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         ou seja, o “BIS  risk-based capital requirement” , o que      LGD                                    10%
                                                   4
         origina uma versão modificada do RAROC que é o RO-
         RAC, ou seja:                                         Perda não esperada                            2,18%

                                                               coeficiente (95%)                             1,645
            RORAC =                                                               14)      Capital em risco       3,59%

            No  nosso  entendimento,  as  perdas não  esperadas   O que conduz ao cálculo do RAROC
         (UL) devem corresponder ao capital económico, ou seja,
         o que os acionistas devem alocar para efeitos da ativida-  Quadro 7 - RAROC
         de  desenvolvida.  Deste  modo,  o  capital  económico  de   RAROC
         uma empresa deve ser o capital que permite fazer face
         às perdas não esperadas, que têm uma muito pequena    numerador (rendib. ajustada)                  1,38%

         mas definida hipótese de ocorrerem. Saunders e  Allen   denominador (capital em risco)              3,59%
         (2010,  p.  234)  afirmam  que  determinadas  instituições      RAROC                              38,36%
         majoram a perda não esperada por um coeficiente que
         pode  estar ligado ao  nível  de  confiança.  Por exemplo,   O RAROC pode ser comparado com o custo de ca-
         para um nível de confiança de 95%, o coeficiente seria   pital exigido pelos detentores do capital social. O custo
         de 1,645, enquanto para que um nível de confiança de   do capital pode ser determinado de acordo com várias
         99%  seria de  2,326  (ver Jorion  (1997, p.  75)). Quanto   metodologias.  A  mais  divulgada  é  a  que  consta  do
         mais elevado for o coeficiente, mais exigente se está a   CAPM . Assim, pode-se ter três hipóteses:
                                                                    5
         ser e instituições que têm elevados coeficientes podem
         ser olhadas pelo mercado, como de ótimo risco, ou seja,   1)  RAROC > custo de capital exigido pelos detento-
         tendencialmente AAA                                        res  do  capital social  ---->  o  resultado apurado é
                                                                    positivo e o processo de negócio está a criar va-
            Assim o capital em risco ou capital económico majo-     lor;
         rado deve ser calculado da seguinte forma:              2)  RAROC < custo de capital exigido pelos detento-
                                                                    res do capital social ---> o resultado apurado não
            Capital em risco = Coeficiente de majoração x perdas    compensa o custo de capital e o processo de ne-
                                       não esperadas       15)      gócio está a destruir valor;
                                                              ——————————————————————
            Assumindo um grau de confiança de 95% e um coe-   5  Capital Asset Pricing Model (CAPM). O CAPM é um modelo que descreve a relação entre o
                                                              rendibilidade esperada e o risco de investir num título. A rendibilidade esperada num título é igual
         ficiente de 1,645 (ver fórmula 12) para o caso em apre-  ao rendibilidade isenta de risco mais um prêmio de risco, que é baseado no beta desse título.
         ço, ter-se-ia:                                       Para  uma  análise  mais  pormenorizada  aconselha-se  a  consulta  da  obra  do  autor:  Silva,  E.
                                                              (2012),  Gestão  de  Carteiras,  Vida  Económica  A  expressão  para  a  determinação  do custo  do
                                                              capital próprio (ROE):

            Capital em  risco  = 2,18% x  1,645  =  3,59%, que  é   E (ROE)  =rf  + βi (E(Rm) - rf)
         explicado no quadro seguinte:                          Em que:
                                                                E(ROE) – valor esperado do custo de capital exigido pelo acionista;
                          Quadro 6 : capital em risco
                                                              rf  - taxa de isenta de risco
         capital em risco
                                                              βi – risco do ativo, ou seja, do capital empregue pelo acionista

         PD                                              5%   E(Rm) – valor esperado da rendibilidade do mercado, considerado, como a agregação de todos
         (1-PD)                                         95%   as aplicações com risco, nomeadamente, ações
                                                                Repare-se que
         Produto                                       0,0475

         raiz quadrada                                 0,2178   βi  =    =


         ——————————————————————
         4  Em termos gerais, os requisitos do capital regulamentares situam-se regra geral nos 8% dos   em que:
         ativos. O Acordo de Basileia II retém elementos chave do Acordo de Basileia I, nomeadamente a         – variância do mercado
         estrutura básica  da  alteração  de  1996 respeitante  ao  tratamento  do risco  de mercado (Basel      – covariância do mercado com o título , neste caso, capital empregue pelo acionista
         Committee on Banking Supervision (1996)), a definição de capital elegível e o requisito que os    – coeficiente de correlação entre o título e o mercado
         bancos detenham capital correspondente a, pelo menos, 8 por cento do total dos ativos ponde-   – desvio-padrão do título
         rados por  risco.  Consequentemente,  tanto  no  âmbito  de  Basileia  II  como  no  de Basileia  I,  o      – desvio-padrão do mercado
         capital elegível deve ser superior ou igual a 8 por cento dos ativos ponderados por risco.
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