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mentar a probabilidade de atingir as metas ou, no míni- cia, universalmente aceite, a partir do qual as organiza-
mo, auxiliar na condução até às mesmas. ções medem a eficácia dos seus sistemas de controlo
interno. Este deve ser adaptado às necessidades e parti-
Attie (1998, p. 121) menciona algumas ferramentas cularidades de cada empresa para assim poder resultar
importantes para a construção de uma estrutura organi- de forma eficaz na avaliação e análise de CI.
zacional forte bem como para a melhoria da eficiência
operacional da entidade, da qual se podem destacar: Este modelo pretende tornar-se num instrumento
que viabiliza e promove a obtenção de um elevado grau
• os manuais internos – manual onde os procedi- de transparência das Demonstrações Financeiras as-
mentos internos são descritos de forma clara, com sente nos três pilares fundamentais:
o objectivo de uniformizar as práticas, a eficiência
de acções e prevenção contra erros e desperdí- Relevância – Para ser útil a informação tem de influen-
cios; ciar as decisões dos seus utilizadores
ajudando-os a avaliar acontecimentos
• as instruções formais – indicam formalmente as passados, atuais e futuros ou, ainda, a
instruções a serem seguidas pelo pessoal tendo corrigir as suas avaliações.
como objectivo minimizar mal entendidos e inter-
pretações erradas. A INFORMAÇÃO É DE RELEVÂNCIA
MATERIAL SE A SUA OMISSÃO OU
De igual forma a Delloite refere que, “ (…) obvia- ERRO FOREM SUSCEPTÍVEIS DE IN-
mente, políticas e procedimentos expressos são impor- FLUENCIAR DECISÕES (a relevância e
tantes e exercerão um papel principal na eficácia de sua a materialidade estão inteiramente liga-
estrutura de controles internos. Na verdade, grande par- das porque são definidas em função dos
te do sucesso ou do fracasso de um programa de con- utilizadores).
troles internos pode depender da documentação escri-
ta.” (Delloite, 2003, p. 19) A informação deve ser relatada em tempo
útil, sob pena de se perder a sua relevân-
O modelo COSO cia.
Sendo uma entidade sem fins lucrativos, o COSO Fiabilidade - A informação tem de estar liberta de erros
dedica-se à melhoria dos relatórios financeiros através materiais e juízos prévios ao mostrar apro-
da ética, efectividade dos controles internos e priadamente o que tem por finalidade
governança corporativa. É patrocinado por cinco das mostrar. É necessário que sejam mostra-
principais associações de classe de profissionais ligados dos de acordo com a sua substância e
á área financeira nos Estados Unidos, nomeadamente: realidade económica e que para ser fiável
e neutra seja ausente de preconceitos -
American Accounting Association (AAA), American Insti- deve haver conjugação perfeita entre a
tute of Certified Public Accountants (AICPA), Financial relevância e a fiabilidade.
Executives International (FEI) ,The Institute of Internal
Auditors (IIA) e o Institute of Management Accountants Comparabilidade - Os registos da vida da empresa de-
(IMA). vem ser feitos de forma consistente para
ser possível comparar sem que, no entan-
Em 1992 e como resposta à falta de confiança nos to, não se deixem de corrigir erros de clas-
mercados devidos aos escândalos financeiros ocorridos sificação.
nos Estados Unidos, foi desenvolvido e publicado, pelo
COSO, um trabalho sobre o Controlo Interno, designado O Modelo conceptual do COSO é composto por três
por "Internal Control-Integrated Framework”. dimensões, sendo elas os objetivos, os componentes
para atingir tais objetivos e a estrutura organizacional,
É considerado, desde então, um modelo de referên- funcionando como um cubo mágico, em que todas as

