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feridos. Domina estes textos, mas essencialmente faz in- tabilidade, em particular. E também para a forma como R
vestigação em contabilidade. Os seus autores de refe- se concedem graus em contabilidade, sem que os can- E
rência em contabilidade são os teóricos da contabilidade didatos conheçam os principais autores e textos funda- V
(da “Accounting Theory”). Os “founding fathers” da con- mentais e de referência, base indispensável para inves- I
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tabilidade e/ou os autores que deram contribuições im- tigação séria no domínio da contabilidade. E sem
portantes para a interpretação e desenvolvimento con- conhecerem a investigação em contabilidade publicada T
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ceptual e teórico da contabilidade. A sua preocupação é internacionalmente nas revistas científicas de referência.
com a “Accounting Theory” que serve de orientação para Dito de outro modo, sem evidenciarem conhecimento do
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a elaboração dos IFRS e dos SFAS, por exemplo. Alguns “state of art”, dos problemas em aberto e dos programas E
autores de referência estrangeiros e clássicos neste ní- de investigação em curso. E sem darem uma verdadeira
vel são os seguintes: Hicks; Fisher; Samuelson; Littleton; contribuição para o desenvolvimento da contabilidade. C
Paton; Edwards; Bell; Revsine; Chambers; Sterling; Stau- O
bus; Moonitz; Chatfield; Matessich; Goldberg; Vatter; N
Suojansen; Solommons; Canning; MacNeal; Sprouse; T
Ijiri; Mautz; Beaver; Sprague; Bonbright; Sweeney; Ralph; Neste contexto, um mestrado ou um doutoramento em A
Bedford; Lee; Gynter; Miller; Perrin; Tweedie; Whittington, contabilidade, em princípio, somente deveria ser conce- B
Ria-Belkaoui; Wolk, Francis and Tearney, Kam, entre ou- dido a um candidato que, hoje, evidenciasse domínio das I
tros. matérias e dos autores assinalados, a título exemplifica- L
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tivo, para os três níveis referidos.
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Finalmente, conhece e acompanha a investigação em A
contabilidade, realizada e publicada nas principais re- Por outro lado, como se referiu acima, a prática contabi- D
vistas internacionais de contabilidade, como, por exem- lística da quase totalidade dos TOC fica-se meramente E
plo, as seguintes: Accounting Review; Journal of Inter- pela escrituração em empresas não cotadas (mais de
national Accounting, Auditing and Taxation; Accounting 95% do total das empresas), as quais, em Portugal, são E
Horizons; Journal of International Accounting Research; pequenas ou muito pequenas, por padrões europeus. É
Journal of Accountancy; Critical Perspectives on Ac- natural, pois, que a maior parte destes profissionais se F
counting; Behavioral Research in Accounting; Journal of contente com o domínio, no âmbito do novo SNC, da I
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Accounting, Auditing and Finance; Accounting History; NCRF (PE) inspirada nas NCRF (norma compêndio de N
Journal of Finance and Economics; Journal of Accoun- parte destas últimas), as quais, por sua vez, são inspi- A
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ting and Economics, entre outras. Conhece, portanto, a radas nos IFRS versão da UE, que, também por sua vez,
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teoria empírica e indutiva da contabilidade, a teoria de- se inspiram nos IFRS do IASB (“full” IFRS). Outros pro- A
dutiva da contabilidade e a nova teoria empírica da con- fissionais, em menor número, tratarão de aprender, por S
tabilidade. As teorias normativas e descritivas. E, ainda, necessidade, as NCRF destinadas às entidades que não
as novas direcções de investigação em contabilidade, preenchem os critérios para utilizarem a NCRF (PE), N.º
como são as relacionadas com a “decison-model ap- mas que também não tenham títulos negociados em 102
proach”, a “preditive approach”, a “positive approach”, a bolsa ou que não consolidem contas. Os que trabalham
“capital market research”/“efficient-markets hipothesis”, a com este último grupo de entidades (entidades com títu-
“behavioral research”, a ”agency theory” e a “information los negociados em bolsa ou grupos que consolidam con-
economics”. E conhece, também, os investigadores en- tas), em número ainda muito mais reduzido, serão obri-
volvidos e de referência relacionados com as aborda- gados a dominar os “full” IFRS. Esta situação pode
gens, teorias e modelos assinalados: Hendrisken and mesmo levar à criação de mais do que uma categoria de
Bred; Watts and Zimmerman; Holthansen and Sloan; profissionais dentro dos TOC.
Lewellen; Jensen and Meckling; Withered; Ball and 5
Brown; Beaver; Hopwood; Scott and Meyer; Baron; Bur- Todavia, é discutível que as escolas superiores de con-
chell; Otley; Abbot; Fama; Myers, Narayaman; Black and tabilidade, mesmo ao nível das licenciaturas, se acomo-
Scholes; Sharp; Ross; Lintner; Berle and Means; Strong dem ao ensino de pouco mais do que a escrituração,
and Walker; Collins; Francis, Ashbaugh and Olsson; Alt- ainda por cima essencialmente centrado nas NCRF, que
man; Deakin; Lev; Kaplan and Urwitz, Agihon, Hart and se encontram desactualizadas vários anos relativamente
Moore, entre muitos outros. Em Portugal quase não se às mais recentes IFRS emitidas pelo IASB. Os dois pri-
encontram autores a escrever para este nível de exi- meiros níveis de exigência referidos acima devem ser
gência. parte integrante de uma licenciatura em contabilidade. O J
terceiro nível de exigência referenciado acima, esse sim, u
IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DA CONTABILIDADE pode ser leccionado nos mestrados e nos doutoramen- l
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tos. Ao nível das pós-graduações não se pode estar a re-
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As considerações anteriores implicam a necessidade de petir o que foi leccionado nas licenciaturas ou o que su-
se reflectir sobre a forma como se ensina contabilidade postamente devia ter sido leccionado, mas, de facto, /
em Portugal, em geral, e nas escolas superiores de con- não o foi.
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(1) Não confundir a NCRF (PE) com a IFRS (SME). e
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INSCREVA-SE COMO MEMBRO DA r
INSCREVA-SE COMO MEMBRO DA
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ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE
PERITOS CONTABILISTAS 2
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