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A determinação do pricing referido no quadro por “m”. O risco de incumprimento
específico é dado pela probabilidade de incumprimento
Um importante elemento no processo de gestão do (PD) que será tratada adiante.
crédito é o seu pricing (preço). Este deve incluir ajusta-
mentos que reflitam o risco de crédito e/ou risco de in- Ao somatório destas duas componentes designa-se
cumprimento do devedor, bem como as comissões e os “total retorno de juros (j)”
colaterais que são utilizados para garantir o crédito.
A este total retorno de juros há que acrescentar uma
Em termos gerais, as componentes que devem estar componente relativa aos serviços de processamento
implícitas no seu pricing são os seguintes: (serviços administrativos e outros) pela solicitação do
crédito e seu acompanhamento e controlo. Esta comis-
• A taxa de juro do crédito; são de processamento é designada pela letra “p”.
• Comissões;
• Prémio de risco de crédito; Finalmente, uma última componente tem a ver com
• Colaterais; a margem de segurança da tesouraria (t) que se refere à
• Outras componentes, tais como, depósitos com- percentagem do montante obtido que não é aplicado no
pensatórios ou reservas obrigatórias cliente. Pode acontecer, por razões contratuais, que par-
te dos fundos obtidos sejam aplicados ou retidos noutros
A base sobre o qual se baseia a taxa de juro do cré- tipos de operações que muitas vezes não geram retorno.
dito tem a ver com o custo da obtenção dos fundos. Este O caso paradigmático são as reservas de caixa, em que
custo deve ser obtido através da média ponderada das uma percentagem dos depósitos que os bancos obtêm
taxas de obtenção dos fundos ou da sua taxa marginal. ficam retidos no Banco de Portugal. Outra situação seri-
am os depósitos compensatórios que a empresa teria de
Concretamente, qualquer crédito concedido é um efetuar na instituição onde obteve os fundos.
ativo, logo uma aplicação de fundos, deve ser sustenta-
do por um passivo ou capital próprio, logo uma origem Tem-se, assim, a fórmula geral para a determinação
de fundos (funding). do pricing de crédito sem risco específico (k)
(BR+m)+p
Na lógica de ser um crédito de curto prazo, o fun- K =
ding deve provir de origens de curto prazo, tais como 1-t
financiamento bancário de curto prazo ou operações de Caso de aplicação
tesouraria de sócios. Por uma questão de conservado-
rismo, podem-se também considerar fundos com maturi- Quadro 1 – formação do pricing sem risco específico
dade diferente, tais como empréstimos bancários de
médio longo prazo, bem como capitais próprios. taxa base - funding (BR) 4,00%
prémio risco crédito geral (m) 1,50%
Relativamente ao processo de cálculo pode-se efe- total retorno juros (j) 5,50%
tuar através de uma média de todos os fundos obtidos, comissões de processamento (p) 0,50%
ou, se possível, através de alocação de fundos específi-
cos a um crédito particular (ótica marginalista). Esta taxa Total 6,00%
é designada no quadro à frente por “BR” margem de segurança da tesouraria (t) 3,00%
pricing do crédito sem risco de crédito específico (k) 6,19%
A esta taxa deve acrescentar-se o prémio de risco
de crédito. Tradicionalmente este prémio diz respeito ao Em que:
acrescento que quem concede crédito deve usufruir, (4,00%+1,50%)+0,50%
relativamente à base de obtenção dos fundos. Encontra- K = = 6,19%
1-3,00%
se ligada aos clientes de baixo risco que geralmente têm
pouco ou nulo risco de incumprimento. Este prémio tem O significado dos 6,19% é que se trata do pricing a
particular importância nos créditos de longo prazo e é conceder aos melhores clientes, isto é, sem ou com uma

