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Quanto à qualidade do afastamento também é visí- Podemos concluir que não existe relação entre as
vel que é muito baixa, na medida em que o R (R- variáveis estudadas.
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square) explica apenas em 3,1%, 3,3%, 9,2%, 7,9%, 7%
e 7%, respetivamente em 2003,2004,2005,2006,2007 e Limitações do estudo
2008, a variabilidade do passivo relativamente ao tipo de
relatório de auditoria. O facto de terem sido colocadas reservas e ênfases
relativamente ao passivo pode suscitar problemas relaci-
Como a partir de 2005 revela valores acentuada- onados com a fiabilidade das demonstrações financeiras
mente divergentes, retiramos os respetivos outliers, e apresentadas e divulgadas, o que afetaria a avaliação
verificamos que o passivo passou a refletir uma distribui- do volume dos passivos. No entanto, os ajustamentos a
ção mais próxima da normal, enquanto o mesmo não efetuar não prejudicariam a conclusão de que somente
ocorre com a variável soma CLC. No entanto, no ano de uma pequena parte do Relatório de Auditoria pode ser
2008, o afastamento dos Hospitais que apresentam va- explicada pela variável independente Passivo.
lores anómalos faz aumentar o coeficiente de determina-
ção para 15,9%, o que sugere que aquela percentagem Sugestão para futuras investigações
de variabilidade do passivo é suscetível de explicar a
variabilidade da CLC, valor que indicia uma explicação Desenvolver o estudo até 2014 para confirmar ou
ainda ténue. não as conclusões deste estudo.
6. Conclusão
Bibliografia
O estudo enfatiza a análise dos relatórios de audito-
ria emitidos pelos auditores dos Hospitais, EPE, no perí- Almeida, B.J.M. (2014). Manual de Auditoria Finan-
odo de 6 anos (2003-2008). Os passivos identificados ceira: uma análise integrada baseada no risco. Lisboa:
nas demonstrações financeiras daquelas entidades atin- Escolar Editora.
gem valores impressionantes, que acabam por ser pa-
gos com taxas moderadoras ou impostos pagos por to- Altman, E.I. (1982). Accounting implications of failure
dos os contribuintes portugueses. Em termos gerais, os prediction models. Journal of Accounting, Auditing and
resultados alcançados permitem-nos afirmar que apenas Finance, p. 4-19.
uma pequena parte da variabilidade total do CLC pode-
ria ser explicada pela variável independente Passivo. Arens, A. A., Elder, R. L., Beasley, M. S. (2010). Au-
diting and Assurance Services: An Integrated Approach.
O quadro seguinte condensa os resultados obtidos 13. ed. Prentice Hall.
do coeficiente de determinação, R , por ano e variável, e
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pode constatar-se que a variabilidade explicada varia Beaver, W.H. (1996). Financial ratios as predictors
entre 0,5% e um máximo de 9,2% no Passivo em 2005. failure. Supplement to Journal of Accounting Research,
p. 71-111.
Repetindo a análise após retirar do ficheiro as ocor-
rências com valores discrepantes (anos de 2005 a Deakin, L.B. (1972). A Discriminant Analysis of Pre-
2008), apenas em 2008 se obteve uma melhoria do coe- dictors of Business Failure. Journal of Accounting Re-
ficiente de determinação, que passou para 15.9%. search, 10(1), p. 167-179.
International Federation of Accountants. (2009). ISA
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Tabela 14 – Coeficiente de determinação R por ano e variável
265: Communicating Deficiencies in Internal Control to
2003 2004 2005 2006 2007 2008 Those Charged with Governance and Management. New
York: IFAC.
Passivo com todas as ocorrências 0,031 0,033 0,092 0,079 0,007 0,005
Passivo sem os outliers - - 0,092 0,001 0,001 0,159
International Federation of Accountants. (2009). ISA
320: Materiality in Planning and Performing an Audit.

