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A importação de madeira de eucalipto, embora re- contra cerca de 14% no eucalipto para triturar.
gistando um peso relativo de 32%, em termos de valor,
contribuiu com cerca de 59% do volume importado, en- Segundo o relatório da Monitor Company, “Portugal,
quanto que dentro da madeira em bruto, os toros de fo- encontrava-se bem posicionado para aumentar a sua
lhosas tropicais representam 26% em quantidade e 56% riqueza através da exploração florestal. Em primeiro lu-
em valor, das importações de madeira em bruto. gar, porque a União Europeia, em 1996, definiu como
principal objetivo da sua política agrícola o aumento de
produção florestal; em segundo lugar, a sua situação
geográfica – possui um excelente clima e abundância de
solos adequados ao rápido crescimento de árvores; e
em terceiro lugar, poderá vir a utilizar alguma da ter-
ra que presentemente está a ser utilizada para ativi-
dades agrícolas e que é de nulo rendimento e com-
petitividade”.
Parece fácil, tendo presente este enquadramento -
boas perspetivas de reflorestamento com a criação de
estruturas florestais competitivas a médio/longo prazo e
as deficiências de abastecimento das indústrias de pasta
de papel e de painéis de madeira - avaliar da necessida-
de de ações concretas, levadas a efeito pelo tecido in-
Fonte: Direcção Geral das Florestas dustrial, que o visem tornar competitivo. No entanto, em
Novembro de 1996, como uma pedrada no charco, co-
Dentro da atividade de serração, o pinho é a meçou a ser divulgado um estudo encomendado pela
espécie economicamente mais importante, uma vez que Sonae, Portucel, Soprocel e CAP ao consórcio compos-
cerca de 70% do pinho produzido passa pelas serra- to pelo então Banco Português de Investimento e pela
ções, o que proporciona a outras indústrias, como as da empresa finlandesa Jaakko Poyry Consulting, em que é
pasta de papel e a de painéis, um fornecimento vital de preconizado o Estado dever abster-se, nos próximos
produtos residuais cujo valor atinge os dois milhões e cinco anos, de conceder incentivos ao crescimento da
meio de m3 por ano. indústria florestal. A fim de evitar a rutura total da fileira
deverão ser instalados, antes de 2006, 700 mil hectares
de novos povoamentos.
Realmente, a fileira florestal apresentava um valor
acrescentado bruto muito superior ao da indústria têxtil,
tornando-se num sector de extrema importância na eco-
nomia portuguesa.
Um fator evidente de erosão é a sobre exploração
dos recursos de pinho em cerca de 20% ao ano, tendo a
área do pinhal, passado, em dez anos e desde 1982, de
1284 mil para 845 hectares em 1992. Na área do euca-
lipto, a floresta nacional é incapaz de fornecer eucalipto
suficiente para as necessidades das celuloses, tendo
Fonte:”Construir as vantagens competitivas em Portugal”-Monitor Company
sido necessário, só em 1995, importar 1,5 milhões de
Acontece, porém, que os preços da “madeira em m3 de madeira para evitar a depredação total dos recur-
pé”, nos seis primeiros anos da década de noventa do sos.
século passado, evoluiu de forma galopante, traduzindo-
se em aumentos de mais de 100% no pinho para triturar, É por demais evidente que havia necessidade de

