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probabilidade de incumprimento (PD) muito baixa. Trata- primento. São um substituto direto para o risco de pré-
se de uma taxa prometida, que o credor e o devedor mio aquando da concessão do crédito.
acordaram.
Então qual o prémio de risco de crédito específico
Esta taxa prometida difere contudo da taxa espera- que se deve ter para um cliente com uma probabilidade
da devido ao risco de incumprimento. O risco de incum- de incumprimento (PD) de 5% e uma perda dado o in-
primento é o risco que o devedor seja incapaz ou não cumprimento (LGD) de 10%, partindo do pressuposto
queira cumprir os termos acordados. que se pretende manter como objetivo a manutenção da
taxa prometida de acordo com os termos contratuais,
Assim, a relação que se estabelece entre a- taxa para os melhores clientes, ou seja, neste caso de
prometida e a taxa esperada é a seguinte: 6,19%?
1 + E(r) = S(1+k) + (1-S)G(1+ k) 1) Retomando a equação 1) atrás referida ter-se-ia:
Em que: K=S(1+k )+(1-S)G(1+k )-1 2)
*
*
E(r): taxa esperada tendo em considerada o risco Ou utilizando a PD e a LGD
específico de um devedor em concreto
K=(1-PD)(1+k )+PD(1-LGD)(1+k )-1 3)
*
*
S: probabilidade de que o cliente pagará a totalidade
da dívida (capital mais juros), o que corresponde Em que:
à taxa de sobrevivência
k - taxa a negociar com o cliente, tendo em consi-
*
k: taxa prometida de acordo com os termos contratu- deração o seu risco específico de crédito
ais, para os melhores clientes
6,19%=95%x(1+k )+5%x90%x(1+k )-1=6,72%
*
*
1–S: probabilidade de que o cliente não pagará a
totalidade da dívida, ou seja, a probabilidade O que conduz a uma prémio de risco específico de
de incumprimento (PD) crédito de:
G: componente recuperável da dívida que foi incum- 0,53%=6,72%-6,19%
prida.
O quadro seguinte evidencia várias hipóteses possí-
Partindo do pressuposto que G=0, ter-se-á: veis, variando a LGD e fixando a PD em 5%.
E(r ) = S (1 + k) - 1 Quadro 1 – várias hipóteses
H1 H2 H3 H4 H5
E considerando que para um cliente específico foi taxa prometida (sem
estimada uma PD de 5% ter-se-á: risco específico) K 6,19% 6,19% 6,19% 6,19% 6,19%
taxa de default 1-S = PD 5,00% 5,00% 5,00% 5,00% 5,00%
E(r) = 95% (1+6,19%) – 1 = 0,88% (incumprimento)
taxa de sobrevivência S 95,00% 95,00% 95,00% 95,00% 95,00%
O que representa uma quebra de 5,31% = 6,19% - taxa de perda 1-G = LGD 0,00% 10,00% 50,00% 75,00% 100,00%
0,88% taxa de recuperação G 100,00% 90,00% 50,00% 25,00% 0,00%
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3 Na literatura bancária os empréstimos suportados por garantias são normalmente designados
É evidente que esta quebra pode ser menor, desde como colateralizados. De uma forma genérica os termos garantia e colateral podem usar-se
que existam colaterais que minimizem a perda dado a indistintamente. Contudo, em sentido restrito, o termo colateral aplica-se apenas às garantias
reais, de que são exemplo: bens físicos (bens imóveis/ propriedades), depósitos em dinheiro,
incumprimento. Os colaterais (garantias reais ou pesso- lista de ações, títulos públicos (colaterais financeiros). Nas garantias pessoais outras entidades
ou pessoas ficam vinculadas ao cumprimento da obrigação de crédito, responsabilizando-se
ais) constituem um meio de controlar o risco de incum- pelo pagamento no caso de incumprimento do mutuário. A fiança e o aval são exemplos de
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garantias pessoais.

