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        3 empresas e pelas áreas Judicial e Marca / Reputação, cada   falta de recurso a outro tipo de estratégias defensivas comple-
        uma indicada por 1 empresa. As restantes empresas não res-  mentares ou adicionais.
        ponderam a esta questão.
                                                                    Foram duas as principais limitações do estudo empíri-
           5.  Conclusão                                      co. A primeira decorreu da fraca participação no inquérito por
                                                              parte dos agentes envolvidos nas OPA’s. O estudo explorató-
              Este artigo surge no contexto das combinações empre-  rio  desejado  e  concebido  inicialmente  foi  limitado  porque  o
        sariais resultantes de processos de F&A e tem como enfoque   objetivo definido pode condicionar os inquiridos a revelar in-
        específico as OPA’s. As combinações constituem estratégias   formações  acerca  das  operações  que,  muitas  vezes,  foram
        frequentemente  seguidas  pelas  empresas  para  crescerem  e   realizadas em ambientes hostis. Além disso, durante o inter-
        para se internacionalizarem. O facto de o número de OPA’s   valo temporal – superior a duas décadas – algumas das em-
        realizadas em Portugal não ser muito elevado, comparativa-  presas envolvidas nas OPA’s acabaram por ser incorporadas,
        mente ao de outros países, justifica a necessidade de aprofun-  vendidas ou dissolvidas, impossibilitando o contacto com os
        dar  o  conhecimento  sobre  a  forma  como  as  empresas-alvo   agentes intervenientes. A segunda consistiu na dificuldade do
        reagem contra as iniciativas das empresas adquirentes. Esta   acesso à informação, nomeadamente quanto aos intervenien-
        foi a motivação para o nosso trabalho de investigação.   tes nas OPA’s ou às participações que as empresas adqui-
                                                              rentes já dispunham nas empresas-alvo.
              O objetivo principal do artigo consistiu na identificação
        de uma hierarquia das estratégias defensivas que se mostra-  Em termos de propostas de investigação futura reco-
        ram  mais  eficazes  para  as  empresas-alvo  reagirem  contra   mendamos o estabelecimento de uma fase prévia de sensibi-
        OPA’s hostis realizadas no mercado português. O estudo em-  lização dos agentes envolvidos nas OPA’s, de modo a acede-
        pírico baseou-se nas 14 respostas ao inquérito remetidas pe-  rem a participar num novo inquérito, e o alargamento do estu-
        los agentes das empresas que participaram nas OPA’s ocorri-  do ao mercado ibérico, de modo a confrontar os resultados
        das em Portugal entre o ano 2000 e o ano 2014. O levanta-  deste artigo e a produzir novo conhecimento científico.
        mento  das  OPA’s  contou  com  a  informação  disponível  nos
        relatórios anuais e nos boletins de cotação da CMVM.   Referências Bibliográficas

              Foi adotado como requisito para cada OPA um nível de     Anetie, “Manual de Fusões e Aquisições de Empresas
        sucesso igual ou superior a 50% relativamente à oferta pro-  no  Sector  das  TIC”,  <http://www.anetie.pt/userfiles/9/
        posta, independentemente de ser uma aquisição total ou par-  file/documentos/Coopera%C3%A7%C3%A3o%
        cial.  Devido  ao  número  reduzido  de  inquéritos  respondidos   20Competitiva/Manual%20de%20Fus%C3%B5es%
        não foi possível confirmar na totalidade as hipóteses levanta-  20e%20Aq%20%20de%20Empresas%20no%
        das para o objetivo proposto. As hipóteses H1 e H3 só pude-  20Sector%20das%20TIC%281%29.pdf>
        ram  ser  confirmadas  parcialmente,  enquanto  a  hipótese  H2
        não se conseguiu confirmar.                                Bradley,  M.,  Desai,  A.,  and  Kim,  E.  H.  (1988),
                                                                    “Synergistic gains from corporate acquisitions and their
              Ainda assim, apurou-se que a Recompra de Ações –      division between the stockholders of target and acquir-
        que pode ser utilizada como defesa pré-proposta e como defe-  ing firms”, Journal of Financial Economics, 21, 3-40
        sa pós-proposta – foi a estratégia mais eficaz em mais de me-
        tade dos casos. Contudo, as iniciativas para impedir o suces-    Carvalho, Preciosa C. S. (2012), “Reacção dos Merca-
        so  das  OPA’s,  desenvolvidas  pelas  empresas-alvo,  tiveram   dos de Capitais aos Anúncios de OPA’s em Portugal:
        consequências negativas nos domínios do tempo e da estraté-  Um estudo de evento”, Dissertação Gestão das Orga-
        gia.  E  os  encargos  financeiros  suportados  com  a  estratégia   nizações, Instituto Politécnico de Bragança
        defensiva levaram entre 2 e 4 anos a serem diluídos na maior
        parte  das  empresas-alvo.  Tendo  sido  utilizada  sempre  em     Comment, R. & Schwert, G. W. (1995), “Poison or pla-
        combinação com a Recompra de Ações, não foi possível iden-  cebo? Evidence on the deterrent and wealth effects of
        tificar  a  eficácia  isolada  da  estratégia  Super-Majority   modern  antitakeover  measures”,  Journal  of  Financial
        Amendment nas duas vezes em que foi aplicada. O mesmo       Economics, 39, 3-43
        aconteceu com a estratégia Attack the Logico of the Bid e com
        a estratégia Ação Judicial, embora a primeira com menos su-    Demidova, E. (2007), “Hostile takeovers and defenses
        cesso do que a segunda e, assim, classificadas como pouco   against them in Russia.” Problems of Economic Transi-
        eficaz e moderadamente eficaz, respetivamente. Também se    tion, 50(5), 44-60
        salienta  que  nunca  existiu  contra-operação,  denunciando  a
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