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R       Em complementaridade, relevamos os seguintes        “A Contabilidade tem sido considerada em Portugal
       E       comentários de Carqueja :                           uma disciplina universitária de segunda linha, pois
                                     23
       V                                                           está ainda muito espalhada entre pessoas
        I        “…a economia estuda equilíbrios e condutas        responsáveis a ideia de que ela não tem categoria
        S        baseadas no pressuposto de decisão racional dos   científica  para  ser  incluída  nos  quadros
       T         agentes económicos sobre o uso de recursos        universitários, atitude mental que, porém, se vai
       A
                 escassos, enquanto a  contabilidade, embora       modificando, sobretudo no estrangeiro mas também
       D         também focada nos mesmos recursos, os bens        no nosso país, pois os economistas começam a
       E         económicos, é um sistema de informação, a quem    compreender que a Contabilidade, como a
                 os comportamentos só interessam se tiver que os   Estatística, é uma ferramenta indispensável na
       C         considerar na representação que faz da riqueza,   investigação económica.”.
       O         seja em prestação de contas ou outra informação
       N         sobre o conjunto de recursos em existência num  É óbvio que esta temática exigiria análises mais
       T         momento, ou como conjunto de recursos gerados   profundas sobre as relações entre as duas áreas do
       A         e/ou consumidos num período. Mas distinguir saberes  conhecimento, que, obviamente, não cabem neste
       B         não significa reconhecer que possam existir sem  espaço, pelo que apenas pretendemos sublinhar alguns
        I
       L         apoio no suporte que qualquer deles é para o outro.”.  dos seus aspectos históricos. Com efeito, estamos
        I                                                        convictos que esta temática, poderia (deveria) ser objecto
       D       Apelando também à Contabilidade como sistema de   de investigação a nível de dissertação de Mestrado e
                                       24
       A       informações, Pinheiro Pinto , refere:             tese de Doutoramento. Fica o repto lançado aos leitores.
       D                                                         Terminamos com mais uma frase de Gonçalves da
                                                                     26
       E         “A contabilidade, como sistema de informação sobre os  Silva :
                 meios económicos ao dispor das unidades económicas,
       E         tende a evoluir em função da evolução da economia.  “Razão tem Fourastié quando afirma que «fazer
                 Assim tem sido, na verdade, historicamente.”.     economia sem contabilidade é fazer ciência sem
        F                                                          observação».”.
        I
       N       Em 1956 (passaram-se 54 anos!) Cimourdain de
                      25
       A       Oliveira , referia:
       N
       Ç
       A       1  GONÇALVES DA SILVA, Fernando Vieira: O Ensino da Contabilidade nas Escolas Superiores de Economia, separata da Revista de Contabilidade e Comércio n.º 81,
                  de Janeiro/Março de 1953, p. 17.
        S      2  Nos menus “Contabilidade/Ensino” e “Ensino” dos nossos Portais INFOCONTAB e INFOCONTAB-HISTÓRIA, respectivamente, disponibilizamos o texto integral desta
                  separata. De notar que o Sindicato Nacional dos Comercialistas foi constituído em 15 de Junho de 1935, tendo, mais tarde, dado origem ao Sindicato dos Economistas,
                  que de acordo com informações constantes do sítio em www.sindicatodoseconomistas.pt, é “herdeiro da prestigiada Associação dos Comercialistas Portugueses” cons-
       N.º        tituída em 1913, sendo também considerada embrionária da Associação Portuguesa dos Economistas e, posteriormente, da Ordem dos Economistas (ver referências
       100        no sítio em www.ordemeconomistas.pt).
               3  GONÇALVES DA SILVA, Fernando Vieira: ob. cit., p. 17.
               4  Realizado no dia 19 de Junho de 2009, em S. Lorenzo de el Escorial, Madrid, organizado pela Asociación Española de Contabilidad y Administración de Empresas (AECA)
                  e pela “Revista Decomputis - Revista Electrónica Espanhola de História da Contabilidade” (endereço em www.decomputis.es). Participámos em representação da Co-
                  missão de História da Contabilidade da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, a qual, além de nós (Vogal), integra as Professoras Doutoras Lúcia Lima Rodrigues
                  (Presidente) e Leonor Fernandes Ferreira (Vogal). Também esteve presente o Presidente da Direcção da Câmara dos TOC, António Domingues de Azevedo.
               5  Disponibilizamos o texto integral desta separata nos menus “Revista Electrónica/Revista  n.º 2, de Setembro de 2005” e “Revista Electrónica/Revista  n.º 0, de Julho de
                  2009” dos nossos Portais INFOCONTAB e INFOCONTAB-HISTÓRIA, respectivamente.
               6  CRUZ VIDAL, Caetano Léglise: O Ensino das Ciências Empresariais em Portugal, Separata da Revista de Contabilidade e Comércio n.º 185/6, de 1984, p. 74.
               7  Os Estatutos da Aula do Comércio estão disponíveis nos menus “Contabilidade/História/Estatuto da Aula do Comércio” e “Ensino/Aula do Comércio”, dos nossos Por-
     26        8 9  CRUZ VIDAL, Caetano Léglise: ob. cit. p. 72
                  tais INFOCONTAB, e INFOCONTAB-HISTÓRIA, respectivamente.
