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        4.6%, com a média Europeia e da zona Euro a serem de   tem permanecido estável durante o período em análise
        9.1% e 8.2% respetivamente. Em Portugal os IEC repre-  (Gráfico 11 e Gráfico 12).
        sentam 8.2% da tributação total, valor que em Espanha é
        de 6.6% (Gráfico 3). Também neste indicador, verifica-se   Já os impostos ambientais representam uma receita
        que a maioria dos países viu o peso dos IEC reduzir-se   de 2.6% do PIB na Europa e na zona Euro, sendo que
        nos últimos 20 anos. Portugal é o segundo país da UE   em Portugal representam 2.2% PIB e em Espanha 1.6%
        em que o peso dos IEC mais se reduziu (Gráfico 4).    (os dois países são dos que menos tributam esta reali-
                                                              dade) (Gráfico 13). Há uma forte divergência no período
            Esta redução generalizada da arrecadação de recei-  1995-2012 relativamente à variação da receita dos im-
        tas dos IEC vai em contraponto com o aumento da tribu-  postos ambientais em % PIB, conforme é visível no Grá-
        tação das externalidades negativas. Isto é, tem-se assis-  fico 14. Em termos do total da tributação, os impostos
        tido nos últimos 20 anos a uma maior incidência da políti-  ambientais representam na Europa cerca de 7% do total
        ca fiscal nestas áreas. E em regra, produtos como o ta-  de  receita  fiscal  arrecadada  (Gráfico  15).  Seguindo  o
        baco, álcool e combustíveis têm visto as suas taxas de   descrito para este tipo de impostos, a variação do peso
        imposto  aumentarem.  Aquilo  que  estes  números  suge-  na tributação total é bastante dispare nos países Euro-
        rem é que esse aumento da taxa não tem, por regra, sido   peus (Gráfico 16). Portugal é um dos países onde entre
        acompanhado de um aumento de receita. O que sugere    1995  e  2012  este  tipo  de  tributação  mais  se  reduziu
        que possa haver aqui um efeito elasticidade preço, em   (embora após 2012 tenha ganho alguma importância).
        que o aumento do preço destes bens, por via do aumen-
        to  da  carga  fiscal  que  sobre  eles  incide,  tem  levado  a   Já em matéria de imposto ambiental sobre a ener-
        uma  redução  do  consumo  superior  à  percentagem  de   gia, este tipo de tributação representa cerca de 2% do
        aumento.                                              PIB em termos de receitas, sendo que Portugal tem um
                                                              valor de 1.7% e Espanha de 1.3% (valor mais baixo a
            As “outras taxas sobre a produção” representam de   nível Europeu) (Gráfico 17). Também aqui há uma gran-
        receita entre 6.2% e 0.3% do PIB nos países Europeus,   de dispersão de variação da receita entre 1995 e 2012
        sendo  a  média  Europeia  e  da  zona  Euro  em  torno  de   (Gráfico 18). Em termos do peso no total da tributação,
        1.6% (Gráfico 5), embora esta tributação tenha por regra   este tipo de imposto representa cerca de 5% do total da
        aumentado o seu peso nas receitas nos últimos 20 anos   tributação a nível Europeu (Gráfico 19 e Gráfico 20).
        (Gráfico 6). Em termos do total de tributação representa
        entre 14% e 0.6% do total de tributação dos países Euro-  5.  Síntese Conclusiva
        peus (Gráfico 7). Também aqui a maioria dos países au-
        mentou o peso desta tributação no seu total (Gráfico 8).   Este artigo procurou analisar a evolução e tendên-
                                                              cias da tributação dos Impostos Especiais sobre o Con-
            Dentro dos IEC assume particular importância o IT e   sumo, na União Europeia, entre 1995 e 2012. Verifica-se
        o IABA, que representam uma receita nos países Euro-  que os IEC assumem hoje uma importância de captação
        peus que varia entre os 2.6% e os 0.5% do PIB (Gráfico   de receitas relevante, e que têm, na maioria dos casos,
        9). Em Portugal estes dois impostos combinados repre-  aumentado a sua importância. A necessidade de reduzir
        sentam 1% PIB, valor semelhante ao de Espanha, sendo   as externalidades negativas, e uma maior conscienciali-
        que a média Europeia e da zona Euro ronda os 1.2%.    zação  ambiental  e  de  saúde  têm  levado  os  governos
        Verifica-se que os países de Leste têm visto a tributação   Europeus a tributarem mais energia, combustíveis, taba-
        destes dois tipos de produtos aumentar o seu peso em %   co e bebidas alcoólicas.
        PIB (Gráfico 10), que permaneceu estável nos últimos 20
        anos quando medido pela média da UE e da zona Euro.
        Em Portugal houve um ligeiro decréscimo da tributação
        de  tabaco  e  bebidas  alcoólicas  (-0.1  p.p.  do  PIB),  en-
        quanto  que  em  Espanha  houve  um  ligeiro  aumento.
        Quando  olhamos para  o  IT  e  IABA  verificamos que na
        média  da  Europa  e  da  zona  Euro  representa  cerca  de
        3.6% e 3% da tributação total, respetivamente. Este valor
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