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                     seja: Δef. = (Pe.qp – Pe.qe).kp            O custo padrão de “P1” foi calculado em ¤ 90,00 conforme a
                                                              respetiva ficha de custeio:
                               então:
                                                                           Fatores   q p   k p (¤)   k p q p (¤)
                          ΔQ = (Qo-Qe).kp                                 MP 1     20 Kg   2,50   50,00
                                                                          MP 2     12 Kg   1,00   12,00
          Genericamente, o Δef. é dado pela diferença entre a quanti-     MOD        2 h   4,00   8,00
         dade de fator utilizada realmente e a orçamentada para obter      GGF       2 h   10,00   20,00
         o produto, valorizados ao preço orçamentado do fator. Este              Custo total padrão P 1   90,00   [ ∑ k p q p
         desvio reflete a maior ou menor eficiência em que foi utilizada
         a  capacidade  produtiva,  traduzindo,  em  última  estância,  a   Com base nesta informação, procedemos ao cálculo dos
         diferença entre a incorporação padrão em termos de GGF e a   desvios, sua análise e reconhecimento contabilístico em “T”
         efetivo do equipamento.                              como se segue:

          Os desvios e a adoção de medidas corretivas            a)  Cálculo dos diversos desvios:

          A  questão  que  se  coloca,  em  termos  do  reconhecimento
         dos custos padrões, prende-se com o facto de se saber em
         que conta (ou contas) devem ser relevados os desvios e, pos-
         teriormente, o que fazer deles, entretanto, relevados.

          Para solucionar este problema, poder-se-á transferir o saldo
         da  conta  “desvios”  para  a  de  resultados  calculando,  deste
         modo, os resultados do período, tendo em conta a totalidade
         dos  desvios  apurados.  Esta  solução  parece  ser  aceitável
         sempre que os desvios calculados não sejam significativos.
         Todavia, sempre que os desvios apurados sejam significati-
         vos, a solução deverá ser outra e, então, o saldo da conta de
         “desvios” deve ser repartido entre os inventários (existências)
         e os resultados, no 1º caso na produção vendida. Assim, os
         desvios afetam os resultados do período na medida em que a
         produção foi vendida e permanecem como custos suspensos,
         relativamente aos inventários (existências) até ao período em
         que foram vendidas.

          Abordagem ao reconhecimento contabilístico em siste-
          ma de custos padrões

          Consideremos uma empresa industrial que adota o sistema
         de custos padrões e que o seu PP decorre num único centro
         onde se produz P1, utilizando os seguintes fatores de produ-
         ção: - MP1, MP2, MOD e GGF.

          Em determinado período, não obstante a produção progra-
         mada ser de 2 500 UF, foram transferidas para o armazém de
         produtos acabados 2 600 UF.

          Em igual período, a produção:

           ∑  consumiu 57 450 Kg de MP1 e 28 900 Kg de MP2 aos cus-  b)  Análise sobre alguns desvios:
              tos unitários de aquisição de 2,40 ¤ e 1,05 ¤, respetivamente;
           ∑  Incorporou 5 400 h de MOD à taxa efetiva horária de 4,30 ¤ e   Para  uma  produção  efetiva  de  P1  (neste  exemplo,
           ∑  Imputou 5 400 h de GGF no valor total de 57 000,00 ¤.   coincide com a terminada) de 2 600 UF, o gasto efeti-
                                                                    vo de MP1 foi superior em 7 880,00 ¤ que o previsto.
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