                  Por gentileza do Professor Alan Sangster e do Professor Esteban Hernandez Esteve (Presidente da Comissão de História da AECA e Director da Revista Decomputis),
                  disponibilizamos o texto da comunicação no menu “Revista Electrónica/Revista N.º 44, de Junho de 2009” do nosso Portal INFOCONTAB e no menu “Revista Electró-
                  nica/Revista n.º 0, de Julho de 2009” do nosso Portal INFOCONTAB-HISTÓRIA.
               10 CRUZ VIDAL, Caetano Léglise: ob cit. pp. 75 -76.
               11 GONÇALVES DA SILVA, Fernando Vieira, ob. cit., p. 13.
               12 GONÇALVES DA SILVA, Fernando Vieira, ob. cit., pp. 27-9.
               13 Apresenta nomeadamente os nomes de Baptiste Say, Samuelson, Léon Say, Pantaleoni, Courcelle-Seneuil, Conde, Loria, Perroux, J.P. Proudhon, Werner Sombart e
                  Irving Fisher.
               14 GONÇALVES DA SILVA, Fernando Vieira, ob. cit., pp. 31-2. Gonçalves da Silva destaca, ainda, que se deve a Fisher a primeira teoria económica do cálculo actuarial e
                  da Contabilidade.
               15 CARQUEJA, Hernâni O., em editorial, sob o título “Contabilidade e Economistas”, da Revista de Contabilidade e Comércio, n.º 229, Vol. LVIII, de Outubro de 2001, p.5.
        J
                  Os negritos são do autor.
        a      16 Nos últimos anos Carqueja tem também elaborado importantes investigações na área da História da Contabilidade, efectuando as devidas ligações à Teoria da Conta-
        n         bilidade.
               17 É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (FEP), da qual foi docente até ao ano de 2007, é Revisor Oficial de Contas (ROC) N.º 1 e um dos fun-
        e         dadores da então Câmara dos ROC, da qual foi Presidente do Conselho Directivo, sendo, ainda, consultor de empresas e actual Director da Revista de Contabilidade
        i         e Comércio, a revista mais antiga na área da Contabilidade, publicada desde 1933.
               18 LOPES DE SÁ, António, Diferenças Conceptuais Entre Econômico e Contábil, artigo disponível no sítio do Professor em www.lopesdesa.com.br, no menu “Contabili-
        r
                  dade/Mestres-Professores/António Lopes de Sá (1927 - ...)/Artigos” do nosso Portal INFOCONTAB e no menu “Mestres-Professores/António Lopes de Sá (1927 - ...)/Ar-
        o         tigos” do nosso Portal INFOCONTAB-HISTÓRIA.
        /      19 CAÑIBANO CALVO, Leandro, Contabilidad, Análisis de la Realidad Económica, Ed. Pirâmide, Madrid, 1987.
               20 No menu “Contabilidade/Investigação/Doutoramentos” do nosso Portal INFOCONTAB e no menu “Investigação/Doutoramentos” do nosso Portal INFOCONTAB-HIS-
       M          TORIA disponibilizamos informações sobre os nomes, títulos das teses, datas e universidades.
        a      21 Temos manifestado em alguns artigos a nossa preferência pela designação de “contabilista”.
        r      22 Este facto sublinhámos em nosso artigo sob o título “O Conhecimento do Negócio nas Actividades dos TOC e dos ROC”, Fiscal n.º 6, de Junho de 2008 e disponível
                  para download no nosso Portal INFOCONTAB nos menus “Actividades Pessoais/Artigos (download)/Por Título/N.º 226” e “Revista Electrónica/Revista n.º 27, de Janeiro
        ç         de 2008”.
        o      23 CARQUEJA, Hernâni O., editorial sob o título “A Contabilidade e as Licenciaturas e Especializações em Economia e Finanças” da Revista de Contabilidade e Comér-
                  cio n.º 231, Vol. LVII, de Abril de 2002, p. 517. Os negritos são do autor.
               24 PINHEIRO PINTO, José Alberto, O Papel da Normalização Contabilística em Portugal, TOC n.º 81, de Dezembro de 2006, pp. 23-9. É Professor convidado da Facul-
        2         dade de Economia do Porto e da Universidade Católica Portuguesa (Porto), Revisor Oficial de Contas e Consultor Fiscal.
        0      25  CIMOURDAIN DE OLIVEIRA, Camilo: Contabilidade Aplicada, em comentários sob o título “Importância da Contabilidade nos Estudos Económicos”, prelecções feitas
                  no curso do 4.º ano de 1956/57 da Faculdade de Economia do Porto. O texto integral está disponível no menu “Mestres-Professores/Camilo Cimourdain de Oliveira (1912
        1         - 2008)” do nosso Portal INFOCONTAB
        0      26 GONÇALVES DA SILVA, Fernando Vieira, Curiosidades, Velharias e Miudezas Contabilísticas, em texto sob o título “A Contabilidade e os Economistas”, 2.ª Edição, p.
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