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R         (2) Legislação e normas de auditoria e de contabili-  (1993), enumerando razões para o desempenho inade-
       E            dade inadequadas,                            quado, as normas inadequadas e expectativas pouco ra-
       V         (3) Desempenho inadequado dos auditores         zoáveis. Assim, como causa para um desempenho inade-
        I      Para Almeida (2004), as diferenças de expectativas têm  quado, enumeram as seguintes razões:
        S      duas grandes componentes base: a diferença de razoa-  - Falta de competência;
       T       bilidade e a diferença no desempenho, esta, por sua vez,  - Independência do auditor. (Almeida, 2004)
       A
               dividida em normas inadequadas e desempenho inade-  - Falta de competência: Para Almeida (2004) o estudo de
               quado.                                            Porter (1993) revelou que os auditores aparentam alguma
       D
       E       Num estudo desenvolvido por Porter (1993), é sugerido  ignorância em relação aos seus deveres, enquanto alguns
               que tais diferenças podem ser divididas em dois compo-  deveres aceites pelos auditores eram vistos, por parte do
       C       nentes, nomeadamente:                             público, como sendo fracamente desempenhados.
       O         (1) Diferenças no desempenho;                   Além da falta de conhecimentos dos seus reais deveres
       N         (2) Diferenças de razoabilidade.                e desempenho ineficiente, poderemos também salientar
       T       Assente na definição de diferenças de expectativas de  a inexperiência de alguns. Fundamentalmente estas si-
       A       Porter, a figura seguinte permite-nos visualizar a estrutura  tuações podem definir falta de interesse por parte do au-
       B       do problema das diferenças de expectativas:       ditor em se esclarecer, actualizar e em impor um critério
        I                                                        de rigor no seu trabalho.
       L                                                         - Independência do auditor: Almeida (2004) preconiza
        I
       D                                                         que a independência dos auditores é vista essencial-
       A                                                         mente como um estado de espírito por parte do auditor.
       D                                                         O auditor deve ter independência em relação às entida-
       E                                                         des que está a auditar, para que no seu trabalho não se
                                                                 reflicta qualquer tendência para uma análise desviante da
       E                                                         realidade. É por isso que nalguma legislação e regula-
                                                                 mentos a que estão sujeitos, existem limitações ao peso
        F                                                        que cada entidade auditada pode assumir no cômputo ge-
        I                                                        ral dos honorários de cada auditor/revisor (por exemplo:
       N                                                         limite de 15%), ou seja, o auditor não pode estar depen-
       A                                                         dente economicamente de uma entidade, para que não
       N                                                         seja passível de ser influenciado por pressões económi-
       Ç
       A                                                         cas, que o levem a uma análise pouco fidedigna da rea-
        S                                                        lidade por receio de perder o cliente.
                                                                 Para Almeida (2005) a independência do auditor é ali-
               Figura 1 - As componentes estruturais das diferenças de expectativas
       N.º                                                       cerçada em três aspectos: planeamento, execução e re-
       100                                                       latório independentes.
               Seguidamente apresenta-se uma breve explicação de
                                                                 Planeamento independente pressupõe que o auditor deve
               cada componente.                                  ter liberdade de desenvolver o seu trabalho dentro do
                                                                 que, à luz da sua experiência, lhe parecer adequado e ne-
               Diferença no desempenho:
                                                                 cessário, ou seja, deve poder determinar o que analisar e
               É a diferença que existe, dentro de um critério de razoa-  a extensão da análise em termos de trabalho a executar.
               bilidade, sobre o que o público pode esperar que os au-
                                                                 Esta independência é posta em causa sempre que haja
               ditores realizem e os deveres actuais dos auditores esta-  pressão para só analisar determinados assuntos ou do-
     30        belecidos/definidos por leis e regulamentos profissionais.  cumentos, e/ou escamoteando outros, de maneira a que
               Diferença de razoabilidade:                       o auditor não tenha acesso aos mesmos em tempo útil.
                                                                 A execução independente exige que nenhuma fonte de in-
               É a diferença que existe devido ao facto de o público espe-
                                                                 formação seja ocultada ao auditor.
               rar que o auditor detecte todos os tipos de fraudes, inde-  Relatório independente significa estar o seu conteúdo li-
               pendentemente de a sua materialidade ser ou não relevante.
                                                                 mitado ao real exame dos documentos/transacções da
               O estudo realizado por Porter (1993, p. 49-68) demons-
                                                                 entidade e que a sua análise final não está desvirtuada
               trou que entre o público existe a convicção de que o au-  por pressões de qualquer tipo.
        J      ditor examina todas as transacções da empresa, quando,
        a      na prática, o auditor baseia a sua opinião em amostras.
        n      (Almeida, 2004).                                  Normas inadequadas:
        e      Esta diferença pode ter como base as seguintes causas:  Almeida (2004) defende que relativamente às normas
        i        • Desempenho inadequado.                        inadequadas é referida a falta de independência da pro-
        r        • Normas inadequadas;                           fissão, como causa para a sua existência.
        o                                                        Se a sociedade espera que o auditor, no desenvolvi-
        /      Desempenho inadequado:                            mento das suas funções, ao deparar com uma situação
       M       Surge quando existe diferença entre a percepção da so-  de fraude/desvio de fundos, faça o respectivo reporte da
        a      ciedade sobre o desempenho dos auditores e o desem-  situação às entidades competentes (entidades regula-
        r                                                        doras e fiscalizadoras) e se as leis e regulamentos pro-
        ç      penho que estes deveriam ter com base nas leis e regu-  fissionais não o imponham, então poderemos dizer que
        o      lamentos profissionais. E podemos exemplificar com os  estamos perante uma situação em que as Normas podem
               casos em que o auditor, no seu relatório final, não salienta  ser consideradas inadequadas.
               quaisquer dúvidas ou reservas em relação à capacidade
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        0      da empresa fazer face aos seus compromissos e ter, ou  4-Propostas de solução
        1      não, perspectivas de continuar em funcionamento.  A figura seguinte, elaborada por Almeida (2005), esque-
        0      Gray e Manson (2008) ampliaram o trabalho de Porter  matiza as diversas alternativas para ultrapassar a pro-
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