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                        Tabela 5 – CFROI Global 2003-2009
             Descrição   2003   2004   2005   2006   2007   2008   2009   reforçar a investigação nesta área, com maior
           Norte Litoral   0,00%   0,00%   0,00%   3,94%   5,13%   5,63%   5,43%   número de PPPs, mais anos de análise (e em
           Porto      0,00%   0,00%   0,00%   -8,58%   4,52%   8,07%   9,12%
           Costa da Prata   0,00%   -11,61%   5,90%   9,46%   5,15%   14,25%   9,24%   fases mais avançadas da vida da concessão),
           Beiras Litoral e Alta   0,00%   0,00%   0,00%   -10,41%   5,88%   4,55%   6,41%   anos em que seja aplicado o SNC, e com dife-
           Beira Interior   -16,31%   -8,97%   10,08%   9,21%   9,92%   10,30%   13,13%
           Algarve    -6,64%   6,23%   6,37%   6,89%   7,68%   7,55%   10,09%   rentes  países em  perspetiva.  Não menos  im-
           Interior Norte   0,00%   0,00%   0,00%   0,00%   -9,17%   7,72%   17,20%
           Média     -11,48%   -4,78%   7,45%   1,75%   4,16%   8,29%   10,09%   portante que as limitações anteriores, a desta-
                                                              car que o tema PPP é complexo, é uma maté-
           Fonte: autores, com base nas DF das concessionárias
                                                              ria sensível.
            4. Conclusões                                     Futuramente  seria  interessante  efetuar  uma
                                                              análise  mais  detalhada  e  fina  aos  custos  su-
         Este  artigo  procurou  avaliar  o  desempenho       portados pelo Estado, com o objetivo de verifi-
         financeiro e a performance nas PPPs em Por-          car  se  estes  recursos  públicos  estão  a  ser
         tugal. Estudaram-se as sete concessões rodo-         bem aplicados ou não.
         viárias  SCUT,  para  o  período  de  operação
         2003-2009.  Para  calcular  a  avaliação  do  de-
         sempenho  financeiro  aplicou-se  o  ROA  e
         ROE.  Para  apurar  a  performance  de  criação      Referências:
         de valor, utilizou se o modelo EVA e CFROI.
         Face  aos  indicadores  de  desempenho  finan-
         ceiro, constata-se que em regra estas conces-        Blanc-Brude,  F.,  Goldsmith,  H.,  &  Valila,  T.
         sões têm tido, sobretudo depois de 2007, ren-             (2006).  “Ex-Ante  Construction  Costs  in
         tabilidades  significativas.  Tal  é  resultado  das      the European Road Sector: A Comparison
         elevadas alavancagens destes projetos. Logo,              of  Public-Private  Partnerships  and  Tradi-
         resulta que o rácio ROE apresenta-se elevado              tional  Public  Procurement.”  (E.  I.  Bank,
         não tanto pelo nível dos RLE, mas pelo baixo              Ed.) European and Financial Report (Vol.
         valor CP.                                                 2006, p. No. 2006/01).
         Os valores negativos do EVA podem ser expli-
         cados pelos elevados passivos de médio/ lon-         Broadbent,  J.,  &  Laughlin,  R.  (2003).  Control
         go prazo e também pelo facto de se ter anali-             and legitimation in government accounta-
         sado os primeiros anos de operação (que vai               bility processes: the private finance initia-
         até 2031). Os projetos não estão ainda na sua             tive in the UK. Critical Perspectives on Ac-
         fase de maturidade, como reembolso dos aci-               counting, 14(1-2), 23–48.
         onistas.  O  elevado  passivo  de  médio/longo
         prazo faz com que na fórmula do EVA o capi-          Froud,  J.  (2003).  The  Private  Finance  Initia-
         tal  seja  também  elevado,  reduzindo  assim  a          tive:  risk,  uncertainty  and  the  state.  Ac-
         capacidade de análise deste indicador.                    counting,  Organizations  and  Society,  28
         Para  os  diversos  modelos  verificou-se  que,           (6), 567–589.
         em  termos  de  média  ponderada,  o  ano  de
         2009  apresentou  uma  performance  positiva.        Grimsey, D., & Lewis, M. K. (2005). Are Public
         Valores  mais  elevados  para  as  concessões             Private  Partnerships  value  for  money?:
         com acionistas maioritariamente nacionais.                Evaluating  alternative  approaches  and
         Esta análise tem contudo limitações que extra-            comparing  academic  and  practitioner
         vasam  as  dos  indicadores.  Isto  porque  anali-        views.  Accounting  Forum,  29(4),  345–
         saram-se apenas sete empresas e durante um                378.
         período  relativamente  curto,  apenas  sete
         anos. Adicionalmente, trata-se do período ini-       Kaur, Mandeep e Narang , Sweety. Economic
         cial  da  operação.  Assim  sendo,  e  necessário         Value  Added  Reporting  and  Corporate
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