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R             A NOVA ESTRUTURA CONCEPTUAL DO
       E
       V
        I                                                  IASB
        S
       T
       A                                                                                               João Nogueira
                                                                                                    Professor do ISCAL
       D
       E
               RESUMO
                                                                                    COMPARAÇÃO DAS ESTRUTURAS
       C                1                                                           CONCEPTUAIS DO FASB VERSUS
       O       Este texto debruça-se sobre o projecto em curso vi-                       IASB (ACTUAIS)
       N       sando a elaboração de uma Nova Estrutura Conceptual  NÍVEIS  ESTRUTURA CONCEPTUAL FASB ESTRUTURA CONCEPTUAL IASB
       T       que irá substituir a que se encontra presentemente em
       A       vigor. Trata-se de um projecto da convergência FASB-        Proporcionar informação:  Proporcionar informação:
       B       IASB. Dá-se conta do “state of art” do projecto, referen-   • Útil na obtenção e concessão de  • Acerca da posição financeira
        I      ciando  e  comentando  as  fases  já  realizadas  e  por    crédito            • Acerca do desempenho
                                                                           • Útil na avaliação da capacidade de
       L       realizar.                                          OBJECTIVOS  geração de fluxos de caixa futuros  • Acerca das alterações na posição
        I                                                                  • Acerca dos recursos da empresa,  financeira (que seja útil a uma
                                                                                              grande quantidade de utentes para
       D                                                                   responsabilidades  e  modificações  tomarem decisões)
       A                                                                   associadas aos mesmos
       D
       E       O FASB e o IASB, desde 2004/2005, decidiram trabalhar       Qualidades primárias:
                                                                           • Relevância
               em conjunto num projecto comum visando desenhar uma                            • Compreensibilidade
                                                                           (1) Valor preditivo
       E       nova Estrutura Conceptual (EC) que substituísse as ac-      (2) Valor de “feedback”  • Relevância
                                                                                              • Fiabilidade
               tualmente existentes (a do FASB e a do IASB). O objec-  CARACTERÍS-  (3) Tempestividade  a) representação fidedigna
        F      tivo era – e é - obter uma nova Estrutura Conceptual  TICAS QUALI-  • Fiabilidade  b) substância sobre a forma
                                                                           (1) Verificabilidade
        I      capaz  de  enquadrar  o  desenvolvimento  das  IFRS’s  TATIVAS  (2) Representação fidedigna  c) neutralidade
       N       (iGAAP’s) que adoptaram um modelo de mensuração vo-         (3) Neutralidade   d) prudência/conservadorismo
                                                                                              e) plenitude
       A       cacionado para o justo valor, com orientação para a de-     • Qualidades secundárias:  • Comparabilidade
       N                                       2                           Comparabilidade
       Ç       monstração  da  posição  financeira  e  acomodasse          Consistência
       A       desenvolvimentos em perspectiva para algumas normas,
        S      em termos de reconhecimento e de mensuração, como é,        • Activo
               por exemplo, o caso, entre outros, do reconhecimento e      •Passivo           Balanço:
                                                                           •Capital Próprio   • Activo
       N.º     mensuração do rédito em contratos (nova norma do rédito     •Investimento pelos detentores de  • Passivo
       107     também  em  fase  de  desenvolvimento).  Dito  de  outro  ELEMENTOS  capital   • Capital Próprio
               modo, importava - e importa - rever as actuais estruturas  DAS  • Distribuição aos detentores de
                                                                  CLASSES DE  capital         Demonstração de Resultados:
               conceptuais do FASB e do IASB que foram desenhadas
                                                                   CONTAS  • Resultado global  • Rendimentos
               para suportar primordialmente o modelo convencional/tra-    • Rendimentos      • Gastos
               dicional de contabilidade baseado no custo histórico e      • Gastos           • Ganhos
                                                                           • Ganhos           • Perdas
               nos princípios contabilísticos que o caracterizam como      • Perdas
               são, em particular, o princípio da realização do rédito, o
      4        “matching  principle”  e  o  princípio  do  conservantismo,  Pressupostos:     Pressupostos:
                                                                           • Entidade económica
               entre outros. Ou seja: obter uma nova estrutura concep-
               tual capaz de acomodar vários modelos de mensuração         • Continuidade     • Continuidade
                                                                           • Unidade monetária  • Acréscimo
               de activos e passivos. A nova Estrutura Conceptual faz      • Periodicidade    Princípios:
                                                                  CONCEITOS
               parte da Agenda Conjunta FASB-IASB. Está a ser elabo-  DE   Princípios:        • Custo histórico
                                                                                              • Custo corrente
                                                                           • Custo histórico
               rada em várias Fases (A à H). Já foram terminadas as  RECONHECI-  • Reconhecimento do rédito  • Valor realizável líquido
                                                                    MENTO
               Fases que tratam dos Objectivos da EC, das Caracterís-      • Balanceamento    • Valor presente
                                                                   E MENSU-
               ticas Qualitativas da Informação Útil e relativa à Entidade  RAÇÃO  • Divulgação plena  • Reconhecimento do Rédito
                                                                           Constrangimentos:  Constrangimentos:
               que Relata. A nova EC traz mudanças nestes domínios         • Custo-benefício  • Custo-benefício
               que são analisadas mais à frente no presente artigo. To-    • Materialidade    • Materialidade
       O                                                                   • Práticas do sector  • Tempestividade
        u      davia, considera-se útil resumir previamente os elemen-     • Prudência
        t      tos essenciais sobre a actual Estrutura Conceptual do
        u      IASB comparando-a com a do FASB na qual se baseou.
        b                                                                  Conceito/Definição de Capital:  Conceito/Definição de Capital:
        r                                                                  • em sentido financeiro  • em sentido financeiro
        o                                                         DEFINIÇÕES  • em sentido físico  • em sentido físico
                                                                     DE    Conceito/Definição de Manutenção  Conceito/Definição de Manutenção
        /                                                         CAPITAL E DE do Capital:    do Capital:
               As  Actuais  Estruturas  Conceptuais  do  IASB  e  do  MANUTENÇÃO • em sentido financeiro  • em sentido financeiro
       D       FASB                                               DE CAPITAL  • em sentido físico  • em sentido físico
        e                                                                  Definição de Lucro Nominal e de  Definição de Lucro Nominal e de
        z                                                                  Lucro Real         Lucro Real
        e
       m       Convém recordar que a actual (e ainda em vigor) Estru-
        b      tura Conceptual do IASB foi herdada do IASC. Por sua  A Estrutura Conceptual do IASB afirma que o objectivo dos
        r                                                        demonstrativos  financeiros  é  proporcionar  informação
        o      vez, importa salientar que a actual EC do IASB foi inspi-
               rada na EC do FASB, que surgiu primeiro (1970). Uma  acerca da posição financeira, do desempenho e das alte-
        2      comparação das duas EC evidencia isso mesmo.      rações na posição financeira de uma entidade, que seja
        0                                                        útil para um grande conjunto de utilizadores (“stakehol-
        1
        1                                                        ders”), quando tomam as suas decisões económicas. A in-
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