Page 35 - rcf_149_150
P. 35
35
ter uma noção mais aprofundada do perfil do risco de crédito . à empresa que concede o crédito, mas igualmente ao
2
Estes “C” adicionais são os seguintes : conglomerado ( c), mapa dos fluxos do seu cliente. Conhecer a origem
3
consistência ( c), comunicação ( c), controlo ( e), concorrência dos fundos e a forma como os mesmos são alocados
( e), custos ( e), caixa (fluxos) ( c/e) e competitividade ( c) que ajuda a perceber se o cliente tem disponibilidades para
se passam a detalhar: fazer face um novo crédito;
13) Competitividade (c): embora já referida, convém por-
6) Conglomerado (c): trata-se de se efetuar uma análise ventura detalhar as fontes de criação de valor por par-
dos cinco “C” a todas as empresas pertencente ao te do cliente, ou seja, detalhar o que ele faz melhor
grupo económico do cliente. Deste modo, é importante que os outros que atuam no mesmo mercado.
não só conhecimento da empresa em si, mas igual-
mente de todas as participadas e todos os participan- A consideração destes oito “C” adicionais permite ter
tes, ou outras empresas em que os sócios/acionistas uma visão mais global do perfil de risco do cliente, bem como
tenham participação; averiguar até que ponto a empresa que concede o crédito tem
7) Consistência (c): avaliar se as políticas levadas a cabo um sistema de informação preparado para detetar e controlar
pelo cliente são consistentes ao longo do tempo e con- a evolução do risco e as formas de o mitigar.
cordantes e adequadas com o mercado onde atua, ao
tipo de produto que comercializa, ao tipo de consumi-
dor, etc.. Igualmente determinar se o cliente atua de
forma adequada com a atual conjuntura económica;
8) Comunicação (c): determinar como o cliente comunica
com os seus stakeholders (clientes, investidores, pes-
soal, estado, etc..) . Um dos sinais é a facilidade com
que se obtém a informação para avaliar os cinco “C”
atrás referidos;
9) Controlo (e): refere-se à empresa que concede o crédi-
to. Conforme já referido o processo de crédito só ter-
mina quando este é reembolsado. Deste modo o pro-
cesso desde o momento da venda até ao momento do
recebimento deve estar integrado e controlado. Quan-
to mais cedo forem detetados indícios de que o cliente
poderá estar com dificuldades, mais facilmente a enti-
dade que concede o crédito pode atuar a fim de evitar
que esse crédito se torne problemático;
10) Concorrência (e): no mercado não é só a empresa que
vende. Numa venda a crédito é importante conhecer
as condições comerciais oferecidas pelos concorren-
tes, bem como a atuação destes perante os seus cli-
entes. Quando se concede crédito a um cliente, deve-
se estar igualmente ciente das condições oferecidas
pelos concorrentes. O conhecimento dos fatores críti-
cos de sucesso do mercado onde se atua é imprescin-
dível;
11) Custos (e): não são só as vendas que interessam para
a empresa que vende. O domínio da estrutura de cus-
tos, nomeadamente, o nível de custos fixos, bem como
o grau de alavancagem operacional pode ser crucial.
Um descontrolo dos custos pode conduzir a empresa
para uma situação de falta de liquidez;
12) Caixa (fluxos) (c/e): o mapa dos fluxos de caixa permi-
te conhecer como a empresa está a gerar dinheiro e a
aplicar. O conhecimento deste mapa refere-se não só
2 Para uma análise mais pormenorizada deve consultar-se Blatt, Adriano (1999) Avaliação de
Risco e Decisão de Crédito. Um Enfoque Prático, São Paulo, Nobel
3 Os ( c) referem-se a C do cliente. Os ( e) referem-se a C da empresa que concede o crédito

