acordo, com a responsabilidade que é atribuída a  E
                                                           uma organização, pelos seus stakeholders, ela tem de
                                                           responder ao fenómeno, no sentido de corresponder às  C
                                                                                                                O
                                                           expectativas societais que sobre elas são geradas. Inte-  N
                                                           ressa pois, identificar os stakeholders duma organiza-  T
                                                           ção,  que  de  acordo  com  Stephens  et  al.  (2005),  e  A
                                                           conforme a Figura 3 nos mostra, são os mais relevantes.  B
                                                                                                                 I
                                                                                                                L
                                                                                                                 I
                                                                                                                D
                                                                                                                A
                                                                                                                D
         Comparativamente  ao  modelo  biológico  sugerem  um                                                   E
         processo proactivo, baseado num modelo simétrico de
         gestão de crise, representado na Figura 2, constituído                                                 E
         por quatro fases principais: (a) gestão de assuntos, (b)
         planeamento/prevenção, (c) crise), e (d) pós-crise.                                                    F
                                                                                                                 I
                                                                                                                N
                                                           Conforme se pode verificar na Figura 4, Pearson e Mi-  A
                                                           trof (1993), alertam porém, que estes mesmos stake-  N
                                                           holders podem, no  entanto,  face  à  crise  e  aos  seus  Ç
                                                           interesses envolvidos, assumir determinados papéis e  A
                                                           atitudes.                                            S
                                                                                                                N.º
                                                                                                               105





          Fonte: Gonzalez-Herrero e Pra
 (1996, p. 90)

         Neste modelo, durante a fase de pré-crise, a gestão deve
         monitorizar no seu meio envolvente, assuntos emergentes
         que a podem afectar no futuro, recolher dados sobre as-                                                7
         suntos problemáticos e realizar a sua avaliação, desenvol-  Na resposta a uma crise, as empresas precisam de re-
         ver estratégias de comunicação com os seus públicos, e  conhecer que um amplo número dos seus stakeholders,
         concentrar esforços na prevenção de ocorrência de uma  incluindo clientes, concorrentes, e outros membros do
         crise. Em paralelo, com a gestão de assuntos, deve pro-  seu meio envolvente, tanto interno como externo, podem
         ceder-se a processos de planeamento que estruturem a  ser afectados. Dependendo do contexto ou da situação,
         prevenção efectuada na fase de pré-crise. Na ocorrência  as empresas devem identificar todos os stakeholders en-
         duma crise, a gestão deve assumir um cariz reactivo, res-  volvidos, especialmente porque uma crise ou ameaça,
         pondendo às características da situação e aos públicos en-  pode expandir-se a um número proeminente dos mes-
                                                                                                                A
         volvidos; na fase subsequente à crise, deve optar-se por  mos.
                                                                                                                b
         um período de aprendizagem e avaliação, realimentando o                                                 r
         sistema de um modo proactivo, fazendo assim reiniciar o                                                 i
         processo de gestão de assuntos.                   5.  PODERES E ATRIBUTOS DOS STAKEHOLDERS              l
                                                                                                                /
                                                           Mitchell, Agle e Wood (1997), citados por Mendes et al.
         4.  IDENTIFICAÇÃO DOS STAKEHOLDERS                (2006), propuseram uma forma de identificar e definir a  J
                                                           notabilidade dos stakeholders, ou seja, o modo de defi-  u
                                                                                                                n
         A teoria de stakeholder de Freeman (1984), e Freeman  nir o princípio da relevância dos mesmos. De acordo com  h
         e Gilbert (1987), citados por Ulmer (2001), relaciona-se  estes autores, um stakeholder, possui relativamente a  o
         primariamente com a forma como os indivíduos e gru-  uma organização, um conjunto de atributos estratégicos,
                                                                                                                 2
         pos afectam uma organização, e o comportamento to-  tais como, poder, legitimidade e urgência. Quanto ao
                                                                                                                 0
         mado pelos responsáveis da organização, em resposta a  poder, este assume-se através da acessibilidade a meios  1
                                                                                                                 1
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