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fundada sob os auspícios do seu principal secretário de Técnicos Oficiais de Contas [inédito]. Porto:
Estado, Sebastião de Carvalho, futuro marquês de Pom- Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas. [o 3.º
bal (Gonçalves, 2016). autor regista a atenção do Professor Hernâni
Carqueja no envio de cópia do projeto].
Mas importa, sobretudo, olhar e trabalhar para o
futuro sustentado da profissão – presentemente são mi- Cunha, A. P. M. (2016), “Nos trilhos da respon-
lhares os candidatos ao ingresso na OCC. Como tal, sabilidade tributária – o roteiro dos contabilis-
este estudo procurou contribuir para o enriquecimento tas certificados”. Revista Portuguesa de Conta-
cultural dos atuais estudantes de contabilidade, em parti- bilidade 23, pp. 333-350.
cular, e de ciências empresariais, no geral, em ordem a
que possam sistematizar conhecimentos associados à Gonçalves, C. e Carreira, F. (2012), O Com-
sua futura profissão, a de CC. portamento Ético e o Profissional de Contabili-
dade. Lisboa: Áreas Editora.
Todos os anos entram no ensino superior em Portu-
gal milhares de estudantes com o objetivo de estudar Gonçalves, C., Gonçalves, G. e Sequeira, L.
direta ou indiretamente contabilidade nos seus planos (2014), A Profissão de Técnico Oficial de Con-
curriculares de licenciatura. É importante que todos sai- tas – Enquadramento Normativo. Porto: Vida
bam desde o início do seu percurso académico que a Económica.
profissão se encontra regulamentada, que existe uma
associação pública profissional que a superintende e Gonçalves, M. (2016), “Relação dos primeiros
fiscaliza, que os profissionais estão sujeitos a um estatu- contabilistas formados em Portugal por via ins-
to e a um código deontológico e, naquilo que mais releva titucional (1759-1763: Aula do Comércio de
para este artigo, a um conjunto de regulamentos profis- Lisboa)”. De Computis: Revista Española de
sionais, também de cumprimento obrigatório. A dimen- Historia de la Contabilidad (Spanish Journal of
são e profundidade históricas também se afiguram cruci- Accounting History) 13(25), pp. 91-111.
ais para a consolidação da identidade profissional do
CC. Guimarães, J. F. C. (2009), “História da Câma-
ra dos Técnicos Oficiais de Contas: 10.º ani-
Foram discutidos neste escrito os aspetos principais versário (1995-2005)”. In Guimarães, J. C.
dos regulamentos considerados mais determinantes pa- (compil.) (2009), A Profissão, as Associações e
ra um candidato a contabilista certificado. Em pesquisas as Revistas de Contabilidade em Portugal (pp.
futuras, o propósito será o de analisar com detalhe todos 503-568). Porto: Vida Económica.
os regulamentos gerados pela OCC.
Guimarães, J. F. C. (2010), “A profissão de
Espera-se que esta exposição didático-pedagógica contabilidade [contabilista] em Portugal”. Re-
motive o leitor a procurar saber mais e a conhecer me- vista de Contabilidade e Comércio 240, pp.
lhor a profissão de CC em Portugal, um profissional que, 731-783.
convém sensibilizar os atuais estudantes, “no contexto
das suas funções consideradas de interesse público tem Lopes de Sá, A. (1998), História Geral e das
também dado um importante contributo para a luta con- Doutrinas da Contabilidade (2.ª ed. rev. e
tra a fraude e evasão fiscais” (Guimarães, 2009, p. 539), aum.). Lisboa: Vislis Editores.
pois que “a função de contabilista certificado constitui
uma pedra basilar na construção de uma nova cidadania Matos, C. G. (2016), A Responsabilidade dos
fiscal” (Cunha, 2016, p. 350). Contabilistas Certificados no Exercício da sua
Atividade Profissional – a Responsabilidade
Tributária. Coimbra: Almedina.
Referências
Nunes, M. V. (2016), Estatuto da Ordem dos
Carqueja, H. O. (2001), Manual dos TOC – Contabilistas Certificados – Anotado. Porto:

