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         onais a  definirem  e  preconizarem  modelos  de  controlo   O próprio Banco de Portugal enfatiza de uma forma
         interno.                                             conceptual que, “ (…) em termos gerais, o sistema de
                                                              controlo interno define-se como o conjunto das estraté-
            Para o COSO (Committee Of Sponsoring Organiza-    gias,  sistemas,  processos,  políticas  e  procedimentos
         tions)  o  controlo  interno  é  definido  como:  “(…)um  pro-  definidos pela gestão executiva com vista a garantir:
         cesso, da competência da Gestão de Topo, Direção e de
         todo o pessoal, estabelecido de forma a dar uma confi-  a)  Objetivos de desempenho - Um desempe-
         ança razoável tendo em conta a consecução de objeti-       nho  eficiente  e  rentável  da  atividade  que
         vos referentes a:                                          assegure:  a  utilização  eficaz  dos  ativos  e
                                                                    recursos;  a  continuidade  do  negócio  atra-
            •  Eficácia e eficiência das operações                  vés  de  uma  adequada  gestão  e  controlo
            •  Fiabilidade das Demonstrações Financeiras            dos riscos da atividade; a prudente e ade-
            •  Observância da legislação e regulamentos             quada avaliação dos ativos e responsabili-
              aplicáveis.” (COSO, 2012)                             dades;  implementação  de  mecanismos  de
                                                                    proteção contra utilizações não autorizadas,
            O Institute of Internal Auditors (IIA), no seu Interna-  intencionais ou negligentes;
         tional Standards for the Professional Practice of Internal
         Auditing  (Standards),  Controlo  significa  “(…)qualquer   b)  Objetivos  de  Informação  - A  existência  de
         ação tomada pela administração ou outros órgãos gesto-     informação financeira e de gestão, comple-
         res, com vista a gerir os riscos da organização e aumen-   ta, pertinente, fiável e tempestiva, que su-
         tar as expectativas de cumprimento dos objetivos e das     porte  as  tomadas  de decisão e processos
         metas a atingir. O Controlo Interno gere planos, organiza   de controlo, tanto a nível interno como ex-
         e dirige um conjunto de ações suficiente para proporcio-   terno;
         nar a necessária confiança de que os objectivos e metas
         definidos vão ser atingidos” (IIA, 2012)                c)  Objetivos de Conformidade ou compliance -
                                                                    O respeito pelas disposições legais e regu-
            No entanto o IIA, no seu trabalho intitulado Internaci-  lamentares  aplicáveis,  incluindo  a  preven-
         onal Professional Practices Framework, estabeleceu que     ção  do  branqueamento  de  capitais  e  do
         os objetivos do controlo interno visam assegurar:          financiamento do terrorismo, bem como das
                                                                    normas  e  usos  profissionais  e  deontológi-
            •  a confiança e a integridade da informação finan-     cos, das regras internas e estatutárias, das
              ceira e operacional;                                  regras de conduta e de relacionamento com
            •  a eficiência das operações de forma a atingir os     os stakeholders). ” (Aviso do Banco de Por-
              objetivos estabelecidos;                              tugal nº 5/2008, 2008)
            •  a salvaguarda dos ativos;
            •  o cumprimento das leis, regulamentos e contrac-    Perante estas definições conceptuais pode-se con-
              tos.                                            cluir que o CI é entendido como um processo na medida
                                                              em que é algo sistemático (não é realizado esporadica-
            Também para o  AICPA, American Institute of Certi-  mente) e é um meio, e não um fim em si próprio. É exe-
         fied Public Accountants, no Relatório Especial da Comis-  cutado por pessoas a todo o nível da organização. Pode
         são  de  Procedimentos  de  Auditoria,  citado  por  Attie   -se esperar que este forneça uma confiança razoável e
         (1998, p. 110) estabelece-se que : “(…)o Controlo Inter-  não,  propriamente,  uma  certeza  absoluta.  O  controlo
         no  compreende  o  plano  de  organização  e  o  conjunto   interno,  como  suporte  à  informação  e  decisão,  serve
         coordenado  dos  métodos  e  medidas,  adoptados  pela   para alcançar objetivos.
         empresa, para proteger seu património, verificar a exac-
         tidão  e  a  fidedignidade  de  seus  dados  contabilísticos,   Verificou-se que apesar de terem objetivos diferenci-
         promover a eficiência operacional e encorajar a adesão   ados,  as  definições  e  objetivos  convergem.  Ambas  as
         à política traçada pela gestão”.                     perspetivas explicitaram que a gestão precisa ser supor-
                                                              tada por um bom sistema de controlo interno, para au-
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