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supostos sobre tempo, cash-flows futuros e taxa de meadamente com a mensuração de activos, como são R
desconto/juro; as que se relacionam com a troca de activos não mo- E
netários - com e sem substância comercial -, com acti- V
• O preço de mercado – resultante do mecanismo da vos doados, com a capitalização de gastos e com a I
S
oferta versus procura -, porque o mercado é imper- capitalização de juros. T
feito, é uma “proxy” do “present value”, mas também A
do “true economic value”; No que se refere ao Métodos de Mensuração/Valoriza-
ção (“Valuation Methods”), importa realçar que embora D
• O preço de mercado (“market price”) não é o a contabilidade convencional seja normalmente referida E
mesmo que valor de mercado (“market value”); como a contabilidade ao custo histórico, tal deve ser en-
tendido, essencialmente, como mensuração dos acti- C
• O justo valor de mercado (“fair market value”) não é vos não monetários ao custo histórico (activos não O
N
o mesmo que justo valor (“fair value”); monetários valorizados ao custo histórico). Existe T
pouco desacordo quanto à mensuração/valorização re- A
• No momento da aquisição, o custo histórico (“histo- lativamente aos outros activos. Na prática, hoje, encon- B
ric cost”), tende a ser idêntico ao preço de mercado, tram-se vários métodos de mensuração/valorização. O I
ao custo corrente (“current cost”) e ao custo de re- dinheiro é considerado como elemento de mensuração L
posição (custo de oportunidade); porquanto representa uma oferta legal. O valor presente I
D
(“present value”) é o método utilizado para rúbricas mo-
• O custo corrente (de um activo em uso) é diferente A
netárias de longo prazo tais como contas a receber e a D
do custo de reposição (de um activo novo);
pagar com períodos longos, obrigações e locações. O E
montante em dinheiro esperado (“expected cash”) é o
• À medida que o tempo passa o custo histórico tende
método utilizado para rúbricas monetárias de curto E
a diferenciar-se do custo de reposição porque ocor-
prazo, como são as contas a receber e a pagar. Porque
rem variações de preços, e, daqui, nasce a neces- F
o período de tempo envolvido é curto, o valor do di-
sidade de proceder a ajustamentos no custo de I
nheiro no tempo (“time value of money”) é insignificante,
reposição; N
e, em consequência, o método do valor presente não é A
utilizado. O método do custo histórico é utilizado para N
• Se não ocorrerem variações de preços, à medida
activos não monetários, tais como inventários, terrenos, Ç
que o tempo passa, o custo histórico permanece
edifícios e máquinas e equipamentos. É nesta área dos A
igual ao custo de reposição e é igual ao custo de S
activos não monetários que existe maior discordância
oportunidade;
entre os contabilistas sobre o melhor método a aplicar.
N.º
Alternativamente ao custo histórico tem sido proposto a
• O preço de mercado é objectivo (um valor fornecido 106
mensuração ao custo corrente, sob a forma de “entry
por outros de fora da empresa) o que o torna muito
prices” ou “exit prices”, relevando ou não o poder aqui-
importante na contabilidade;
sitivo da moeda. A utilização do preço de mercado
(“market price”) tem sido uma excepção ao custo histó-
• O valor de privação (“deprival value”) é o mesmo
rico. Ao utilizar-se “the lower of cost or market method”,
que valor para os proprietários (“value to owners”)
o activo pode ser mensurado/valorizado pelo custo de
e que o valor para a entidade (“value to business”)
reposição (“replacement cost”) ou pelo valor realizável
e corresponde à perda sofrida pelo dono ou em-
líquido (“NRV-Net Realizable Value”). Algumas rúbricas
presa se privado do activo; 5
dos inventários, tais como bens danificados ou retoma-
dos, são valorizados pelo valor realizável líquido.
• O “deprival value” é um “current cost” (“of a new less
Quando um activo é doado ou quando ocorre uma “des-
depreciation or of second hand with same age”);
coberta”, o activo deve ser reconhecido ao justo valor.
• O ”deprival value” tem um tecto ou limite superior
A troca de activos não monetários é sempre mensurada
(“ceiling”) que é o “replacement cost” do activo
ao justo valor de mercado do activo cedido ou do activo
novo; J
recebido, dependendo de qual deles (justos valores) é
u
o mais evidente. Na troca de activos não monetários l
• Todavia, existem duas restrições:
ocorre normalmente um ganho ou uma perda. O ganho h
ou a perda é sempre a diferença entre o justo valor de o
i) o “deprival value” de um activo para uso não
mercado do activo cedido e o valor contabilístico (custo
pode ser maior que o “present value”; /
menos depreciação acumulada, na ausência de impa-
ridade) desse mesmo activo. Uma troca de activos não S
ii)o “deprival value” de um activo para venda não e
monetários tem substância comercial se os futuros
pode ser maior do que o “net realizable value”. t
cash flows se alteram como resultado da transacção,
e
ou seja, altera-se a posição económica das duas partes m
A mensuração de activos e de passivos numa entidade
com a transacção. A troca de activos não monetários é b
não dispensa o conhecimento dos conceitos acima as- r
um caso em que porque não há um montante de di-
sinalados e a sua articulação. Não dispensa, também, o
nheiro sacrificado para adquirir o activo, o custo desse
o conhecimento dos Métodos de Valorização/Mensura-
mesmo activo não se revela óbvio, e, em consequên- 2
ção (“Valuation Methods”) na Contabilidade Tradicio-
cia, se impõe o estabelecimento de regras para deter- 0
nal/Convencional. Assim como não dispensa o 1
minar o custo do activo obtido com a troca. Porque o
conhecimento de que existem situações especiais, no- 1

