Page 35 - rcf1101_Neat
P. 35

35





         fundada sob os auspícios do seu principal secretário de       Técnicos  Oficiais  de  Contas  [inédito].  Porto:
         Estado, Sebastião de Carvalho, futuro marquês de Pom-         Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas. [o 3.º
         bal (Gonçalves, 2016).                                        autor  regista  a  atenção do  Professor Hernâni
                                                                       Carqueja no envio de cópia do projeto].
            Mas  importa,  sobretudo,  olhar  e  trabalhar  para  o
         futuro sustentado da profissão – presentemente são mi-       Cunha, A. P. M. (2016), “Nos trilhos da respon-
         lhares  os  candidatos  ao  ingresso  na  OCC.  Como  tal,    sabilidade tributária – o roteiro dos contabilis-
         este  estudo  procurou  contribuir  para  o  enriquecimento   tas certificados”. Revista Portuguesa de Conta-
         cultural dos atuais estudantes de contabilidade, em parti-    bilidade 23, pp. 333-350.
         cular, e de ciências empresariais, no geral, em ordem a
         que  possam  sistematizar  conhecimentos  associados  à      Gonçalves,  C.  e  Carreira,  F.  (2012),  O  Com-
         sua futura profissão, a de CC.                                portamento Ético e o Profissional de Contabili-
                                                                       dade. Lisboa: Áreas Editora.
            Todos os anos entram no ensino superior em Portu-
         gal  milhares  de  estudantes  com  o  objetivo  de  estudar     Gonçalves,  C.,  Gonçalves,  G.  e  Sequeira,  L.
         direta  ou  indiretamente  contabilidade  nos  seus  planos   (2014), A Profissão de Técnico Oficial de Con-
         curriculares de licenciatura. É importante que todos sai-     tas  –  Enquadramento  Normativo.  Porto:  Vida
         bam  desde o  início do  seu  percurso  académico  que  a     Económica.
         profissão  se  encontra  regulamentada,  que  existe  uma
         associação  pública  profissional  que  a  superintende  e     Gonçalves, M. (2016), “Relação dos primeiros
         fiscaliza, que os profissionais estão sujeitos a um estatu-   contabilistas formados em Portugal por via ins-
         to e a um código deontológico e, naquilo que mais releva      titucional  (1759-1763:  Aula  do  Comércio  de
         para este artigo, a um conjunto de regulamentos profis-       Lisboa)”.  De  Computis:  Revista  Española  de
         sionais, também de cumprimento obrigatório. A dimen-          Historia de la Contabilidad (Spanish Journal of
         são e profundidade históricas também se afiguram cruci-       Accounting History) 13(25), pp. 91-111.
         ais  para  a  consolidação  da  identidade  profissional  do
         CC.                                                          Guimarães, J. F. C. (2009), “História da Câma-
                                                                       ra  dos  Técnicos  Oficiais de  Contas:  10.º  ani-
            Foram discutidos neste escrito os aspetos principais       versário  (1995-2005)”.  In  Guimarães,  J.  C.
         dos regulamentos considerados mais determinantes pa-          (compil.) (2009), A Profissão, as Associações e
         ra um candidato a contabilista certificado. Em pesquisas      as Revistas de Contabilidade em Portugal (pp.
         futuras, o propósito será o de analisar com detalhe todos     503-568). Porto: Vida Económica.
         os regulamentos gerados pela OCC.
                                                                      Guimarães,  J.  F.  C.  (2010),  “A  profissão  de
            Espera-se  que  esta  exposição  didático-pedagógica       contabilidade  [contabilista]  em  Portugal”.  Re-
         motive o leitor a procurar saber mais e a conhecer me-        vista  de  Contabilidade  e  Comércio  240,  pp.
         lhor a profissão de CC em Portugal, um profissional que,      731-783.
         convém  sensibilizar os  atuais estudantes,  “no  contexto
         das suas funções consideradas de interesse público tem       Lopes de Sá, A. (1998), História Geral e das
         também dado um importante contributo para a luta con-         Doutrinas  da  Contabilidade  (2.ª  ed.  rev.  e
         tra a fraude e evasão fiscais” (Guimarães, 2009, p. 539),     aum.). Lisboa: Vislis Editores.
         pois  que  “a  função  de  contabilista  certificado  constitui
         uma pedra basilar na construção de uma nova cidadania        Matos, C. G. (2016), A Responsabilidade dos
         fiscal” (Cunha, 2016, p. 350).                                Contabilistas Certificados no Exercício da sua
                                                                       Atividade  Profissional  –  a  Responsabilidade
                                                                       Tributária. Coimbra: Almedina.
            Referências
                                                                      Nunes,  M. V.  (2016),  Estatuto  da  Ordem  dos
                Carqueja,  H.  O.  (2001),  Manual  dos  TOC  –       Contabilistas  Certificados  –  Anotado.  Porto:
   30   31   32   33   34   35   36   37   38   39   40